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Leia Nesta Edição

O uso da metiltestosterona na masculinização de tilápias:
um desafio para o MPA

Por: Fernando Kubitza
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) autuou produtores de alevinos em vários estados, pelo uso da metiltestoterona na masculinização de tilápias. Isso ocorreu pelo fato de não haver registro deste produto junto ao MAPA para uso em aquicultura no Brasil, deixando uma sombra sobre o futuro do setor. A tilapicultura no país representa mais de 10% de toda a produção brasileira de pescado, somando pesca e aqüicultura, e uma grande quantidade de empregos diretos e indiretos. Com o intuito de contribuir com o Ministério da Pesca e Aqüicultura (MPA), na solução legal deste impasse, o artigo de Fernando Kubitza, capa desta edição, elucida questões que desmistificam os riscos do uso da metiltestosterona para consumidores, trabalhadores da piscicultura e meio ambiente. Leia aqui “O uso da metiltestosterona na masculinização de tilápias: um desafio para o MPA”.


Iguais ou diferentes? A diversidade dos Streptococcus agalactiae que infectam a tilápia do Nilo no Brasil.

Por: Henrique César Pereira Figueiredo, Ulisses de Pádua Pereira e Gláucia Frasnelli Mian
Na aqüicultura, a bactéria Streptococcus agalactiae é um patógeno que tem sido associado a consideráveis mortalidades em pisciculturas de todo o mundo. No Brasil, os pesquisadores do AQUAVET estudaram os surtos ocorridos em nove fazendas produtoras de tilápias, localizadas em seis estados brasileiros. Neste artigo relatam detalhes da pesquisa na qual procuraram saber se todos os S. agalactiae que ocorrem nas pisciculturas brasileiras são iguais, ou diferem entre si. Os pesquisadores também responderam se existe algum “tipo” com ocorrência mais freqüente, e se uma mesma fazenda pode ter mais de um tipo de S. alagactiae ocorrendo simultaneamente. Leia aqui “Iguais ou diferentes? A diversidade dos Streptocococcus agalactiae que infectam a tilapia do Nilo no Brasil.”


A exemplo da pecuária e da agricultura, as principais espécies cultivadas pela aqüicultura brasileira são exóticas, e muito se discute sobre os riscos do uso zootécnico dessas espécies, associado-as a possíveis perdas da diversidade biológica. O artigo do oceanólogo Antonio Ostrensky, da UFPR, traz um olhar maduro sobre o tema e procura avaliar até que ponto há um exagero na tentativa de demonizar as espécies exóticas cultivadas pela aqüicultura brasileira. Leia aqui “Aquicultura e Biodiversidade:


A principal característica da aqüicultura chilena é a dependência da produção de salmonideos, responsáveis por 93% das vendas do setor em 2007. A crise decorrente do surto do vírus da ISA (anemia infecciosa dos salmonídeos), ao revelar essa fragilidade, mostrou também a necessidade da diversificação das espécies utilizadas pela indústria no Chile, e o importante papel que podem ter as espécies marinhas nativas da costa chilena, neste cenário. Leia aqui “A Importância do Cultivo das Espécies Nativas Marinhas para o Chile”


Pesquisadores do LABOMAR/UFC estão empenhados em mostrar o potencial dos peixes Lutjanídeos para a aquicultura comercial, com destaque para a cioba e o ariacó. Segundo os especialistas, esses peixes aceitam muito bem os alimentos peletizados; podem ser mantidos em tanques-rede sem apresentar um comportamento agressivo; apresentam bom desempenho de juvenis alimentados com dietas contendo substituição de proteína de origem marinha por ingredientes protéicos de origem vegetal, além de ser totalmente possível controlar sua reprodução. Leia aqui: “Labomar/UFC avança na pesquisa da reprodução do Ariacó”


O artigo da pesquisadora e bibliotecária Simone da Silva Conceição, mostra os resultados do seu trabalho de mestrado junto aos maricultores catarinenses. Embora instituições federais e estaduais venham dando apoio e condições para o desenvolvimento da maricultura, segundo a pesquisadora há ainda necessidades básicas de informação que ainda não foram atendidas. O estudo concluiu que os serviços de informação existentes atualmente são voltados à indústria, de forma que as comunidades pesqueiras têm dificuldades para absorver esses serviços, o que os impede de ser mais competitivos.


Controle higiênico e sanitário de moluscos bivalves

Por: Robson Ventura de Souza, André Luís Tortato Novaes, Alex Alves dos Santos, Guilherme Sabino Rupp e Fabiano Müller Silva
Pesquisadores da EPAGRI estão investigando a qualidade sanitária da água e dos moluscos nos locais onde existem fazendas marinhas em Santa Catarina e os resultados já permitem a classificação das áreas de cultivo quanto à adequação à atividade. O projeto contempla ainda um monitoramento de florações de algas nocivas e ações de educação sobre boas práticas sanitárias de manejo dos moluscos nas etapas pós-colheita. Como resultado os maricultores já podem conferir in-line na Internet se existem florações de algas nocivas em suas áreas de cultivo. Leia aqui: “Controle higiênico e sanitário de moluscos bivalves”


ENEM aborda aquicultura, mas erra nas características do meio ambiente

Por Ricardo Y. Tsukamoto e Neuza S. Takahashi
A aquicultura foi um dos temas escolhidos pelo ENEM 2009, com uma questão aplicada na área de biologia. O estudante deveria apontar a resposta verdadeira entre cinco alternativas. O fato curioso é que e a alternativa correta, segundo o ENEM, não é tecnicamente verdadeira, ao mesmo tempo que outras alternativas se mostram verdadeiras. Aproveitando o erro do Enem, Ricardo Tsukamoto e Neuza Takahashi comentaram cada uma das alternativas da prova, e de quebra esclarecem alguns aspectos importantes da relação do ecossistema manguezal com a aqüicultura.


Editorial ; Notícias & Negócios; Notícias & Negócios on-line; Evialis realiza reunião do Comitê de Pesquisa e Desenvolvimento; O uso da metiltestosterona na masculinização de tilápias: um desafio para o MPA; Iguais ou diferentes? A diversidade dos Streptocococcus agalactiae que infectam a tilapia do Nilo no Brasil; Aquicultura e Biodiversidade: precaução ou exagero?; A importância do cultivo de espécies nativas marinhas para o Chile; LABOMAR/UFC avança na pesquisa da reprodução do Ariacó; Quem é quem no Ministério da Pesca e Aqüicultura; Decreto regulamenta a sanidade aquícola no MPA; Controle higiênico e sanitário de moluscos bivalves; Maricultores catarinenses necessitam de mais informações; ENEM aborda Aquicultura e erra na resposta

 
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