Rio Preto da Eva investe na expansão da piscicultura

Injeção de R$ 1,2 milhão permitirá que piscicultores ganhem uma renda extra de R$ 21 mil por ano – foto: Divulgação
Injeção de R$ 1,2 milhão permitirá que piscicultores ganhem uma renda extra de R$ 21 mil por ano – foto: Divulgação

26/8/2013

Conhecido pelo cultivo de frutas cítricas, Rio Preto da Eva (a 85 quilômetros de Manaus) aposta na ampliação da piscicultura para incrementar a renda do município, que tem planos para triplicar a produção de pescado até 2015.

Para alcançar essa meta, foi feita uma doação de 120 mil alevinos de tambaqui a 60 piscicultores, volume que permitirá a injeção de R$ 1,2 milhão na economia da região, A prefeitura informou que irá financiar também a construção de 400 hectares de lâminas d’água para a criação dos peixes.

“Queremos gerar renda e promover cidadania àqueles que vivem no campo. O aumento de renda no campo reflete diretamente na sede do município com o crescimento das vendas nos mercados, lojas de confecções, eletrônicos, restaurantes e demais comércios, que ganham com a chegada desses novos consumidores do campo”, salienta o prefeito de Rio Preto da Eva, Luiz Ricardo Chagas, ao frisar que a atividade permitirá ao município gerar uma renda anual média de R$ 21 mil para cada família beneficiada.

Segundo ele, os investimentos não vão parar. De acordo com Chagas, o incentivo vai se estender pelos próximos 2 anos e alcançar 180 piscicultores, que serão capacitados com apoio do Instituto de Desenvolvimento  Agropecuário Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) e da Secretaria de Estado da Produção Rural do Amazonas (Sepror-AM).

“A maioria dos piscicultores não conseguiam explorar todo o potencial dos tanques por falta de conhecimento técnico. O Idam deve ensinar os métodos de alimentação e manuseio do pescado”, revela.

O gerente da unidade local do Idam, José Frade Junior, informa que com o manuseio correto das técnicas e a aplicação de conhecimento, os piscicultores podem obter maior eficiência por hectare.

“Recebemos produtores rurais que nunca tinham trabalhado com peixe. Não sabiam como alimentar nem cuidar do PH que mede a acidez, neutralidade, alcalinidade e a transparência da água, fator essencial para o desenvolvimento correto dos alevinos”, adverte.

Para Frade Junior, Rio Preto da Eva tem potencial também para a aquicultura, além da produção de laranja.

“Mais de 40% de todo o pescado que é distribuído nas feiras e mercados da capital amazonense são provenientes de tanques do município. No entanto, há a possibilidade de expandir essa produção com a doação 120 mil alevinos e a construção de tanques com até 10 mil metros quadrados”, ressalta.

Fonte: Em Tempo