A necessidade do fortalecimento do sistema imunológico!

Enquanto todos nós estamos passando momentos tão difíceis no enfrentamento da pandemia da Covid-19, eis que a tilapicultura nacional também foi assombrada com a chegada de um novo vírus. O vírus ISKNV, que pela tradução do inglês significa Vírus da Necrose Infecciosa do Baço e Rim, pertence à família Iridoviridae, já era conhecido na piscicultura ornamental. Enquanto todos nós estávamos preocupados com uma possível chegada do TiLV – Vírus da Tilápia do Lago, já que nossos vizinhos Colômbia e Equador lidam com tal problema, fomos surpreendidos com algo inesperado e até por isso de difícil identificação.

Por:

João Fernando Albers Koch
Gerente Técnico Global  Aquacultura da Biorigin
[email protected]

Como se sabe, bactérias e vírus são microrganismos extremamente oportunistas, que esperam uma fragilidade do sistema imunológico para se instalarem em uma população, se multiplicarem e causarem danos catastróficos no organismo animal e na saúde financeira dos produtores. 

Para evitar a entrada e propagação desses agentes tão indesejáveis, várias medidas de biosseguridade devem ser adotadas na propriedade, tais como atuar em práticas corretas de manejo, desinfecção de veículos, redes e puçás, além de fornecimento de rações adequadas aos animais. A busca por alevinos e juvenis em produtores idôneos, com animais livres de enfermidades, também deve ser uma prática constante, bem como todos os cuidados com a qualidade da água e ambiente de criação. Além desses pontos destacados, uma verificação diária do plantel, com observação cuidadosa do apetite dos animais, sinais clínicos de enfermidades e checagem diária do comportamento dos peixes, são cuidados extremamente necessários para evitar e entender precocemente o momento da entrada de um patógeno. Com isso, o produtor vai estar no tempo certo para intervenções terapêuticas e, o mais importante, para evitar a disseminação da doença.

Sabemos muito bem a importância da tilápia no cenário nacional, sendo o Brasil o quarto maior produtor mundial. Mortalidades massivas e quedas no desempenho de produção podem trazer consequências extremamente sérias ao setor produtivo. Como se sabe, as vacinas virais não são tão efetivas quanto as vacinas contra bactérias em peixes, por isso o fortalecimento das defesas naturais se tornam de suma importância nesse momento, principalmente nos sistemas intensivos de produção onde as altas densidades de estocagem e todo estresse inerente a esse sistema de produção são obstáculos para o sistema imunológico dos animais. 

Dessa forma, o conceito conhecido como Imunonutrição passa a ter um papel fundamental no dia a dia das pisciculturas, onde aditivos serão utilizados visando não somente o ganho de peso e redução das conversões alimentares, mas também com foco na saúde dos animais, repercutindo em reduções das mortalidades frente à diversos patógenos, cicatrização mais rápida de feridas, melhorias das respostas vacinais, modulação da microbiota intestinal, aumento da resistência frente a compostos nitrogenados na água, entre outros. 

E dentro desse contexto, se destacam as β-1,3/1,6 glucanas, que são polissacarídeos extraídos da parede celular de leveduras e que têm um papel fundamental no organismo animal no fortalecimento das defesas naturais, comprovado por mais de 60 publicações científicas nos mais renomados periódicos nacionais e internacionais. E o MacroGard, produto com 60% β-1,3/1,6 glucanas purificadas da Biorigin é extremamente conhecido, testado e aprovado em todo o mundo, com resultados de pesquisas em carpas, salmões, tilápias, pacus, jundiás, camarões, entre outras espécies. 

Como alguns exemplos do papel preponderante do MacroGard em dietas de peixes, podemos destacar:

– Maior taxa de sobrevivência e aumento da área de regeneração caudal em zebrafish (Fronte et. al., 2018);

– Maior taxa de sobrevivência em salmões desafiados contra ISAV (Infectious Salmon Anemia Virus) de 12,5% em animais vacinados (sem prévia alimentação com glucana) para 29,1% em salmões vacinados e preparados previamente com MacroGard nas dietas (Roberti Filho et. al., 2019). 

– Pacus alimentados com dietas contendo 0,1 ou 1% de MacroGard foram desafiados com Aeromonas hydrophila e demonstraram aumento de sobrevivência na ordem de 26,7% e 21,2% em relação ao tratamento controle, respectivamente (Biller-Takahashi et. al., 2014).

– Jundiás (Rhandia quelen) alimentados com MacroGard e desafiados por Aeromonas hydrophila tiveram menos bactérias no sangue 24h após o desafio bacteriano e sobrevivência 54% superior em relação ao tratamento controle (Di Domenico, et. al., 2017).

– Tambaquis (Colossoma macropomum) foram alimentados com distintas doses de MacroGard e posteriormente desafiados com Aeromonas hydrophila. Os animais do grupo suplementado com MacroGard (0,1% da dieta) apresentaram taxa de sobrevivência 50% superior em relação ao tratamento controle após o desafio. 

Como citado anteriormente, esses são somente alguns exemplos de como o MacroGard pode auxiliar nas distintas etapas das pisciculturas e consequentemente reduzir a mortalidade frente à diversos agentes patogênicos. Caros leitores, nesse artigo técnico não estamos falando sobre medidas terapêuticas, estamos falando sobre prevenção, sobre organismos mais protegidos e resistentes, melhoria das defesas naturais para que os animais estejam preparados a enfrentar os desafios inerentes aos sistemas intensivos de produção. Converse com a Biorigin e aprenda mais sobre como o MacroGard pode ajudar na sua produção.

Toda literatura citada poderá ser compartilhada mediante à solicitação.