Abraq entra na briga

Foi com muita satisfação que a redação da Panorama da AQÜICULTURA recebeu a visita do casal José Augusto “Zelão” e Carmem Ferraz de Lima, ele atual presidente da Abraq – Associação Brasileira de Aqüicultura.

O papo agradável não foi o outro senão seus planos à frente da Abraq para torná-la mais atuante, principalmente nas discussões sobre os rumos que a aqüicultura brasileira deve tomar.

José Augusto é dessas pessoas de fala entusiasmada e segura, apoiada na experiência de quem vem, há muitos anos, acompanhando de perto o crescimento da atividade, sobretudo, contribuindo com inúmeros trabalhos publicados. Esse indisfarçável entusiasmo de José Augusto mostra a nova cara da atual diretoria da Abraq, outrora bastante tímida.

Exemplo disso foi a participação, poucos dias após sua eleição para a presidência da Abraq, na reunião realizada em Brasília, em meados de novembro, para a consolidação do PNDA – Programa Nacional de Desenvolvimento da Aqüicultura.

Nesta concorrida reunião, que contou com dezenas de representantes do setor produtivo, José Augusto defendeu a posição da Abraq que considera que a aquicultura “não é uma questão ambiental”. A nova direção da Abraq, após encontros que precederam a reunião em Brasília, entende “que o desenvolvimento da atividade deverá ser baseado no gerenciamento empresarial e no incentivo a participação de pequenos produtores, levando, evidentemente, em consideração, os aspectos sociais, econômicos e ecológicos das diversas regiões do Brasil”.

Segundo José Augusto, a Abraq considera tímida a meta da PNDA de 200.000 toneladas anuais para daqui a cinco anos, pois representará apenas um modesto aumento de 20% no consumo “per capta” de pescados no Brasil. Considera, entretanto, que é uma meta factível e realista se forem levadas em consideração as tímidas manifestações de vontade política para o setor.
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O fortalecimento da Abraq, segundo José Augusto “Zelão”, será ainda maior se a ela estiverem agregadas todas as outras associações congêneres espalhadas pelo Brasil, de modo a formar uma massa crítica com representatividade e competência para atuar na modernização da aquicultura brasileira. Essas associações não sofreriam qualquer interferência nas suas ações particulares, ao contrário, teriam essas ações promovidas através da Abraq que atuaria como uma caixa de ressonância das reivindicações do setor produtivo.

A falta de orçamento para 1997 não desanima José Augusto, que conta com as anuidades dos sócios e com a venda de Anais e Resumos para compor o caixa. Além disso, espera dos representantes estaduais uma participação mais efetiva na campanha de filiação de novos associados.

O novo endereço da Abraq é: Caixa Postal 266, Pirassununga – SP, cep 13630-970. Tel.: (019) 565-1299 r. 230 e 208 e fax (019) 565-1318.

José Augusto Ferraz de Lima, presidente da Abraq, em visita a redação da Panorama da AQÜICULTURA no Rio de Janeiro.