AQUACIÊNCIA 2016: O uso da água com ciência

A academia se reúne mais uma vez em torno do VII Congresso da Sociedade Brasileira de Aquicultura e Biologia Aquática, realizado em Belo Horizonte


 

O Aquaciência 2016, sétimo congresso da Aquabio – Sociedade Brasileira de Aquicultura e Biologia Aquática, aconteceu entre os dias 1 e 5 de agosto em Belo Horizonte, MG. E foi um sucesso, graças ao envolvimento pessoal dos professores e alunos da Escola de Veterinária da UFMG, que formaram uma equipe coesa, que fez com que tudo acontecesse como deveria ser. É preciso reconhecer que organizar um evento desse porte, em meio a uma crise econômica que fechou os cofres das instituições que costumam apoiar financeiramente o Aquaciência, foi um enorme exercício de criatividade, muito bem comandado pelo professor Ronald Kennedy Luz, presidente da Comissão Organizadora do evento.

Ao todo foram 920 inscritos no Aquaciência 2016. Um público majoritariamente acadêmico, vindo de instituições de todos os estados brasileiros. As sessões de pôster foram dividas em dois dias, e ao todo foram 623 trabalhos apresentados. Ao longo do evento foram realizadas 231 apresentações orais e 23 palestras proferidas por convidados.

O chefe geral da Embrapa Pesca e Aquicultura, Carlos Magno Campos da Rocha, é também o presidente da Aquabio. Na abertura do evento, ele afirmou: “somos conscientes que temos que desenvolver, avançar a ciência, não há dúvida sobre isso. Mas, podemos fazer isso mantendo o foco na solução dos problemas dos nossos aquicultores. O mais importante é o resultado, ou ainda melhor, qual será o impacto desse resultado no negócio aquícola, na renda dos aquicultores, no preço do nosso produto no consumidor final, enfim, na qualidade de vida da nossa sociedade, especialmente daquela faixa menos privilegiada, os mais pobres”.

Merece destaque a palestra/aula de abertura proferida pelo professor Jaap Van Rijn, da The Hebrew University of Jerusalem. Ele falou ao público sobre o tratamento biológico da água nos sistemas de recirculação, e os desdobramentos para o conforto dos peixes. Abordou também os mecanismos que levam à formação de ácidos húmicos e a forma com esses ácidos protegem os peixes de patógenos.

Como de praxe, no dia que antecede a abertura oficial do Aquaciência, são oferecidos minicursos. Os temas desse ano foram: Produção integrada de peixes e vegetais em aquaponia; Produção de beijupirá em mar aberto; Produção de peixes ornamentais; Criação de camarões em bioflocos; e, Sanidade de tilápia em tanque-rede. O material utilizado pelos professores que ministraram os minicursos (PowerPoint transformado em PDF), e os Anais do Aquaciência 2016 podem ser baixados no endereço http://aquaciencia.aquabio.com.br

Os trabalhos que foram aceitos para apresentação na forma oral ou painel no Aquaciência 2016 poderão ser submetidos na forma de artigo completo ao Boletim do Instituto de Pesca (BIP) para publicação em um fascículo especial, que reunirá os trabalhos apresentados neste evento. O BIP tem fator de impacto (JCR) de 0,474, sendo classificado como periódico B2 no Qualis-CAPES na área de Zootecnia e Recursos Pesqueiros. Os artigos devem ser escritos em inglês e obedecer às normas do BIP. Os artigos seguirão o processo normal de revisão por pares, adotado pelo BIP. Os manuscritos devem ser submetidos ao e-mail: [email protected]. O prazo para submissão é 15 de novembro de 2016

Uma votação realizada durante a reunião plenária da Aquabio, escolheu a cidade de Natal para sediar o próximo congresso – Aquaciência 2018. O pleito vencedor foi encaminhado pelo professor Paulo Mário Carvalho de Faria, da Escola Agrícola de Jundiaí, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.