Aqüicultura no Rio de Janeiro

A ampla variedade climática e topográfica do Rio de Janeiro permite uma grande diversificação de cultivos aquáticos. No Norte do Estado, a baixada campista é favorecida por terras de excelente topografia para a construção de viveiros, além de abundantes fontes de água. Aliado a estes fatores, em diferentes pontos, a água sofre a influência de depósitos calcários do subsolo, contribuindo para a alcalinização, favorecendo à fertilização.

A temperatura que se mantém elevada por boa parte do ano também contribui favoravelmente para o desenvolvimento da aqüicultura e vários criadores estão obtendo resultados encorajadores com os cultivos de tambaqui, tilápias, carpas e Macrobrachium.

Em função desse conjunto de fatores favoráveis é que o Norte Fluminense começa a ser o mais importante pólo da piscicultura no Estado.

Na região do Vale do Paraíba, especialmente em locais mais altos e frescos como Ipiabas, Sacra Família e Valença, o cultivo do black bass, nativo da Flórida e um voraz consumidor de pequenas tilápias, de barrigudinhos e de piabas, se constitui numa agradável surpresa. Esse peixe pode se constituir um excelente produto para a pesca desportiva, em locais mais frios, em substituição ao nosso tucunaré. Em locais mais baixos do Vale do Paraíba, como Vassouras, Massambará, Barra do Piraí e Itaocara, vários aqüicultores já experimentaram o cultivo do “camarão de Malásia” e de tilápias nilótica e da variedade vermelha, obtendo bons resultados de engorda no período mais quente do ano.

É na região serrana que a truticultura experimenta resultados amplamente favoráveis. Os produtores já se integraram com a criação da Associação Brasileira de Truticultura. Através da ação desta entidade estão sendo promovidos cursos, realizados experimentos com novas formulações de ração e prestadas informações de toda natureza para organizações e pessoas interessadas na atividade.