Bragança Paulista vai sediar o XI Encontro Nacional de Ranicultura

A ranicultura, cujo crescimento tem sido observado de forma acelerada na última década devido a evolução da tecnologia e das técnicas de manejo adotadas, é uma atividade zootécnica e econômica que vem sendo implantada no Brasil, bem como também em outros países. Embora o número de ranários brasileiros tenha diminuído nos últimos anos, a produção de carne de rã cresce a cada ano. A ranicultura é uma atividade que requer investimentos consideráveis que, quando aplicados de forma consciente e planejada, poderão ser relativamente baixos em relação a maioria de
outras atividades agropecuárias, com curto prazo de maturação, técnica de manejo de fácil absorção e rentabilidade potencialmente atrativa. Pode ser uma alternativa viável para o pequeno produtor rural que poderá, quando administrada de forma correta e com orientação adequada, ser uma fonte adicional de renda.

Pesquisas sobre mercado interno de carne de rãs indicam que existe uma demanda para o produto capaz de absorver quase três vezes a produção nacional, porém é um produto ainda pouco consumido pelo grande público nos estabelecimentos onde é oferecido, devido aos seu alto preço de venda. O mercado externo caracteriza-se pelo fornecimento irregular, típico de produto originário de captura (caça predatória). Com a crescente preocupação quanto ao desequilíbrio ecológico causado pela caça, os países consumidores de rã estão preferindo adquirir carnes produzidas em criatórios comerciais. O Brasil, pioneiro e possuidor de tecnologia mais avançada,
pode vir a tornar-se um dos maiores produtores mundiais.

ENAR

A cidade de Bragança Paulista – SP receberá, no período de 16 a 19 de julho 2001, o XI Encontro Nacional de Ranicultura, que tem como função específica, a congregação de todos os ranicultores que desejam uma oportunidade para que possam relatar suas experiências e as dificuldades que encontram na atividade. O XI ENAR pretende aproximar todos os segmentos da ranicultura e determinar
as prioridades capazes de encontrar, na ciência e na tecnologia, um apoio ao desenvolvimento sustentável da atividade. A idéia é que, no decorrer do encontro, os ranicultores possam determinar juntos os melhores caminhos para implantar suas decisões. Desta forma, a ABETRA – Academia Brasileira de Estudos Técnico em Ranicultura, a ARESP – Associação dos Ranicultores do Estado de São Paulo,
a APARÃ – Associação Paranaense de Ranicultores e o Ranário Beija-flor, tomaram a iniciativa de promover o evento para apontar as oportunidades relacionadas à ranicultura bem como esclarecer os problemas relacionados às deficiências do sistema de comercialização e distribuição de seus produtos.

O programa do evento engloba atividades que irão permitir um direcionamento dos temas de interesse do público, já que um dos problemas do desenvolvimento da ranicultura brasileira está relacionado com a falta de organização do sistema de transferência de tecnologia, carência de pesquisa aplicada, ordenamento e desenvolvimento do setor. Desta forma serão promovidas palestras técnicas e
mesas redondas que permitirão uma discussão mais ampla e contundente sobre tópicos específicos, debates, depoimentos de ranicultores, procedimentos e atuações institucionais. Os organizadores do ENAR pretendem também atrair para o evento outros produtores rurais, como os piscicultores, que têm também grande potencial de desenvolver a ranicultura somando-a às suas atuais atividades. Para isso, serão oferecidos cursos e palestras ministradas por pessoal qualificado e com
vasta experiência no respectivo campo de atuação. A expectativa de público é de aproximadamente 500 produtores, o que resultará em uma excelente oportunidade para que os ranicultores tomem ciência dos progressos da atividade que escolheram. Mais informações e inscrições no fone: (11) 4034-2000, e-mail: [email protected]