Brasileiros no Equador discutem a carcinicultura da América Latina

A cidade de Guayaquil no Equador foi sede, em junho último, de dois workshops enfocando o cultivo de camarões marinhos. Contando com a presença de participantes de diversos países, os eventos foram financiados por diferentes organismos como o Cyted da Espanha, Espol, Fundacyt e Cenaim do Equador, CNPq do Brasil e Conacyt do México. Estes eventos fazem parte do programa de atividades da Red II-A do Cyted, referente a aqüicultura.

No primeiro evento, chamado “La investigación científica en peneideos de Iberoamérica”, pesquisadores de Brasil, Cuba, Equador, Honduras, Mexico e Venezuela reuniram-se para definir as linhas de investigação e as estratégias a serem seguidas nos campos da nutrição, enzimologia, epidemiologia, imunologia, endocrinologia e genética. Cada grupo de trabalho contou com a presença de representantes brasileiros.

Edemar Andreatta da UFSC, participou do grupo de nutrição; Juliet Sugai também da UFSC do de enzimologia; Sergio Bueno da USP, Ana Carolina Guerrelhas da empresa Aquatec Ltda., Elpidio Beltrame e Luis Vinatea, ambos da UFSC, do de epidemiologia; Margherita Barraco da UFSC, do de imunologia; Rodolfo Pettersen da UFSC do de endocrinologia e, Afonso Bainy da UFSC do de genética.

No segundo evento, chamado “Control zoosanitario y medio ambiente en cultivo de camarón”, pesquisadores e aqüicultores de oito países (Brasil, Cuba, Colombia, Equador, México, Panamá, Perú e Venezuela), além de planejar as estratégias acerca do combate às doenças a nível regional, criaram o “Grupo Latinoamericano de Epidemiología de Camarones Peneideos”, composto por dois representantes de cada pais, sob a coordenação de mexicana Cristina Chávez e do colombiano Federico Newmark. Sergio Bueno da USP e Luis Vinatea da UFSC ficaram como representantes do Brasil. Sergio Bueno também ficou responsável pela comisão de trabalho sobre “Novas Enfermidades”, encarregada de centralizar toda a informação sobre a ocorrência de novas doenças que poderão aparecer na América Latina.

Foi cogitada a necessidade de criar centros de diagnóstico de doenças em cada país, realidade que só poderá ser alcançada com a disponibilidade de financiamentos, os quais poderão ser internacionais, nacionais e/ou do setor privado. Com esta finalidade, também foi formada uma comisão de trabalho e, no caso do Brasil, Sergio Bueno, Ana Carolina Gerrelhas e Luis Vinatea ficaram como responsaveis pela criação e viabilização do centro de diagnóstico no pais.