Camarão vannamei mudou de nome – Sai Litopenaeus e volta Penaeus

Os seres vivos, quando estudados, recebem nomes exclusivos que são usados pela comunidade científica para identificar de forma precisa e universal as espécies. Cada espécie recebe um nome formado por duas palavras (binomial): o primeiro é o nome do gênero, sempre iniciado com letras maiúsculas, e o segundo, também conhecido como epíteto específico, complementa o gênero e é escrito com letras minúsculas. Ambos são grafados em itálico, e muitos desses nomes rompem as barreiras do ambiente científico e passam para o nosso dia a dia, como o Aedes aegypti, nosso mais que conhecido mosquito vetor da dengue, da zica e da chikungunya.  


Os profissionais responsáveis por descrever, identificar e nomear os seres vivos são os taxonomistas, que muitas vezes são levados, por critérios científicos, a fazer revisões das nomenclaturas. Foi o caso de diversas espécies de camarões marinhos, entre eles o camarão branco do Pacífico, espécie predominante na carcinicultura brasileira, que deixa de se chamar Litopenaeus vannamei e volta a se chamar Penaeus vannamei.

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Quem desejar conhecer esses e outros registros taxonômicos de espécies, cultiváveis ou não, pode consultar a página do Registro Mundial de Espécies Marinhas (WoRMS, na sigla em inglês) no endereço www.marinespecies.org, que fornece uma lista confiável e abrangente de nomes de organismos marinhos, incluindo informações sobre sinonímia. Enquanto a maior prioridade vai para nomes válidos, outros nomes em uso são incluídos para que esse registro possa servir como um guia para interpretar a literatura taxonômica.

Na tabela, as atualizações mais recentes para várias espécies de camarão, incluindo espécies de importância econômica do litoral brasileiro.

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