Controle de Produtos Veterinários em Aqüicultura é tema de reunião na SEAP

Representantes da SEAP; do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA); do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (SINDAN) e, da indústria farmacêutica Schering-Plough Coopers, se reuniram no dia 5 de maio último, para que fosse discutido o “Controle de Produtos Veterinários em Aqüicultura”, um tema gerado a partir do artigo “A falta de produtos registrados para uso em aqüicultura”, de João Campos, publicado na última edição (87) da Panorama da Aqüicultura.

O Coordenador Geral de Maricultura da SEAP – Felipe Suplicy, iniciou a reunião lembrando que todos os segmentos da aqüicultura, em todas as fases de produção, desde o laboratório até a engorda, utilizam produtos veterinários. E, já que a SEAP está criando códigos de conduta responsável para as atividades aqüícolas, seria apropriado padronizar os procedimentos de produção, além do fato do setor estar necessitando de se regularizar, conforme ficou evidenciado no artigo da revista.

Ricardo Pamplona, Coordenador de Produtos Veterinários do MAPA, órgão responsável por todo o controle e registro de produtos terapêuticos para veterinária (saúde animal) no país, concordou, lembrando que em sua coordenadoria existem poucas informações sobre a aqüicultura e enfatizou que toda solicitação de registro é uma iniciativa dos laboratórios. Quanto às exigências para o registro, explicou que há necessidade de testes comprovados e do atendimento de todas as normas de biossegurança. Lamentou o fato de que alguns produtos registrados para determinados animais estejam sendo desviados ilegalmente para uso na aqüicultura. Para Milson Pereira, Diretor executivo do SIDAN, isso se dá porque quase 90% dos insumos utilizados na indústria são importados, e no processo de importação alguns ingredientes são repassados diretamente para o consumidor, sem o controle do governo, abrindo espaço para o desvio de finalidades e uso em outras espécies de animais.

O representante da Schering-Plough Coopers, Marcelo Oliveira informou que a empresa, no Brasil, possui em seu quadro de funcionários um especialista em aqüicultura e que a Schering recebe demandas do setor aqüícola, tendo recentemente sido procurada por uma empresa interessada em que fosse disponibilizada no Brasil uma vacina anti-vibrio, produzida pelo grupo em outro país.

A reunião terminou com a proposta de que todos darão novos encaminhamentos ao assunto, dentro de suas respectivas áreas, cabendo a Seap, através de Rui Donizete Teixeira, encaminhar material técnico de aqüicultura para o SINDAN, no intuito de abastecê-los com mais informação sobre o setor aqüícola.