Cultivo do Lambari

Uma espécie de pequeno porte e grandes possibilidades

Por Fábio Porto-Foresti * [email protected],
Cláudio Oliveira* , Fausto Foresti* e Rodrigo Brás de Castilho Almeida**
*Laboratório de Biologia e Genética de Peixes, IB, UNESP, Botucatu, SP
** Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis, SP


Espécies nativas de peixes como o pacu (Piaractus mesopotamicus), o matrinchã (Brycon orbignyanus), o surubim pintado (Pseudoplastystoma coruscans), o surubim-cachara (Pseudoplastystoma fasciatum), o piauçu (Leporinus macrocephalus) e peixes exóticos como a tilápia-do-Nilo (Oreochromis niloticus), a carpa-comum (Cyprinus carpio) e a truta arco-íris (Oncorhynchus mykiss), entre outras, fazem a alegria dos pescadores amadores e também dos criadores de peixes. Existem, contudo, outras espécies que aparecem como vilãs em relação àquelas identificadas como nobres, freqüentemente de pequeno porte e consideradas invasoras dos viveiros de criação comercial de peixes, sendo popularmente chamadas de lambaris, tambiús ou piavas.

Dentre estas espécies de pequeno porte, o lambari tambiú ou lambari do rabo-amarelo (Astyanax altiparanae), pode ser considerado como uma opção na piscicultura brasileira. Mas, antes de relacionar as características que reforçam esta idéia, vamos falar um pouco dos aspectos biológicos desta espécie.

O Lambari Tambiú

Existem muitas espécies de peixes conhecidas popularmente como lambaris, que povoam pequenos riachos, lagos e os grandes rios formadores das bacias hidrográficas de todo o ambiente tropical. O lambari do rabo-amarelo é uma espécie de pequeno porte, que atinge de 10 a 15 cm de comprimento, podendo chegar a 40 gramas de peso. Possui hábito alimentar onívoro e seu crescimento é rápido, chegando à maturidade sexual com cerca de quatro meses de idade, normalmente com 7 a 9 cm de comprimento para os machos e 9 a 12 cm de comprimento para as fêmeas.

Lambari do rabo-amarelo ou lambari tamiú (Astyanax altiparanae)
Lambari do rabo-amarelo ou lambari tamiú (Astyanax altiparanae)

Durante o período reprodutivo, existem diferenças nítidas entre machos e fêmeas (dimorfismo sexual), sendo que estas, além de serem maiores, possuem o corpo arredondado e freqüentemente são mais precoces no crescimento do que os machos. Neste período, observa-se ainda nas fêmeas uma forte irrigação por vasos sangüíneos na região ventral do corpo, principalmente nas bases de inserção das nadadeiras peitorais e ventrais. Os machos são menores, possuem o corpo alongado e no período reprodutivo apresentam a nadadeira anal áspera ao toque, sendo tal característica importante para a sua identificação.

Iscas Vivas

Apaixonados pela pesca esportiva costumam viajar em busca de rios piscosos e limpos ou dos grandes lagos formados pelos barramentos das usinas hidrelétricas, onde encontram como atrativo a pesca do tucunaré. No Estado de São Paulo estas regiões estão se transformando em grandes áreas turísticas e hoje duas espécies deste peixe podem ali ser encontradas: o tucunaré amarelo (Cicla ocellaris) e o tucunaré azul (Cicla temensis), ambas originárias da bacia amazônica. Uma vez introduzidas nas bacias do Alto Paraná e Baixo Tietê, adaptaram-se muito bem nos ambientes de águas lênticas dos reservatórios. São espécies carnívoras, consideradas vorazes e, devido ao seu hábito predador, afetam as populações nativas de peixes dessas bacias hidrográficas, já fortemente alteradas pelo impacto dos barramentos.

Para muitos, a pesca do tucunaré é considerada uma arte e, para tal, diferentes instrumentos de captura como caniços, molinetes e iscas artificiais de todas as cores e formatos, são utilizados. Mas, além de fugir ao menor ruído, este peixe, muito exigente em relação à isca, dificilmente consegue resistir a um lambari. Contudo, com a diminuição das populações destes pequenos peixes nos rios e com a edição de leis ambientais que não permitem a pesca indiscriminada na natureza, aumenta a cada dia a procura por lambaris para serem usados como isca para a pesca esportiva.

Despesca do lambari em tanque de cultivo
Despesca do lambari em tanque de cultivo

Até recentemente, os lambaris eram considerados por muitos produtores como pragas indesejáveis nos viveiros, por invadirem e colonizarem rapidamente o ambiente de criação dos peixes nobres. Nos tanques de criação competem por espaço e alimento com as espécies cultivadas. O aproveitamento destes pequenos peixes se resume na alegria dos funcionários nos dias de despesca, quando a sobra da captura é geralmente descartada. Este conceito foi mudando a partir de observações mais acuradas durante o manejo dos tanques de cultivo. Casos de associação de lambaris com tilápias não revertidas, resultaram no controle da população destas, uma vez que os lambaris predam os ovos, as larvas e pós-larvas das tilápias. Por outro lado, a ocorrência natural dos lambaris nos viveiros também passou a ser aproveitada por alguns produtores, com a sua comercialização na forma eviscerada e sem escamas, para bares e lanchonetes. Tais fatos corriqueiros na piscicultura, que algumas vezes resultam de soluções criativas por parte do produtor, não têm resultado, contudo, em empreitadas para a criação de lambaris em monocultivo. Se levarmos em conta a sua fácil reprodução, a boa taxa de sobrevivência das larvas e alevinos, o rápido crescimento e o hábito alimentar onívoro, a engorda de lambaris, tanto para a produção de iscas vivas ou para o processamento, pode ser considerada uma boa opção de negócio.

O Cultivo

Do ponto de vista de adequação e otimização, a criação do lambari nas propriedades rurais, constitui-se numa excelente alternativa para pequenos e médios produtores, que procuram módulos de diversificação de suas propriedades. O policultivo envolvendo o lambari com outras espécies, principalmente as de grande porte como o pacu, pode ser realizado. Mas, dificuldades de manejo, principalmente durante a despesca dos peixes maiores, podem resultar em significativa mortalidade dos lambaris devido às lesões e estresse causados durante a manipulação das redes de arrasto, sendo, por isso mesmo, mais indicada a prática do monocultivo para um melhor desempenho da criação.

Os melhores resultados práticos têm sido obtidos em tanques de 500 a 1000 m2, devido à facilidade no manejo para a realização da separação e da “repicagem”, ou seja, a seleção de alevinos e juvenis para o controle da densidade em cada fase do desenvolvimento. Os resultados assim obtidos foram melhores do que quando se realizou a alevinagem e engorda em um mesmo tanque, sem os ajustes de densidades. Entretanto, podem também ser engordados e armazenados em tanques de até 100 m2, considerados pouco produtivos no cultivo de outras espécies comerciais, aproveitando-se alguma infra-estrutura pré-existente.

Nos lambaris é marcante a heterogeneidade do tamanho do corpo durante as fases de alevino e juvenil, que se mantém na fase adulta. Uma expressão desta heterogeneidade é o dimorfismo sexual, em que as fêmeas em geral são maiores do que os machos. A realização de “repiques”, diminuindo a densidade dos estoques de alevinos ou juvenis, melhoram sensivelmente as diferenças de tamanho entre os peixes criados.

A Reprodução

A reprodução do lambari pode ocorrer naturalmente dentro dos viveiros, num processo natural ou então pode ser induzida, utilizando-se de injeções hormonais, que estimulam a reprodução. Tal processo é determinado pelas metodologias da reprodução induzida ou hipofização. O período reprodutivo destes peixes é controlado por estímulos ambientais específicos e vai de setembro ao final de março; a temperatura ideal da água para o início da reprodução varia de 26 a 28 °C.

Reprodução Natural – Pode ser realizada colocando-se os reprodutores previamente selecionados em tanques de terra, numa proporção de 3:1 (três machos para cada fêmea), a uma densidade de 10 peixes por metro quadrado. Os tanques podem ser de 500 a 1000 m2 e devem ser previamente adubados e tratados com calcáreo se for necessária a correção da qualidade da água. Nestas condições, devem ser utilizados abrigos para os peixes, como plantas macrófitas (aguapés) em 10 a 15% da área do viveiro, servindo de proteção para as larvas e alevinos após a eclosão. Este método resulta em boa produção de larvas e alevinos, mas proporciona também algumas dificuldades em relação ao manejo posterior à reprodução, por dificultar o controle da sobrevivência das larvas e alevinos e da predação realizada pelos próprios reprodutores, que podem comer ovos e larvas. Mesmo com a remoção dos reprodutores após a reprodução, a dificuldade se baseia na impossibilidade de controle das densidades dos lotes, com idades diferenciadas nos tanques de reprodução natural.

Obtenção de ovócitos por pressão no abdômen da fêmea
Obtenção de ovócitos por pressão no abdômen da fêmea
Deposição do esperma do macho sobre os ovócitos
Deposição do esperma do macho sobre os ovócitos

Uma característica importante dos lambaris é a reprodução parcelada, que possibilita a obtenção de 3 a 4 desovas durante o ano, elevando de modo substancial a produção mas que, por outro lado, pode acarretar dificuldades de manejo por resultar no aparecimento de lotes em diferentes estágios de crescimento. Assim, problemas como as altas densidades decorrentes da falta de controle na produção de alevinos podem levar ao crescimento diferenciado dos indivíduos. Há também que se considerar a possibilidade da ocorrência de desovas de indivíduos precoces, nascidos no período, que também irão contribuir para a heterogeneidade dos tamanhos e as diferenças de tamanho existentes entre e machos e fêmeas (dimorfismo sexual). Outra causa importante da diferenciação do crescimento é o desajuste de espaço físico no viveiro, que leva a um aumento da competição entre os peixes, agravando a heterogeneidade dos lotes. Esses casos, embora possam se constituir em fatores depreciativos da produção, não se apresentam como motivos imperativos para que a reprodução natural do lambari seja descartada num processo de produção. O método de despesca seletiva pode se constituir numa alternativa para esse sistema, já que a cada semana do período reprodutivo é feita uma triagem dos lotes que atingiram o tamanho desejado e estes são dirigidos para o processo de engorda.

Reprodução Induzida – No lambari, a reprodução promovida artificialmente com a utilização de hormônios indutores é mais produtiva que a reprodução natural, pois permite um melhor controle, planejamento e otimização da produção, tanto na fase de alevinagem como na de engorda. Neste processo, os reprodutores são selecionados conforme as características externas, evidenciadas no período reprodutivo e são induzidos à liberação de ovócitos e de esperma com o uso de extratos hipofisários de peixes, aplicando-se duas doses de hormônios conforme as práticas usuais em estações de piscicultura. A reprodução induzida é facilmente realizada nestes peixes, podendo resultar num aproveitamento maior que aquele obtido com a reprodução natural. A incubação também é realizada seguindo as práticas comuns de reprodução de peixes, com a produção de larvas e pós-larvas alcançando taxas de até 95% de sobrevivência.

Avaliação do processo de fertilização com a adição de água sobre os gametas
Avaliação do processo de fertilização com a adição de água sobre os gametas
Detalhe da incubadora, onde ocorre o desenvolvimento dos embriões até a eclosão dos ovos e obtenção das larvas
Detalhe da incubadora, onde ocorre o desenvolvimento dos embriões até a eclosão dos ovos e obtenção das larvas

Na fase de pós-larvas a taxa de sobrevivência geralmente permanece alta, mesmo depois de armazenadas nos tanques de terra, dependendo obviamente da qualidade da água e do ambiente onde forem estocadas. As pós-larvas podem ser estocadas a uma densidade de 300 indivíduos/m2 durante 15 a 20 dias, com uma sobrevivência média de 70% até a fase de alevino. Com a realização do manejo inicial (repicagem), os alevinos (0,5 a 1 cm) são transferidos para outro tanque, estocados numa densidade de 100 alevinos/m2 e mantidos durante cerca de 30 dias nestas condições, até a fase de juvenil, quando atingem de 2 a 4 cm. A sobrevivência média nesta fase chega a 80%.

A Engorda

Como resultados práticos de cinco anos de engordas sucessivas no sistema de criação semi-intensiva de lambari na Estação de Piscicultura Kabeya, localizada no município de Glicério – SP, foi obtida uma sobrevivência de 70% dos peixes no final da engorda utilizando-se a densidade de 50 peixes/m2 (juvenis). Vale lembrar que esta metodologia de cultivo foi desenvolvida em caráter prático, objetivando um padrão de peixes para serem utilizados na pesca esportiva. Para sua comercialização na forma de isca, o lambari deve atingir o tamanho de 8 a 12 cm e 15 a 20 gramas de peso, que pode ser atingido em 3 a 4 meses. Esta densidade permite a obtenção de 1.8 a 2.4 kilos/m2, referente à realização de 3 a 4 períodos de reprodução e engorda por ano (média de 21 toneladas por hectare por ano). Estes resultados são bastante interessantes para um sistema de cultivo semi-intensivo, quando comparados com aqueles obtidos com outras espécies de peixes.

Na fase de engorda a alimentação é oferecida na proporção de 5% do peso vivo e no mínimo três vezes ao dia, utilizando rações em pó ou trituradas, com composição de 38 a 40% de proteína. Após aproximadamente 20 dias iniciada a engorda, podem ser utilizadas rações extrusadas, que aumentam a eficácia do arraçoamento, podendo resultar no melhor aproveitamento do alimento e menor poluição da água. Os “pellets” devem ter de 1 a 2 mm de diâmetro para melhor aceitação dos peixes, mas em casos isolados já foi observada boa aceitação de “pellets” com 4mm de diâmetro, mesmo não sendo o mais recomendado.

O lambari é extremamente sensível à perda de escamas, que pode ocorrer como causa secundária do manejo e transporte, e lesões no corpo levam a doenças e parasitoses. Também é exigente quanto às concentrações de oxigênio e amônia na água, características estas logo percebidas pelos produtores que enfrentam problemas com qualidade de água. Nestes casos, os lambaris são geralmente os primeiros peixes que começam a morrer nos tanques ou dão o “alerta” sobre possíveis problemas da qualidade da água.

A Comercialização

O custo geral de produção depende de diferentes fatores, determinados por elementos que envolvem aspectos gerais de economia e componentes locais do mercado. Produtores que têm seus estabelecimentos nas regiões onde a pesca esportiva é praticada podem ter maior retorno e garantia de sucesso no seu empreendimento, por se tratar de um comércio de iscas vivas. Há ainda a possibilidade de venda do produto na forma de congelados ou enlatados, após processamento adequado.

Existe ainda um outro mercado que poderá dar espaço ao cultivo do lambari, que é a indústria da farinha de peixe, onde as necessidades de produção de um produto de boa qualidade no mercado mundial são cada vez mais urgentes. A cada ano a disputa do produto entre as grandes marcas de ração se acirram em torno desta matéria-prima e os lambaris se adequariam perfeitamente às condições exigidas por esse mercado. Um produto de custos competitivos teria por base nesta espécie a fácil obtenção de alevinos, o crescimento rápido, a rusticidade, o fácil manejo e outras características que são observadas dia a dia pelos produtores.

Mas é como isca viva que o lambari vem sendo comercializado. Os consumidores caracterizam-se pela exigência quanto à sanidade e principalmente ao tamanho dos indivíduos. Este produto não possui período de entressafra, uma vez que a pesca do tucunaré se dá ao longo de todo o ano. Além disso, as iscas vivas de lambari podem ser também usadas com sucesso na pesca de outras espécies de peixes carnívoros como a corvina, traíra, jurupoca, etc.

A busca de parcerias com clientes que revendam os lambaris é uma característica importante neste tipo de atividade, tanto para o processo de comercialização como para o próprio criador. Tal atividade obriga a realização de uma programação do estoque de peixes com o tamanho padrão que o produtor deve manter nos seus tanques. A comercialização é realizada do produtor para a revenda a um preço médio de R$ 0,10 a unidade ou R$ 100,00 o milheiro.

Na revenda o mesmo lambari pode custar R$ 0,35 a unidade, sendo neste caso a venda feita por dúzias. Na comercialização de alevinos e juvenis, onde o tamanho varia de 0,5 a 1 cm e 2 a 4 cm, respectivamente, o preço do milheiro tem sido praticado a R$ 50,00. Os peixes são embalados em sacos plásticos com oxigênio, como normalmente se processa com alevinos de outras espécies.

As Perspectivas

O cultivo do lambari em condições de alta densidade e a possibilidade da aplicação de metodologias específicas como técnicas de melhoramento genético, manipulação cromossômica (obtenção de indivíduos estéreis) e para reversão de sexo (visando a obtenção de linhagens monossexuais), pode certamente resultar na melhoria da produção. O interesse na utilização destas técnicas no cultivo de lambaris merece destaque, pelo fato da espécie apresentar gerações curtas, prole numerosa e ser de fácil manejo em condições de laboratório e de campo.

Uma perspectiva para o cultivo desta espécie está na utilização das técnicas de manipulação cromossômica, que podem ser aplicadas com relativa facilidade nos peixes, pelo fato de que este grupo geralmente apresenta fecundação externa, favorecendo o manuseio dos gametas. Dentre as várias técnicas de manipulação cromossômica existentes, a triploidia é o tipo mais difundido na área da piscicultura e o interesse na obtenção de indivíduos triplóides se deve às características de implicações econômicas que eles podem apresentar, que podem ser traduzidas em maior crescimento e em esterilidade nos estoques.

O maior crescimento dos peixes triplóides (3n) em relação aos diplóides (2n) decorre principalmente por apresentarem esterilidade gonádica. Durante o período de maturação sexual os diplóides de ambos os sexos sofrem um retardo no crescimento, concentrando suas energias no desenvolvimento das gônadas; entretanto, as fêmeas triplóides, sendo estéreis, não desenvolvem gônadas funcionais e, continuando o crescimento em peso e comprimento, acabam por superar as fêmeas diplóides em 5% a 20% do peso ao final do período de maturação.

Esta técnica de manipulação cromossômica já vem sendo realizada de forma preliminar nos lambaris, na Estação de Piscicultura Kabeya. Os objetivos principais da proposta são a padronização da metodologia para esta espécie, que resulte na obtenção de alto índice de indivíduos triplóides; o controle da heterogeneidade de tamanho dos indivíduos adultos nos tanques de cultivo e, por fim, utilizar a esterilidade gonádica dos triplóides no controle da quantidade de peixes por tanque, otimizando assim, o cultivo desta espécie.

Os indivíduos triplóides, por serem estéreis, também podem ser usados no controle da poluição genética que freqüentemente ocorre com os escapes ou descartes das iscas vivas no ambiente natural. Tal procedimento impedindo a miscigenação de populações e espécies isoladas naturalmente, pode se constituir numa estratégia importante para minimizar possíveis problemas adversos de impacto ambiental e conseqüente “contaminação” de rios e lagos com formas provenientes de sistemas externos.

Os estudos em desenvolvimento, envolvendo novas metodologias de cultivo e o uso de técnicas de manejo genético certamente poderão abrir novos caminhos para otimizar o cultivo não só desta espécie, mas de um modo geral na piscicultura, contribuindo também para a ampliação dos conhecimentos e sua utilização de modo adequado por parte dos criadores de peixes no Brasil.