Decifrado genoma completo do salmão do Atlântico e avanço científico pode torná-lo mais resistente a doenças

Pesquisadores decodificaram o genoma completo do salmão do Atlântico, o que permitirá fazer avanços na produção aquícola deste pescado. O projeto, que constitui no sequenciamento do genoma do salmão, é o primeiro dentre os peixes grandes, e é uma iniciativa da Cooperação Internacional para o Sequenciamento do Genoma do Salmão do Atlântico (ICSASG, na sigla em inglês) e nele colaboraram durante cinco anos cientistas de Chile, Noruega e Canadá. Com um custo total de US$ 10 milhões, dos quais o Chile aportou US$ 2,5 milhões, o trabalho dos pesquisadores permitirá melhorar a salmonicultura, tornando o peixe mais resistente a doenças. O trabalho objetiva decifrar as chaves do genoma e fazer com que o salmão cresça mais rápido, com uma alimentação menor por quilo de peso que ganha e com redução nos custos de alimentação.

O genoma do salmão do Atlântico é um dos mais complexos, pois se trata de uma espécie poliploide, onde há vários jogos de cromossomos envolvidos. O avanço científico vai possibilitar a melhoria da suscetibilidade no processo de produção aquícola desse peixe por meio de um melhoramento genético mais eficiente. “Esta descoberta nos permite fazer uma melhoria genética com maior eficiência. Melhora-se bastante, uns 30% mais rápido, com seleção genômica do que sem ela, e isto não se pode fazer sem o genoma”, disse o engenheiro agrônomo da Universidade do Chile, Roberto Neira, engajado no projeto. Neira disse também que a pesquisa ajuda a elucidar como tentar identificar certas características que os tornam mais resistentes a doenças. O cientista acrescentou que já havia sido decodificado o genoma do peixe-zebra, de tamanho pequeno, e que embora não tenha sido finalizada ainda, o genoma da tilápia já está em estudo. Os resultados do projeto estão disponíveis no site de acesso livre www.corfo.cl/genomasalmon