Desovas de bijupirás continuam na Bahia Pesca

As desovas naturais do bijupirá (Rachycentron canadum) continuam acontecendo na Fazenda Experimental Oruabo, onde está localizado o Laboratório de Peixes Marinhos da Bahia Pesca, no município de Santo Amaro – BA, com capacidade prevista para produzir 100 mil alevinos/ano.
De outubro passado até o final de dezembro, aconteceram sete ocorrências. Uma parcela do produto destas desovas foi aproveitada para a realização de larviculturas experimentais ou estocada em viveiros de engorda. O restante foi enviado para o Grupo TWB, em São Paulo, para cumprir o protocolo de cooperação técnica estabelecido entre as empresas.

Os resultados obtidos até então demonstraram taxas de sobrevivência (até o 25º dia após eclosão) que variaram de 2 a 5 % para as larviculturas efetuadas nas incubadoras do laboratório. Entretanto, o período de transição do alimento vivo para o inerte demonstrou ser bastante crítico, onde a mortalidade revelou-se mais acentuada devido ao canibalismo e à ausência de uma ração específica para esta fase do cultivo. A equipe técnica, porém, vêm modificando a metodologia de produção, utilizando uma combinação de viveiros externos e laboratório em diferentes etapas de desenvolvimento, aumentando significativamente os resultados. A solução encontrada até o momento pelos pesquisadores da Bahia Pesca foi a utilização inicial de rações artesanais úmidas que vão sendo substituídas gradualmente por rações comerciais secas.

Canibalismo de alevino de bijupirá na fase de transição do alimento vivo para o alimento inerte
Canibalismo de alevino de bijupirá na fase de transição do alimento vivo para o alimento inerte

A tendência é utilizar uma ração mais atrativa que possa proporcionar percentuais de sobrevivência final acima dos obtidos (1%).
Após o período de “desmame”, os peixes remanescentes apresentaram uma taxa de crescimento bem promissora, tendo, os primeiros alevinos, alcançado o peso médio de 20 gramas, após 85 dias de nascidos

A desova mais recente ocorreu em 25/12/2006 e as 200 mil larvas foram estocadas no 3º dia após a eclosão, em um viveiro de um hectare. Estes pequenos bijupirás vêm apresentando um desenvolvimento bem melhor que as larvas que compõem o grupo controle oriundo da mesma desova e que permaneceu no laboratório.

adultos de bijupirá acondicionados em caixas para serem transportados da Bahia para o Espírito Santo
Alevinos (acima) e adultos (ao lado) de bijupirás, acondicionados em caixas para serem transportados da Bahia para o Espírito Santo

Alevinos de bijupirá acondicionados em caixas para serem transportados da Bahia para o Espírito Santo

A desova mais recente ocorreu em 25/12/2006 e as 200 mil larvas foram estocadas no 3º dia após a eclosão, em um viveiro de um hectare. Estes pequenos bijupirás vêm apresentando um desenvolvimento bem melhor que as larvas que compõem o grupo controle oriundo da mesma desova e que permaneceu no laboratório.

Remessas de bijupirá

Como parte integrante de um processo de intercâmbio de tecnologia, a Bahia Pesca enviou recentemente 36 animais, entre alevinos e juvenis, para formar um plantel de futuros reprodutores para o Estado do Espírito Santo. A operação serviu também como experiência de transporte via rodoviária por longas distâncias, e permitiu a coleta de informações técnicas para utilização no atendimento aos futuros produtores. Todos os animais chegaram saudáveis e íntegros depois de uma viagem de 22 horas em caminhão.

Remessas de larvas (500 mil) e ovos (230 mil) foram feitas anteriormente, destinadas à TWB S.A. Construção Naval, Serviços e Transporte Marítimos, em Cananéia, São Paulo. A sobrevivência, porém, foi insignificante por questões operacionais. Contudo, a equipe está sendo treinada para novas larviculturas com larvas e ovos fornecidos pela Bahia Pesca.