Doença da cauda branca é a nova ameaça para a indústria do camarão de água doce

O camarão de água doce, Macrobrachium rosenbergii, também conhecido como camarão da Malásia, sempre foi tido como um camarão bastante resistente às enfermidades, no entanto, recentes registros indicam prejuízos para a indústria do camarão de água doce na Índia, em função da Doença da Cauda Branca (White Tail Disease-WTD), observada tanto nas larviculturas como nos viveiros berçários localizados em Andhra Pradesh e Tamil Nadu. A doença tem causado mortalidades de 100% em dois a três dias.

Dois vírus, o M. rosenbergii nodavirus (MrNV) e o vírus extra pequeno (XSV), foram encontrados como os responsáveis pela doença da cauda branca.
Os sinais clínicos observados dessa nova doença incluem letargia e opacidade da musculatura do abdômen em larvas, pós-larvas e adultos. A opacidade se espalha gradualmente tanto para a região anterior como posterior e nos casos extremos, leva à degeneração do telson e dos urópodos. A aparência esbranquiçada da cauda é o sinal clínico mais proeminente, daí o nome da doença.

Vários métodos de diagnóstico têm sido desenvolvidos e estandardizados para a detecção do MrNV e do XSV no camarão de água doce, como a hibridização dot-blot, hibridização in situ, reação reversa da cadeia da transcriptase-polimerase (RT-PCR) entre outros. No entanto, essas técnicas são caras e demandam bastante tempo para aplicação em campo. Dessa forma, a necessidade atual é de desenvolver uma ferramenta de diagnóstico confiável e por um custo razoável.

Atualmente não existem tratamentos efetivos para essa doença. A única alternativa para reduzir as chances da disseminação da WTD, é por meio da adoção de práticas de manejos higiênicos nas larviculturas e nas fazendas de engorda.