Editor visita Centro de Pesquisa no México

Por: Philip C. Scott


Em recente visita ao México por ocasião de uma conferência, tive o prazer de conhecer o CINVEST A V – Centro de Investigaciones y de Estudios Avançados delIPN, que é um centro de pesquisas com base na cidade de Mérida, na península de Yucatán, e cuja chefia é do Dr. Alejandro Flores-Nava.

A aqüicultura mexicana está em ritmo de crescimento e encontrei neste centro um clima de grande entusiasmo, com pesquisadores buscando solucões locais para incrementar a producão de proteína aquática através da aqüicultura.

O CINVESTAV, possui uma estrutura semelhante a nossa EMBRAPA. Pesquisas’ são realizadas buscando otimização das espécies nativas mexicanas como o Cichasoma uro/?thtamus, ciclídeo semelhante á tilápia, e visam sua produção comercial. Testes já realizados incluem dieta, cultivo em gaiolas e biologia da espécie, No laboratório de nutrição buscase alternativas econômicas para a formulação de rações com as sementes de gergelim, girassol, oleaginosas, levedura de cana, concentrado protéico foliar e mesmo a Spirulina.

A ranicultura no México está fervilhante devido à proximidade com o mercado norte-americano e atrai grande interesse de empresários mexicanos. Por ora, o Brasil age como centro de referência, ou norteador, tendo os estudos de Viçosa e Pindamonhagaba como a base para continuação de pesquisas. Já são temas de mestrados assuntos como; a importância de , diversos tipos de fitoplancton na dieta e metamorfose de girinos, a formulação ideal da ração suplementar fornecido as rãs e estudo do policultivo tilapia + rã.

Na parte marinha, já se avança no cultivo do mero (Epinephelus spp.) onde estuda-se a alimentação ideal e taxas de densidade de estocagem. O caracol marinho Strombus gigas, é largamente consumido na região costeira, por isso mesmo já se estuda sua larvicultura em laboratório. A busca de uma alga cultivada tropical para alimentação das larvas é uma área de concentração.

A Biologia Pesqueira do CINVEST A V trabalha sobre os recursos marinhos como populações de lagostas, polvo!” meros e.camarão, todos sob severa , pressao pesqueira.

Outro trabalho importante está sendo feito junto à uma comunidade pesqueira, onde é ensinado aos ‘yucatecos’ (como são chamados os Mayas nativos da península), as formas diversas de beneficiar artemia, principalmente para a venda no mercado nacional de peixes ornamentais.

Em todos os setores, sentí uma grande vontade dos pesquisadores mexicanos em colaborar, trocar informações e experiências com seus pares brasileiros. O’endereço é: Centro de Investigación y de Estudios Avançados dellPN Carretera Antigua a Progreso km.6 C.P. 97310 A.P,73 Cordemex Yucatan, Mexico