Editorial – Edição 139 setembro/outubro 2013

O Rio de Janeiro continua lindo, o Rio de Janeiro continua sendo…” a capital dos eventos internacionais ligados ao cultivo da tilápia.

Depois do 5º ISTA, realizado no Rio de Janeiro no ano 2000, até hoje considerado por muitos como o mais importante evento de aquicultura já organizado no Brasil, desta vez a cidade recebeu de braços abertos os participantes da Conferência Mundial da Tilápia 2013. Quem não participou, perdeu. Foi uma grande oportunidade para ver e ouvir especialistas do mundo todo falando da situação atual e dos rumos que a tilapicultura mundial deverá seguir nos próximos anos. Com uma produção mundial se aproximando das 4,5 milhões de toneladas, conquistando mesas do mundo inteiro, a cadeia da tilápia segue se renovando na mesma velocidade que surgem novas gerações das linhagens especiais que dão suporte a este espetacular crescimento.

Segundo Kevin Fitzsimmons, um dos mais conhecidos estudiosos da tilapicultura mundial, também presente ao evento, não falta muito para deixarmos de chamar a tilápia de “frango das águas” e passarmos a apelidar o frango de “tilápia terrestre”. Exageros e bom humor à parte, dá gosto ver a forma como este peixe consegue transformar a vida das pessoas no entorno de onde é cultivado, um prazer só comparado ao de sentar diante de um suculento e delicioso lé de tilápia, que pra nossa sorte está cada vez mais presente em nossas vidas.

Mas a aquicultura não é só tilápia, é tambaqui, pirarucu, matrinxã, camarão vannamei, ostras, mexilhões, rãs e muitas outras espécies, que nós brasileiros estamos nos habituando a esbarrar nos supermercados no nosso dia a dia, graças unicamente ao empenho e teimosia dos aquicultores. A aquicultura também é feita de normas, legislação, nanciamentos e para isso precisa de um mediador competente e forte. Infelizmente o aquicultor brasileiro, apesar de ter brigado e conseguido um ministério especialmente criado para atender suas necessidades, está desassistido, para não dizer esquecido. Andar pelo Brasil é ouvir queixas sem m acerca da inércia do Ministério da Pesca e Aquicultura. O maior receio dos produtores é que o MPA acabe.

Com tudo isso, o olhar do setor aquícola é otimista. Especialistas, produtores e formadores de opinião desa ados por João Scorvo a se manifestarem sobre como a atividade vai se comportar no próximo ano, se mostraram esperançosos a despeito de todos os obstáculos que enfrentam. O tema também permeou outros artigos desta edição, e espero que sirva de re exão para que a aquicultura continue crescendo do jeito que todos desejamos.

A todos, boa leitura
Jomar Carvalho
Biólogo e Editor