Editorial_edição 16

Curiosas algumas das muitas questões que ainda estão sem respostas no cenário da aqüicultura brasileira.

A introdução das espécies exóticas é um exemplo. Somente agora está presente nas mesas de discussões. Parece aquela estória do sujeito que compra o cadeado só depois de ter sido assaltado..

E as instituições governamentais que fazem pesquisa?

Não permitem sequer a presença de espécies exóticas em suas instalações. Como nortear um pouco o aqüicultor brasileiro, que conta com essas espécies para seu ganha pão, se não se faz pesquisas com essas espécies?

É somente através do trabalho, da pesquisa, da colocação da mão na massa, que se poderá gerar informações consistentes para indicar ou não, essa ou aquela espécie. Não é positivo, simplesmente, enfiar a cabeça no buraco.

Existem mais perguntas que ainda continuam sem respostas.

Outro bom exemplo é o caso do confronto entre aqüicultores e as indústrias de ração.

As indústrias, ao que parece, somente investirão na aqüicultura brasileira quando esta crescer e demandar grandes volumes de ração.

Por outro lado é muito simples verificar que, sem o decisivo apoio dos fabricantes de ração, dificilmente a aqüicultura brasileira crescerá e demandará o que esta indústria acha que precisa para investir. Difícil solução, não é?

E muitas outras perguntas ainda continuam sem respostas.

Jomar Carvalho Filho
Biólogo e Editor