EMBRAPA desenvolve pesquisa para elevar a produtividade da piscicultura no Marto Grosso do Sul

Uma oficina de trabalho realizada há um ano na Embrapa Agropecuária Oeste, reunindo 24 instituições ligadas à aqüicultura estadual, deu origem ao Núcleo de Pesquisa em Aqüicultura de Mato Grosso do Sul – NUPAQ-MS, com vistas a gerar conhecimentos e tecnologias que contribuam para elevar a produtividade da aqüicultura em Mato Grosso do Sul. Para isso foi elaborado um Programa Integrado de Pesquisa em Aqüicultura que viabilizou, entre outros projetos, a implantação do Laboratório de Piscicultura da Embrapa Agropecuária Oeste, instalado em Dourados-MS, onde atualmente são desenvolvidos experimentos sobre doenças dos peixes cultivados na região.

O primeiro laboratório para pesquisa de piscicultura do Estado do Mato Grosso do Sul é resultado de uma ampla articulação entre os aqüicultores, Câmara Setorial de Piscicultura, SEAP e Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Estado de
Planejamento, de Ciência e Tecnologia (Seplanct). Os casos de patologias enviados ao Laboratório foram acompanhados, e fazem parte de dois projetos inseridos no
NUPAQ-MS: Delineamento epidemiológico e patológico das patologias de peixe no Estado de Mato Grosso do Sul, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS); e Readequação da estação de pesquisa da Embrapa Agropecuária Oeste, em convênio com a SEAP.

Para esse trabalho foi realizado um estudo epidemiológico das pisciculturas da região, detectando-se alguns pontos críticos no controle de doenças, com a descrição da sintomatologia das patologias que acometem os peixes cultivados na região. Os pesquisadores observaram que as grandes pisciculturas apresentam tanques com pouca renovação de água e a presença de muitos animais silvestres,
enquanto as pequenas propriedades caracterizam-se pela boa renovação de água e a presença de muitos animais domésticos criados no mesmo local. Dez casos foram acompanhados e, desses, apenas um continua com suspeita de envolver agente primário. Os demais casos foram decorrentes de estresse de transporte, nutricional ou de qualidade da água. As espécies de peixes acometidas foram: pintado, pacu, tilápia, catfish e tuvira. Na maioria dos casos foram isolados mais de um agente no mesmo animal.

Segundo a pesquisadora da Embrapa, Márcia Mayumi Ishikawa, responsável pelo laboratório onde as ações do núcleo estão sendo centralizadas, o estudo concluiu que, tanto nas pequenas como nas grandes pisciculturas, o manejo sanitário deve
ser aperfeiçoado. Para isso, diz a pesquisadora, um programa para controle e prevenção das patologias de peixes deve ser logo posto em prática.

O Laboratório de Piscicultura possui uma área de 247 m2, onde há laboratórios de Microbiologia, Análise de Água e Microscopia e 12 tanques experimentais com capacidade de mil litros. Mais informações podem ser obtidas diretamente no
laboratório pelo fone (67) 3425-5122, ramal 131.