Enfermidades – Uma oportunidade para repensar o cultivo de camarões marinhos

Por:
Walter Quadros Seiffert
e-mail: [email protected]
Elpidio Beltrame
Edemar Roberto Andreatta
Daniela Soares Maggioni


Os camarões são responsáveis pela maior parte do volume financeiro envolvido no comércio internacional de frutos do mar. O momento atual, porém, é de cautela e reflexão para a indústria da carcinicultura, que não pode se aventurar perdendo ciclos consecutivos de produção. Ainda assim, o cultivo de camarões é um recurso natural muito valioso que deverá ter seu desenvolvimento retomado com a evolução e incorporação de novas tecnologias. Para tanto, o setor público responsável pela pesquisa e as autoridades sanitárias, precisam se estruturar e trabalhar rápido para apresentar soluções ao setor produtivo no menor tempo possível.

Dentre as atividades de maricultura, o cultivo de camarões vem se expandindo de forma bastante acelerada em diversos países ao redor do mundo, onde cerca de 30% dos camarões consumidos são provenientes do cultivo. Os países asiáticos contribuem com 75% dessa produção, com destaque para a Tailândia, Indonésia, China e Índia. O restante é produzido em países do continente americano, onde o Equador é o principal produtor, seguido pelo México (FAO, 2006). No Brasil, a carcinicultura marinha cresceu significativamente nos últimos anos, tendo a produção passado de 2.385 toneladas, em 1994, para cerca de 65 mil toneladas cultivadas em 15 mil hectares de viveiros, em 2005.

Em exemplo de outras atividades zootécnicas, a carcinicultura ao redor do mundo também sofre com perdas econômicas da ordem de bilhões de dólares, decorrentes das quebras na produção, provocadas por enfermidades. No Brasil, duas enfermidades abalaram a indústria nos últimos anos: o vírus NIM da Mionecrose Infecciosa Muscular (IMNV na sigla em inglês), identificado pela primeira vez no Brasil e disseminado nos cultivos da Região Nordeste e, o Vírus da Mancha Branca (WSSV na sigla em inglês), identificado na Tailândia em 1994, que atacou cultivos do sul do Brasil. Por conta dessas enfermidades, o Brasil perdeu a liderança mundial em termos de produtividade e amargou perdas na produção na ordem de 40 mil toneladas entre o período de 2003 a 2005. No Estado de Santa Catarina, onde os prejuízos somaram R$ 6 milhões, dos 1600 hectares de viveiros existentes, apenas 200 não foram afetados pelo Vírus da Mancha Branca.

Apesar das perdas, a história recente da carcinicultura mundial mostra que as enfermidades, ao mesmo tempo em que representam a principal ameaça, têm proporcionado também muitas oportunidades de desenvolvimento, levando muitos países a se voltar para a consolidação do cultivo. Está mais que provado que o descumprimento dos princípios de planejamento e de gestão responsável é determinante para a promoção da expansão desordenada da carcinicultura em diversos países.

Enfermidades e Defasagem Cambial
Figura 1 - Fases do desenvolvimento da carcinicultura mundial (Velasco, 2002)
Figura 1 – Fases do desenvolvimento da carcinicultura mundial (Velasco, 2002)

Se levarmos em consideração as fases de desenvolvimento da carcinicultura (Figura 1) descritas por Velasco, podemos afirmar que a carcinicultura brasileira já deixou para trás as fases da euforia e do pânico, encontrando-se atualmente na busca por caminhos que a levem até a sua consolidação, ainda que a crise persista por conta de problemas relacionados às enfermidades e câmbio desfavorável. Entretanto, de 1998 a 2003, a carcinicultura mostrou-se muito atrativa e lucrativa no País por conta da desvalorização do real e do aumento dos preços dos camarões no mercado internacional, puxado pela queda da produção equatoriana, severamente afetada pelo Vírus da Mancha Branca. Porém, infelizmente, o setor não capitalizou este período de alta rentabilidade, e deixou de seguir importantes critérios de planejamento e gestão que discutiremos adiante.

Por ser uma atividade nova, a carcinicultura brasileira seguiu caminhos semelhantes aos utilizados pelos demais países em desenvolvimento. Muito tempo e papel foram gastos em reuniões com ambientalistas e órgãos do meio ambiente, estaduais e federais, para debater a sustentabilidade da atividade. Desse esforço, efetivamente nada se conseguiu para implantar uma plataforma ou plano nacional de desenvolvimento da atividade que pudesse dar sustentação à cadeia produtiva na sua totalidade. Além disso, de forma ingênua, de norte a sul do país, acreditou-se que as enfermidades e as questões de mercado não afetariam a curto prazo o Brasil, como se o país pudesse ser imune a mazelas. Desta forma, as questões sanitárias foram deixadas de lado não apenas pelos produtores, mas também pelas instituições governamentais. O maior exemplo disso é a existência de apenas dois laboratórios, credenciados em caráter emergencial por um período de quatro meses, capazes de realizar análises e emitir laudos oficiais das principais enfermidades existentes nos camarões cultivados no País.

Princípios básicos

Na prática, dentre as principais diretrizes ou princípios para o desenvolvimento responsável da atividade, podemos destacar: a correta localização dos empreendimentos; engenharia e projeto adequados; correta utilização da água; uso de reprodutores e larvas de qualidade; manejo racional do alimento; biossegurança e sanidade; segurança alimentar; responsabilidade social e o amadurecimento interinstitucional dos setores governamentais e das entidades de classe envolvidos com a atividade. A seguir, algumas considerações sobre esses princípios que norteiam os caminhos rumo a uma carcinicultura sustentável.

A correta localização dos empreendimentos

O zoneamento das áreas com aptidão ao cultivo e o entendimento da inserção da atividade dentro do ambiente costeiro são fatores importantes para a sustentabilidade do cultivo. No zoneamento é preciso respeitar a multiplicidade de atividades envolvidas no ambiente costeiro (Figura 2), até porque, cerca de 60% da população terrestre tem seu habitat próximo ao litoral. Para se ter uma idéia, no Estado de Santa Catarina, 34% da população ocupa 10% do território representado pelos 37 municípios litorâneos, dos 293 existentes. Nestes ambientes, o recurso hídrico pode ser considerado um bem, ao mesmo tempo em que presta um serviço ambiental. Trata-se de um bem ambiental a partir do momento que pode ser utilizado para o cultivo de organismos aquáticos e um prestador de serviço quando age como receptor de toda sorte de efluentes. A carcinicultura, por se tratar de uma atividade produtora de alimentos, pode contribuir na gestão integrada dos recursos hídricos costeiros, considerando que neste contexto os distintos usuários da zona litorânea apenas utilizam o recurso hídrico como um prestador de serviço ambiental. A correta inserção dos empreendimentos de carcinicultura neste contexto é um desafio constante e neste sentido uma atenção especial deve ser dada para que se evite a seleção de áreas inapropriadas com respeito ao solo, topografia, áreas de preservação e capacidade de carga em relação à qualidade de água.

Figura 2 – Atividades do ambiente costeiro (Clark, 2002)
Figura 2 – Atividades do ambiente costeiro (Clark, 2002)
Projeto adequado e uso da água

O estresse gerado nos animais cultivados em fazendas mal projetadas e/ou mal construídas podem ser determinantes no aparecimento e disseminação de agentes patogênicos. A gestão defensiva dos cultivos em relação aos demais empreendimentos de carcinicultura circundantes e às atividades econômicas existentes no ambiente costeiro é hoje uma ferramenta importante para a sustentabilidade da atividade. Neste sentido os novos projetos têm sido concebidos para o uso mínimo de água do ambiente externo e tratamento completo dos seus efluentes. Ao mesmo tempo, financiamentos poderiam estar disponibilizados para estimular a reengenharia ou adaptação dos projetos antigos para adequar as suas instalações para aplicação dessas práticas de cultivo. A produção natural em sistemas heterotróficos ou sistemas bacterianos constitui uma perspectiva futurista que melhor se adaptaria a sistemas fechados e biosseguros. Entretanto, os custos de reengenharia e a demanda de energia, são ainda proibitivos, quando comparado ao sistema convencional (autotrófico) onde a produção fotossintética é a base da produção.

Exoesqueleto de camarão infectado com o vírus da Mancha Branca
Exoesqueleto de camarão infectado com o vírus da Mancha Branca
Material genético

Este é um item muito controverso sempre que um surto novo de enfermidade surge numa região produtiva. Há uma tendência a imediata importação de material genético na esperança de resolver os problemas de enfermidades existentes. Animais livres de patógenos produzidos em laboratórios têm excelentes performances em sistemas fechados, mas sob condições controladas. Por outro lado, todos os países da América Latina que passaram pelo ápice das crises ocasionadas pelas enfermidades, desenvolveram linhagens locais adaptadas às especificidades regionais. No Brasil, as análises em PCR para certificação dos lotes que saem dos laboratórios e a produção de pós larvas de alta qualidade para melhor enfrentar a pressão das enfermidades nos viveiros, têm sido utilizadas como base. Vale a pena lembrar que a produção de larvas de alta qualidade no Brasil foi um marco para a melhoria dos resultados de cultivo. Em paralelo, várias empresas brasileiras têm demonstrado interesse na implantação de cultivos experimentais intensivos fechados, utilizando linhagens SPF dos EUA. De acordo com os resultados obtidos com esses testes, poderemos ter mais uma alternativa de mercado de larvas no país, além de um novo sistema de cultivo a ser implantado.

Manejo alimentar

Muitos aspectos ambientais polêmicos do cultivo de camarões estão diretamente relacionados ao fator de conversão alimentar dos cultivos. Como a ração utilizada representa cerca de 60 % do custo total de produção, a utilização de dietas de alta digestibilidade e o seu correto manejo passou a ser um fator decisivo para o sucesso da indústria. Além disso, a carga orgânica no fundo dos viveiros, originada pelo manejo alimentar incorreto, é um fator determinante para a deterioração do ambiente onde vive o camarão e, consequentemente, para o estabelecimento e/ou disseminação dos agentes patogênicos, e neste sentido, há uma corrente de pesquisadores que não têm dúvidas quanto a existência de uma correlação muito estreita entre a manifestação do Vírus da Mionecrose Infecciosa Muscular (NIM) com o teor de matéria orgânica nos cultivos. Pensando em reduzir custos, muitos carcinicultores esquecem da qualidade das dietas, que poderiam determinar melhores índices de conversão e maior crescimento do camarão. Uma conversão alta significa mais trabalho e mais tempo gasto na preparação dos viveiros durante o “secado” ou intervalo sanitário.

No início da atividade muitos produtores se orgulhavam em fazer a sua própria dieta devido ao custo baixo. No entanto, para valer a pena, além de ser doméstica, a ração tem que demonstrar um resultado competitivo em conversão alimentar e que não comprometa o cultivo em termos de biosseguridade. Por outro lado, sabemos que o Brasil não dispõe de farinhas de peixe de qualidade, ingrediente chave para a qualidade nutricional das dietas. É possível, portanto, afirmar que com o crescimento rápido da indústria e com a busca por formulações mais econômicas, perdemos muito na qualidade das nossas dietas, o que contribuiu para o incremento dos nossos índices de conversão alimentar. Isso pode ser comprovado através dos resultados de crescimento obtidos nos sistemas de cultivo em flocos bacterianos, onde temos crescimentos semanais superiores a 1,5 g em altas densidades de cultivo, ao contrário das 0,7-1,0 grama semanal obtida nos cultivos convencionais.

A capacidade genética de crescimento das nossas linhagens está sendo subutilizada. Ela é comprovadamente maior que o crescimento rotineiramente verificado nas fazendas de produção. Ainda temos muito a fazer na direção da melhoria das dietas e do conforto dos animais para chegarmos mais perto da capacidade de crescimento dos camarões.

Manejo para a saúde dos animais

O manejo para a saúde dos animais busca diminuir a probabilidade da transmissão das enfermidades numa mesma fazenda ou para as fazendas circundantes. Neste sentido, é preciso observar a correta preparação dos viveiros, o uso de larvas saudáveis e o manejo da produtividade aquática, da alimentação, da aeração e da renovação adequada da água. Particular atenção deve ser dada para a relação existente entre o estresse decorrente da intensificação desordenada e o aparecimento de enfermidades. É importante que as densidades de cultivo utilizadas sejam compatíveis com o nível tecnológico. (Figura 3)

Figura 3 - Nível de conhecimento e risco de degradação do cultivo de camarões (Fonte: Raul Madrid)
Figura 3 – Nível de conhecimento e risco de degradação do cultivo de camarões (Fonte: Raul Madrid)
Segurança alimentar

Os mercados internacionais estão cada vez mais exigentes para a inocuidade de produtos. A aplicação de terapêuticos e químicos durante o período de cultivo está sendo monitorada com análises de alta precisão e pode determinar a condenação dos produtos. Assim, o uso indiscriminado de produtos químicos tem originado fortes barreiras alfandegárias aos países exportadores, que passaram a implantar medidas mais rigorosas de controle de qualidade e cuidados sanitários na despesca, beneficiamento e comercialização. A certificação deixou de ser apenas um item na busca do setor produtivo por melhores preços de venda, e passou a ser um item, sem o qual, o produto definitivamente não terá mercado. Sob essa ótica, os produtores têm que se empenhar cada vez mais na aplicação dos códigos de conduta para a correta utilização dos produtos veterinários, não utilizando produtos banidos pelos países importadores.

Camarões mortos, infectados com o vírus da Mancha Branca
Camarões mortos, infectados com o vírus da Mancha Branca
Responsabilidade social

A expansão da carcinicultura com responsabilidade social contribui para o desenvolvimento das comunidades locais, amenizando a pobreza nas áreas costeiras. Muitos conflitos são originados entre os fazendeiros e as comunidades locais devido a falta de sensibilidade, por parte dos empresários, para com as questões culturais locais. Assim sendo, é preciso respeitar os diferentes usos e usuários do ambiente costeiro. Da mesma forma, estratégias que motivem e beneficiem as comunidades locais e os empregados devem ser aplicadas.

Amadurecimento e integração profissional

Num ambiente com múltiplos usuários como o ambiente costeiro, onde também se insere a carcinicultura, é preciso trabalhar num sistema integrado de gestão, conhecido mundialmente como Manejo Integrado de Recursos Costeiros (MIRC). O fluxo de informações entre os diferentes atores envolvidos no ambiente costeiro (governamental, não governamental, segmento produtivo e acadêmico), deve ser adequado (Figura 4). Com o surgimento das enfermidades, surge uma possibilidade da formação dos comitês locais de sanidade aqüícola onde os produtores têm a possibilidade de trabalhar juntos para buscar o manejo defensivo, evitando a disseminação das enfermidades. É uma oportunidade para amadurecer o processo social de organização entre os fazendeiros e o governo. Também, trata-se de mais uma oportunidade que os produtores têm para minimizar os problemas de competição existentes no mercado.

Figura 4 - A complexidade no processo de gestão e o envolvimento público (GESAMP, 2001)
Figura 4 – A complexidade no processo de gestão e o envolvimento público (GESAMP, 2001)
Recomendações finais

Nos momentos de crise provocados por enfermidades, ocorre uma demora para o restabelecimento da indústria, e isto é ocasionado pelo descompasso dos distintos atores envolvidos com a atividade frente àS especulações e distintas linhas de pensamento em relação ao caminho mais adequado a seguir. Em muitas ocasiões a imaturidade do setor também ultrapassa fronteiras, como pode ser visto nos muitos congressos onde, sob interesses comerciais, trabalhos fantasiosos sobre alternativas milagrosas são apresentados.

Equívocos parecem marcar a atividade em todo o mundo.Os envolvidos no comércio internacional, por exemplo, muitas vezes demonstram desconhecimento acerca do cotidiano dos cultivos de camarão nos países em desenvolvimento, responsáveis pela maior parte da produção mundial. Equívocos estão presentes também nas organizações sanitárias internacionais, onde parecem confundir um animal aquático com um terrestre, prejudicando o desenvolvimento da atividade. Animais pecilotérmicos sem sistema imune adquirido (sem memória imunológica), como os camarões, não podem ser avaliados sob os mesmos critérios sanitários dos animais de sangue quente, onde é possível desenvolver vacinas no combate a enfermidades.

As enfermidades que afetam a carcinicultura têm se manifestado devido ao estresse ocasionado no próprio ambiente de cultivo. Não há relatos científicos de que as enfermidades transpassem viveiros para afetar toda a fauna aquática, diferentemente de uma gripe aviária, por exemplo. Não há dúvidas, porém, quanto à importância das práticas de biossegurança nos cultivos, mas é preciso que o bom senso prevaleça.

O momento é de cautela e reflexão para a indústria que não pode se aventurar perdendo ciclos consecutivos de produção. Ainda assim, o cultivo de camarões é um recurso natural muito valioso que deverá ter seu desenvolvimento retomado com a evolução e incorporação de novas tecnologias. Para tanto, o setor público responsável pela pesquisa e as autoridades sanitárias, precisam se estruturar e trabalhar rápido para apresentar soluções ao setor produtivo no menor tempo possível.

O Equador e os países da América Central resolveram encarar esta questão e estão reerguendo sua indústria de acordo com o bom senso e com base nas especificidades das regiões produtoras. Existem alternativas tanto para erradicação como para a não erradicação e convivência com as enfermidades. Considerando ambientes abertos com empreendimentos aglomerados, como é o caso do Equador, pensar em erradicação parece ser utópico.

No caso dos sistemas fechados, altamente controlados, a erradicação é uma alternativa viável, considerando as altas produtividades obtidas nestes sistemas. O setor produtivo e os atores envolvidos precisam entender as especificidades locais e ter alternativas de cultivo de acordo com sua realidade.

A academia, por outro lado, não dispõe de todas as respostas que o setor produtivo necessita. O que se espera é o desenvolvimento imediato de bloqueadores virais, linhagens resistentes, rapidez nos diagnósticos e o desenvolvimento de boas práticas de cultivo para evitar os problemas ocasionados pelas enfermidades. Espera-se também, no caso do Brasil, que o tempo de inércia não prejudique o setor produtivo e que as experiências dos mais de 50 países que cultivam camarões sejam consideradas, e ainda, que se entenda melhor o sistema de cultivo aberto até que o sistema fechado seja viabilizado economicamente.


Referências Bibliográficas:

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Velasco, M. PhD Vice-presidente LAC-WAS, 2002 Diretor Geral Maricultura Negocios y Tecnología S.L. www.was.org – LAC – WAS – boletim 01 / boletín 01 – 2002