Entrevista: Emerson Esteves

 

Agosto de 2013, quando o reservatório começou a baixar acima da media norma
Agosto de 2013, quando o reservatório começou a baixar acima da media norma

 

Em conversa com o editor da Panorama da AQÜICULTURA, Jomar Carvalho Filho, o presidente da Câmara Setorial do Pescado do Estado de São Paulo, presidente da Associação Paulista de Piscicultores em Águas da União (PEIXE SP) e sócio da Peixe Vivo Aquacultura, fala sobre os momentos mais dramáticos da estiagem que assolou o estado, sobre os prejuízos mais significativos e o reflexo desses prejuízos nas pisciculturas. Leia a seguir, na entrevista da edição 152, sobre como os piscicultores paulistas reagiram, o que fez com que alguns abandonassem a atividade e como saíram da crise hídrica aqueles que decidiram persistir na produção.

Panorama da AQÜICULTURA: Essa foi a estiagem mais severa das últimas décadas, a primeira enfrentada pela tilapicultura nos grandes reservatórios da Região Sudeste. Quando Ilha Solteira começou a sentir a estiagem? 
Emerson Esteves: 
Em março de 2013 era para o rio estar cheio, atingindo sua cota máxima em abril. E isso não aconteceu. E a estiagem começou em maio de 2013. O nível da água baixou e a falta d´água foi se acentuando. As chuvas, que eram esperadas para setembro não vieram na proporção habitual. Houve então uma forte queda no reservatório. Foram praticamente dois anos de crise. O triste é que, quando ela começou, em maio de 2013, a piscicultura estava passando por um ótimo momento.

Panorama da AQÜICULTURA: O que mais marcou nesse período?
Emerson Esteves: 
Os momentos mais críticos e dramáticos aconteceram pela falta de informação e seriedade por parte dos órgãos competentes, da administradora do reservatório, do governo federal, da ONS (Operadora Nacional do Sistema). Faltaram, principalmente, as informações oficiais sobre realmente até onde iria chegar o nível do reservatório de Ilha Solteira. Ninguém sabia quais eram as perspectivas ou como seria o futuro.

Buscamos o tempo todo e nunca tivemos uma posição firme desses órgãos. E a gente precisava dessa informação para saber como teríamos que agir. O produtor trabalhava sem saber até onde podia ir, socorrendo a piscicultura, correndo para todos os lados, o tempo todo. Muitas pisciculturas tiveram que mudar de área rapidamente, de uma hora pra outra, porque não tinham essa informação. E a CESP (Companhia Energética de São Paulo) não passava informações, o governo federal também nada informava, e nem a ONS. Não há dúvidas de que a falta de informação foi a parte mais tensa da crise hídrica no reservatório de Ilha Solteira.

Panorama da AQÜICULTURA: É possível quantificar a queda de produção ao longo desses quase dois anos de crise?
Emerson Esteves: 
Antes da crise hídrica o reservatório vinha produzindo em torno de 20 mil toneladas de peixes por ano. Com o agravamento da crise e a forte estiagem a produção caiu em torno de 25 a 30%. Muitos produtores tiveram que transferir suas estruturas do local que estavam, para sete ou oito quilômetros do local original onde estavam instalados. Foi preciso migrar toda a estrutura física, tanques-rede, e tudo o mais. Isso fez com que muitos produtores deixassem de povoar porque ninguém tinha certeza até onde ia chegar o nível do reservatório.

Todos os piscicultores tinham medo de ter prejuízos ainda maiores com mortalidade. Com esse quadro os investimentos praticamente pararam. Todas as grandes empresas, os grandes grupos, os novos investidores, todos pararam de investir com medo de colocar a piscicultura no reservatório e a água chegar na cota 314, que era o fantasma que vinha nos assombrando. A cota 314 inviabilizava praticamente 90% da atividade de piscicultura no reservatório, mas graças a Deus não chegou nessa cota. Mas chegou perto, na cota 318.40.

Panorama da AQÜICULTURA: Você pode explicar o que significa a cota de 314 ou 318.40?
Emerson Esteves: 
É a altura do reservatório em relação ao nível do mar. A hidrelétrica pode gerar energia até a cota 314, apesar da cota mínima de operação ser a de 323, ou seja, nove metros acima. A cota máxima de operação é a 328. No auge da crise chegamos na cota 318,4 e hoje (meio de janeiro) já estamos na 324.21. O reservatório já subiu 5,81 metros nos últimos 60 dias.

Panorama da AQÜICULTURA: Como podemos caracterizar os prejuízos, os planos das pisciculturas? Você pode falar um pouco mais sobre isso?
Emerson Esteves: 
Os prejuízos diretos na piscicultura se deram na diminuição na produção. Houve um impacto direto na queda de produção, e isso impactou também o ritmo de instalação das novas pisciculturas, das novas unidades. O reservatório foi outorgado para a produção de 121 mil toneladas, e estávamos produzindo em torno de 20 mil toneladas. Mais uns três ou quatro meses a gente atinge esse patamar de novo. A produção já está voltando. E agora, passado o susto estamos vendo os investimentos novamente. Felizmente o ânimo dos piscicultores voltou e o pessoal está crescendo, está animado. Estão ampliando de novo a produção.

Panorama da AQÜICULTURA: Foram muitas mortalidades ou a queda da produção se deu por outros fatores?
Emerson Esteves: 
Sim, uns dois ou três produtores tiveram problema de mortalidade alta por falta de oxigênio, baixa profundidade. Isso porque não deu tempo também de fazerem todo o manejo da piscicultura, de mudarem essas pisciculturas de área, mas a grande maioria dos piscicultores conseguiu se salvar. Como a grande maioria foi vendo que não chegava informação e que não havia um posicionamento das operadoras, houve um grande movimento de migração. Muita gente se mudou, mas aqueles pequenos produtores, aqueles que não tinham dinheiro para fazer essa mudança rápida, acabaram perdendo. Tem três ou quatro piscicultores que estão paralisando suas atividades porque tiveram prejuízos muito grandes.

Panorama da AQÜICULTURA: Mas são os produtores que estão abandonando definitivamente a piscicultura?
Emerson Esteves: 
Três piscicultores já abandonaram definitivamente a atividade. Já estão vendendo os peixes, e não estão povoando há algum tempo. Estão só esperando acabar os peixes gordos da água e vão parar.

O que era para estar produzindo alimento e gerando emprego, ficou no seco, estragando e dando prejuízo
O que era para estar produzindo alimento e gerando emprego, ficou no seco, estragando e dando prejuízo

Panorama da AQÜICULTURA: E existem produtores que se saíram bem da crise, você acha que isso pode ter também acontecido?
Emerson Esteves: 
Porque no momento da crise Jomar, a gente tem que se reinventar. Na verdade, nas horas difíceis a gente tem que se virar. Tem muito produtor que aproveitou a oportunidade da crise, mudou de área, mudou para uma área melhor do que aquela que ele estava. Isso foi facilitado pelo extinto Ministério da Pesca e Aquicultura – MPA, que na época autorizou essa mudança de área por tempo indeterminado, até a situação voltar ao normal. Então alguns piscicultores mudaram para uma área melhor do que a que eles tinham e continuaram seus investimentos. Eles aumentaram a produção. Sabiam que como a produção caiu, o mercado estaria um pouco mais aquecido. E foi o que fizeram, aumentaram a produção. Nós mesmos aqui na Peixe Vivo aumentamos 30-40% da produção de alevinos nesse momento difícil de crise.

Panorama da AQÜICULTURA: Vocês aumentaram a produção de alevinos no momento da crise? Como assim?
Emerson Esteves: 
No momento da crise aumentamos a produção porque sabíamos que na hora em que a crise acabasse e que a vida voltasse ao normal a demanda ia ser grande. E é o que está acontecendo agora. Já saímos da crise fortalecidos, com uma produção maior para atender a demanda do mercado. Tem muito produtor que fez isso. A Geneseas, por exemplo, também está ampliando, a Ambar Amaral também ampliou, o frigorífico ampliou a produção, e está ampliando a fábrica de ração. Tem que ser assim nesses momentos. Na hora que se volta da crise temos que estar mais maduros. A crise, de uma forma ou de outra, ajudou para que nós nos organizássemos melhor. O reservatório aqui da Ilha Solteira é um dos mais organizados do país em termos de associação, de atividade. A gente passou a buscar juntos os nossos direitos e isso só aconteceu por causa da crise, porque até então era cada um por si e Deus por todos.

Panorama da AQÜICULTURA: Você teria hoje como listar as principais lições que foram aprendidas com a crise?
Emerson Esteves: 
Eu acho que a primeira delas é que temos que sobreviver nas dificuldades. A gente cria peixe é na água, e com pouca água o produtor teve que se reinventar, mudar o manejo, diminuir densidade, melhorar nutrição. Até então era tudo muito cômodo, estava tudo bom, estávamos satisfeitos com os resultados porque tínhamos condições de água favoráveis. Hoje, para você ter uma ideia, o produtor está até usando rações mais caras, porque sabe da importância e vantagens de uma melhor nutrição. O manejo melhorou muito porque a demanda era muito grande para você melhorar. Agora alguns produtores estão com uma visão diferente da piscicultura. A profissionalização está muito maior do que antes, após a crise hídrica.

Panorama da AQÜICULTURA: Vocês contaram com ajuda municipal?
Emerson Esteves: 
Os municípios sempre nos abraçaram, porque aqui só tem município pequeno, que viveu dificuldades e teve que se reinventar após a inundação do reservatório, porque perderam terras férteis. Hoje aqui é uma região produtora de peixe, que gera emprego e renda. Então, os municípios, com os poucos recursos que possuem, sempre nos apoiaram nas atitudes e nas demandas que a gente tinha.

Panorama da AQÜICULTURA: É muito bom para o setor que os municípios ao redor do reservatório reconheçam a importância da piscicultura na geração de postos de trabalho…
Emerson
 Esteves: 
Isso mesmo. Santa Fé do Sul, Ilha Solteira, Rubinéia, Santa Clara do Oeste, Três Fronteiras. Para você ter uma ideia, Rubinéia é um município pequeno de três ou quatro mil habitantes e que tem poucas pisciculturas, umas quatro ou cinco de médio porte, que geram de 70 a 80 empregos diretos. Em Santa Clara do Oeste tem a Zippy Piscicultura. Só ela gera mais de trezentos. E isso em um município que tem 4 mil habitantes. É muito fácil enxergar que a piscicultura na região é uma grande geradora de emprego. Aqui, os municípios, os prefeitos, veem as pisciculturas como uma salvação. Santa Fé do Sul gera em torno de 700 a 800 empregos em piscicultura. Contando todos os municípios banhados pelo reservatório de Ilha Solteira, incluindo os do Estado do Mato Grosso do Sul, podemos dizer que a piscicultura gera algo em torno de 3.000 empregos diretos.

Panorama da AQÜICULTURA: E atuação do governo estadual?
Emerson Esteves: 
O governo estadual, na medida do possível, sempre nos apoiou com o que pode, porque a CESP tinha a concessão da hidrelétrica, mas quem manda e dita as regras é a Operadora Nacional do Sistema – ONS. A CESP sempre nos atendeu, o presidente da CESP e o governador sempre se mostraram empenhados. Mas o Estado de São Paulo também foi muito prejudicado, como no caso da hidrovia Tietê que está paralisada até agora, e já faz dois anos. A previsão para o reinício da navegação é para o início de fevereiro, quando chegar na cota 325.5. O estado e os municípios se mobilizaram para batalhar por esse reservatório, pela sua importância para essa região e para o Estado de São Paulo. No extinto MPA, o ministro Helder Barbalho sempre nos atendeu, sempre nos ajudou. Ele teve uma conversa particular com o ministro de Minas e Energia Eduardo Braga, e nos atendeu em todas as reivindicações que fizemos. Para nós, em um curto tempo, foi um grande ministro. Ele esteve aqui, conheceu o reservatório, conheceu a demanda da região e estava caminhando muito bem. Uma pena que o MPA tenha acabado. Nós tivemos um retrocesso gigantesco para a atividade com a extinção do Ministério da Pesca e Aquicultura.

Panorama da AQÜICULTURA: Em que pé que anda o novo decreto estadual voltado para impulsionar a aquicultura de São Paulo?
Emerson Esteves: 
Nós estamos trabalhando. Vamos ter uma reunião agora em fevereiro para finalizar. Já passou no jurídico da Secretaria de Agricultura e a gente vai acabar de validar agora. O decreto é feito pela Câmara Setorial do Pescado em parceria com a Secretaria de Agricultura, CATI, Instituto de Pesca, APTA, Compesca, e é um decreto que é feito para as necessidades do produtor.

Panorama da AQÜICULTURA: Quais os pontos altos desse decreto que podem ser salientados?
Emerson Esteves: 
Dos pontos altos, o destaque é a desburocratização, a agilidade no licenciamento ambiental. A piscicultura que está instalada até 2012 vai direto para a licença de operação da Cetesb, e não precisa fazer licença prévia, instalação e operação. Os custos serão menores porque a gente conseguiu diminuir para cerca de 20% do que eram. Sobre a análise de água, só precisamos fazer a análise de fósforo para a instalação, e depois a gente vai ter que fazer um plano de monitoramento da qualidade de água. Tem também a isenção do licenciamento ambiental para o cultivo em tanque escavado com até 5 hectares de lâmina d´água. Isso é um avanço gigantesco e vai refletir num aumento de produção. Além disso, a Secretaria de Agricultura junto com o Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia vão demarcar as principais áreas dos reservatórios estaduais do Tietê – Ibitinga, Promissão, Nova Avanhandava, Três Irmãos, que são reservatórios estaduais, e o governo vai fazer a licitação com eles já licenciados.

Panorama da AQÜICULTURA: Da mesma forma como foi feito para as águas da União?
Emerson Esteves: 
Isso. Mas como já sabemos os erros cometidos pelo governo Federal, estamos trabalhando para que o governo Estadual não tropece nesses mesmos erros. É preciso garantir o acesso, é preciso garantir algumas coisas que não têm na legislação federal. Outro ponto positivo no decreto é a autorização da tilápia, com o Instituto de Pesca validando a tilápia como uma espécie estabelecida do reservatório, porque a tilápia é o carro chefe hoje da atividade de tanque-rede do país. Não podemos deixar que aconteça como aconteceu em Serra da Mesa, onde proibiram a tilápia. A gente conseguiu garantir isso também, e é ótimo!

Panorama da AQÜICULTURA: A expectativa é que esse decreto seja publicado quando?
Emerson Esteves: 
Agora em março. O Secretário da Agricultura, Arnaldo Jardim, está empenhado em fazer e assinar esse decreto, e está trabalhando para isso junto conosco, desde o ano passado. O Secretário Arnaldo Jardim é um grande parceiro também na atividade. O Estado de São Paulo também vai lançar esse ano políticas públicas adequadas para o desenvolvimento da aquicultura no Estado. O estado vai elencar três ou quatro atividades agropecuárias que vão receber incentivos do governo para criar políticas públicas, e a piscicultura é uma dessas atividades. Vamos juntos criar essas políticas públicas adequadas.

Cenário de lama, onde outrora existia uma piscicultura com 150 tanques-rede
Cenário de lama, onde outrora existia uma piscicultura com 150 tanques-rede

Panorama da AQÜICULTURA: Com o câmbio do jeito que está, você tem escutado alguma coisa com relação ao retorno da exportação do filé de tilápia?
Emerson Esteves: 
Sim. Já tem distribuidor que começou a mandar alguma coisa para fora. Já estão retomando a exportação.

Panorama da AQÜICULTURA: É peixe de onde? De Ilha Solteira também?
Emerson Esteves: 
Tem de Ilha Solteira também. A própria Geneseas já voltou a exportar. Há outros frigoríficos já trabalhando para voltar, e a própria Ambar Amaral já deve começar as exportações. Acho que vai dar uma aquecida. Se conseguirmos exportar um volume legal, vai aquecer muito a região nos próximos meses.

Panorama da AQÜICULTURA: Quer dizer então que para 2016 a expectativa é muito boa?
Emerson Esteves:
 Se tudo isso se concretizar com a exportação sim, porque o mercado, os custos da tilapicultura aqui na região, e no Brasil, aumentaram muito nos últimos dois anos. Aumentou a ração, a energia elétrica, mas o peixe não reagiu dessa forma. Para você ter uma ideia nós estamos vendendo o peixe pelo mesmo preço que vendíamos há um ano, R$ 4,30 o quilo, e os custos aumentaram em 15-20%. Hoje o custo médio da produção na região de Ilha Solteira está em torno de R$ 4,00.

Panorama da AQÜICULTURA: A exportação seria o melhor caminho?
Emerson Esteves: 
Sim, seria o melhor caminho, porque a economia, o poder de compra caiu muito ano passado, e o filé é um peixe caro no mercado. Você vai ao Carrefour, no Walmart e o filé está R$ 40,00 o quilo, então o consumo caiu um pouco nesses meses de setembro, outubro, novembro e dezembro. Agora é que voltou a aquecer um pouquinho, mas a gente está com dificuldade com a venda do peixe, é muito peixe estocado aqui na região, porque não tinha saída.

Final de 2015 - Reservatório recuperando o nível com a cota 323
Final de 2015 – Reservatório recuperando o nível com a cota 323

Panorama da AQÜICULTURA: Você não acha que é uma deformação muito grande um peixe que é vendido pelo produtor a R$ 4,00 chegar no supermercado a esse preço que você falou de R$ 40,00, ainda que a gente saiba que é preciso 3kg de peixe inteiro para poder fazer 1kg de filé?
Emerson Esteves:
 Eu acho que a margem do supermercado está muito grande. O produtor aqui ganha 20 centavos por quilo, o frigorífico outros 30 ou 40 centavos, e o supermercado está querendo ganhar muito. Eu acho que o supermercado tinha que diminuir um pouco a margem para poder aumentar o volume de venda e a gente conseguir realmente que a tilápia chegue à mesa aí de boa parte do consumidor brasileiro.

Panorama da AQÜICULTURA: Existe algum plano sendo elaborado dentro da Câmara Setorial para encaminhar esse tema, ou seja, para tentar fazer com que o supermercado não alcance essa margem toda e com isso possa melhorar o fluxo de consumo?
Emerson Esteves:
 Na verdade nós estamos trabalhando primeiro no licenciamento ambiental porque eu acho que ainda hoje é o grande gargalo da atividade. Estamos trabalhando também para que o Estado de São Paulo seja mais competitivo com os outros estados, porque hoje o Brasil inteiro vende peixe para São Paulo, que é o grande mercado consumidor. Mas precisamos fazer com que o estado seja mais competitivo, que fiscalize as fronteiras, que acabe com a guerra fiscal com os outros estados. A indústria paulista precisa ter mais competitividade porque hoje não conseguimos competir com uma Copacol ali do Paraná, porque eles têm créditos de ICMS. Então eles acabam vendendo o peixe muito mais barato do que os frigoríficos aqui de São Paulo. Precisamos de garantias para que a atividade se desenvolva dentro de São Paulo. É isso que a gente quer.