Esterco mais uma vez impulsiona a piscicultura chinesa

Para baratear os custos de produção e aumentar a produtividade do cultivo de carpas, o Departamento de Produtos Aquáticos do Ministério da Agricultura da China e os pesquisadores da Universidade de Huazhong em Wuhan, acabam de desenvolver uma ração cuja base protéica é o produto resultante da fermentação das fezes frescas de suinos.

Apesar da China ser o líder mundial em piscicultura, com uma despesca em 1990 de 4.46 milhões de t, há uma grande necessidade de obter proteína para dar suporte à produção e o uso do esterco suíno é, mais uma vez, uma das soluções.

Os 300 milhões de porcos da China produzem cerca de 300 milhões de t de esterco anualmente. Somente 10% pode ser coletado nas pocilgas de médio e grande porte.

Os pesquisadores chineses partiram para a fermentação deste esterco que, dessa forma, torna-se mais eficiente para a alimentação dos peixes do que quando utilizado “in natura” para o mesmo fim.

No processo da fermentação o total de proteína bruta (15 a 25,5%) aumenta para mais de 70%. Uma tonelada de esterco fresco com 80% de água, após o processo de fermentação, resulta em 160 kg de um produto com 12% de água. Rações preparadas com 40% do produto resultaram em melhores digestibilidade e produtividade, além de custarem mais baratas do que as rações comerciais produzidas hoje na China.