Falta de SIF dificulta ranicultores em São Fidelis -RJ

A ARPINERJ – Associação dos Ranicultores e Piscicultores do Norte do Estado do Rio de Janeiro, numa ação conjunta com a Prefeitura Municipal de São Fidélis –RJ e o SEBRAE/RJ, criou um Fórum de Desenvolvimento Local, diante dos resultados do levantamento feito pelo PRODER – Programa de Trabalho e Renda Especial em São Fidélis -RJ, que identificou a ranicultura como uma das vocações econômicas do município. Como resposta a essa iniciativa, alguns ranicultores da região, que haviam abandonado seus ranários devido a problemas na produção e na comercialização, estão voltando à atividade, mais seguros por estarem recebendo agora, treinamento gerencial e auxílio de consultores técnicos para as questões relativas ao cultivo.

Profissionais da área de Tecnologia e do Agronegócio do SEBRAE/RJ, elaboraram um plano de trabalho visando implantar novas técnicas de manejo que possam melhorar a capacidade reprodutiva e de sobrevivência dos girinos, já que os maiores empecilhos enfrentados pelos produtores são o alto índice de mortalidade dos girinos e imagos. Durante um período de dez meses, as instalações dos ranários receberão um acompanhamento da zootecnista Sílvia Mello, que detectou erros no manejo e causas das mortalidades, geralmente relacionada à alimentação e às instalações inadequadas para reprodução e girinagem.

Com o objetivo de qualificar todos os profissionais dos ranários, o SEBRAE/RJ ofereceu aos ranicultores o “Programa de Capacitação Rural”, dividido em módulos, que abordam temas como custo de produção, comercialização do produto, administração rural e organização social, além de alertar sobre a importância do associativismo e do cooperativismo, fundamentais para que sejam superadas as dificuldades de comercialização do produto.

Apesar do mercado ser lucrativo e estar em expansão, a comercialização, segundo os ranicultores, esbarra no SIF – certificado da Inspeção Federal, emitido pelo Ministério da Agricultura. Por enquanto, tentam driblar suas dificuldades aumentando a aproximação com grandes cooperativas, como a Cooperran, de Itaboraí, que poderá vir a comprar a produção de São Fidélis para exportar para o Mercosul.

Dia 24 de novembro próximo, os produtores do Rio de Janeiro se reunirão na Faculdade de Ciências Agrárias Plínio Leite para o 5o Encontro dos Ranicultores de Itaboraí, onde será apresentado o resultado do levantamento da ranicultura do Estado, realizado pela Emater- RJ.