Finalmente o PNDA! Técnicos elaboram o Plano Nacional de Desenvolvimento da Aquicultura

O Grupo Executivo do Setor Pesqueiro (GESPE) criou um subgrupo de trabalho, destinado ao fomento da aqüicultura e está empenhado em elaborar o Plano Nacional de Desenvolvimento da Aqüicultura (PNDA). Um dos principais itens desse plano, contempla uma linha de financiamento específica para atividade, e vem atender a um desejo antigo daqueles produtores mais experientes e seguros da liquidez de seus negócios.

Para gerar informações que possam subsidiar esse plano, o Departamento de Pesca e Aqüicultura do IBAMA, juntamente com o Centro de Pesquisa e Treinamento em Aqüicultura (CEPTA), promoveram reuniões de 15 a 18 de outubro em Pirassununga – SP. O encontro contou com a participação de economistas, técnicos e representantes das instituições de financiamento, como o BNB – Banco do Nordeste do Brasil e o Banco da Amazônia – BASA, para discutir, padronizar e estabelecer modelos matriciais (planilhas) de projetos de diferentes tamanhos, incluindo investimentos, custos, receitas e análises de variações econômicas, para as principais espécies aquáticas cultivadas no Brasil.

Inicialmente foram discutidos os procedimentos apresentados no documento “Estudo Econômico de Projetos de Cultivo de Camarão de Água Doce”, elaborado por Raul Madrid e Elias Cordeiro.

Mexilhões, camarão marinho, pacu, tilápia, policultivo usando a carpa comum como principal espécie, policultivo usando a tilápia como principal espécie e rã.

Para cada espécie será elaborado um documento técnico similar ao de camarão de água doce e espera-se que, até o final de ano já possa ser distribuído às agências de financiamento, extensionistas, pesquisadores, e produtores interessados.

Este trabalho terá vários desdobramentos: para as instituições de financiamento, além de ter um modelo a ser seguido, poderão evitar a liberação de recursos para projetos elaborados inadequadamente e/ou estimativas de valores/quantidades fora da realidade. Para as instituições de pesquisa, será um instrumento que poderá ser seguido com vistas ao aumento da produtividade nos diferentes cultivos e, para os extensionistas, uma forma rápida de mostrar aos futuros produtores informações de caráter econômico.

PNDA

Sob a coordenação de José Roberto Borghetti, assessor do Ministro da Agricultura para assuntos ligados a aqüicultura, foi realizada em Brasília nos dias 12, 13 e 14 de novembro, outra reunião técnica com o objetivo de elaborar o Plano Nacional de Desenvolvimento da Aqüicultura – PNDA.

Presentes os representantes de vários ministérios, (CNPq e IBAMA), de universidades (UFSC e UNESP e UFF), instituição de pesquisa e extensão (CEPTA, DNOCS, EMBRAPA, IAP e EPAGRI), associações de classe (ABRAq e ABRAT) e também empresários ligados a atividade.

Foi discutida e aprimorada a versão preliminar do documento que trata das diretrizes estratégicas para a implementação do programa que estabelece as linhas de ação, incluindo as metas que deverão ser alcançadas com o PNDA. O sentimento que predominou entre os participantes é que há finalmente uma “vontade política” a nível governamental para estimular a aqüicultura que somente se desenvolveu nesses últimos anos como conseqüência de esforços isolados em algumas regiões do País.