Insatisfação com a qualidade da ração nacional faz truticultores partirem para a importação

A central de compras da ABRAT – Associação Brasileira de Truticultores, estará distribuindo em cotas para os associados, até o final de maio, o primeiro contêiner com 17 toneladas de rações importadas dos EUA.

Atualmente, os produtores brasileiros abatem suas trutas em média após 10 meses de engorda. Entretanto, estudos realizados com a ajuda de um software, enviado a ABRAT por uma associação canadense de produtores, indicaram que, nas condições de temperatura das truticulturas brasileiras, será possível abater os peixes após 5 a 6 meses de engorda, desde que sejam utilizadas rações de boa qualidade.

Para Cláudio Schmidt, presidente da ABRAT, é muito importante checar se essas informações procedem e, na expectativa da chegada da ração importada, muitos produtores já estão se organizando para fazerem seus testes e comparar a eficiência das rações nacionais frente a importada.

Os associados acham que, embora o preço final do quilo da ração estrangeira, importada através de uma trading, seja nominalmente maior que o da ração nacional, a relação custo-benefício será mais favorável a ração importada devido ao seu melhor rendimento.

No futuro, a idéia é baratear a importação eliminando a intermediação da trading. Já existem também planos de trazer rações chilenas, que possuem preços consideravelmente menores e qualidade indiscutível. Para o presidente, o objetivo dos associados da ABRAT não é importar rações, mas forçar os fabricantes nacionais de ração a melhorarem a sua qualidade.