Lançado o projeto que apóia o cultivo do Pirarucu no Amazonas

O Secretário Altemir Gregolin, da SEAP, lançou em Manaus, no dia 27 de dezembro, o Projeto de Apoio à Cadeia Produtiva do Pirarucu, em convênio com a Fundação Ecológica da Amazônia/FEAMA. Este projeto é um dos resultados da Oficina de Trabalho do Projeto de Apoio à Cadeia Produtiva do Pirarucu, promovida pela SEAP em Brasília, em maio de 2005. Durante a oficina, que contou com a participação de representantes dos Estados do Amazonas, Goiás, Pará, Roraima, São Paulo e Tocantins, foram identificados os principais gargalos ao desenvolvimento da cadeia produtiva da espécie e eleitas as ações prioritárias a serem fomentadas pela SEAP. Entre os principais gargalos foram identificados: insuficiência e elevado custo dos juvenis, falta de informações sobre a viabilidade econômica da engorda e a má divulgação das informações sobre o manejo de produção da espécie. Para resolver alguns destes gargalos, foram eleitas ações prioritárias, tais como: aumentar o investimento no desenvolvimento tecnológico e em infra-estrutura específica; consolidar a produção para o abate dentro de moldes técnicos, econômicos e ambientais adequados e, divulgar ampla e irrestritamente as informações geradas nos projetos.

Atendendo às essas demandas, está sendo implantado o Projeto Pirarucu, objeto do convênio SEAP/FEAMA, na Estação de Piscicultura de Balbina. A estação, que fica a 200 km de Manaus, no município de Presidente Figueiredo, foi construída pela Eletronorte e atualmente é gerida pela Secretaria de Produção Rural do Estado do Amazonas, que produz e distribui pós-larvas e juvenis de tambaqui e matrinxã, como forma de fomento à piscicultura na região.

A primeira etapa do projeto, para a qual a SEAP destinou R$ 500 mil, tem como metas: adequação e equipagem da infra-estrutura da Estação de Balbina para a reprodução induzida da espécie; a formação do plantel com 60 matrizes; um ciclo de engorda em viveiros escavados para avaliação zootécnica, econômica e para a capacitação de produtores; e a identificação de locais propícios à implantação de tanques-rede no lago da UHE Balbina. Na segunda etapa, prevista para 2008 – 2009, deverão ser realizados os estudos nas áreas de desova, incubação de ovos e larvicultura da espécie, além da criação do Parque Aqüícola na UHE Balbina e a implantação das unidades demonstrativas de engorda em tanques-rede e a realização de cursos de capacitação.

Com esta ação, além dos investimentos já realizados na região (na ordem de R$ 1,16 milhões) pelos convênios com o CNPq, INPA e EMBRAPA, a SEAP reafirma a importância da região para o desenvolvimento da piscicultura nacional e, sobretudo, elegeu o pirarucu como uma das espécies nativas prioritárias ao desenvolvimento da aqüicultura brasileira.

O projeto, que tem a participação do Governo do Estado do Amazonas, Eletronorte/Manaus Energia, IBAMA, INPA, Universidade do Amazonas, SEBRAE e representantes do setor produtivo, conta ainda com a larga experiência do engenheiro agrônomo Eduardo Ono, coordenador do projeto, além do zootecnista Romeu Cordeiro da Silva, presidente da FEAMA.