Lançamentos Editoriais – Edição 158

Métodos para obtenção de sementes de mexilhões alternativos à retirada de bancos naturais
Boletim Didático No 116

Esse documento foi desenvolvido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina – Epagri, com o objetivo de apresentar informações sobre os principais métodos de obtenção de sementes de mexilhões alternativos aos bancos naturais, uma vez que nos últimos anos, licenças para extração de sementes de bancos naturais vêm sendo emitidas com menos frequência, e somente em situações específicas. Os órgãos ambientais estabeleceram restrições nas licenças ambientais emitidas para a malacocultura em Santa Catarina. Por esse motivo esse documento foi desenvolvido. O Boletim Didático No 116 é um produto do projeto “Monitoramento ambiental e gestão de parques aquícolas licenciados para a atividade de malacocultura em Santa Catarina”, objeto de convênio entre a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). A publicação possui informações compiladas de documentos produzidos pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC e pela própria Epagri, além de informações obtidas junto a produtores e técnicos da área. Os autores André Luís Tortato Novaes, Robson Ventura de Souza e Everton Della Giustina procuraram apresentar os conteúdos de maneira simples e didática, visando ao repasse das informações aos mitilicultores, que precisam, para o cultivo comercial de mexilhões, que as sementes estejam disponíveis em quantidades suficientes. O texto, ilustrado com fotos e explicativas, está dividido em cinco capítulos: Capítulo 1 – De onde vêm as sementes de mexilhões utilizadas nos cultivos comerciais?; Capítulo 2 – Aproveitamento de sementes que se assentam naturalmente durante o cultivo; Capítulo 3 – Uso de coletores artificiais de sementes; Capítulo 4 – Assentamento no mar de larvas produzidas em laboratório; Capítulo 5 – Uso racional de sementes de mexilhões nas fazendas marinhas. Para contato com a Epagri use e-mail: [email protected]; fone (48) 3665-5000 ou site www.epagri.sc.gov.br


Boas práticas ambientais para o cultivo de moluscos
Boletim Didático No 129

Quando se consideram as fontes de produção de proteína animal, o cultivo de moluscos bivalves é uma das modalidades que se destacam pelas vantagens que apresenta do ponto de vista ambiental. Os moluscos são animais filtradores, que se alimentam de material em suspensão na água onde vivem, especialmente de algas microscópicas que se reproduzem utilizando nutrientes gerados, entre outras origens, por atividades humanas. Porém, mesmo com características ambientalmente amigáveis, o cultivo de moluscos, se praticado de maneira pouco cuidadosa, pode causar danos ao meio ambiente. Por esse motivo, os órgãos ambientais estabeleceram condicionantes para a prática da malacocultura em Santa Catarina. A maior parte das licenças ambientais para o cultivo de moluscos em Santa Catarina foi emitida no ano de 2012, e é nesses documentos que o presente Boletim Didático se baseia. Nele são apresentadas as condicionantes ambientais que são de responsabilidade direta dos maricultores e q

ue por eles devem ser respeitadas. O documento é um produto do projeto “Monitoramento Ambiental e Gestão de Parques Aquícolas licenciados para a atividade de malacocultura em Santa Catarina”, fruto de um convênio firmado entre a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e o Ministério da Pesca e Aquicultura. Os autores André Luís Tortato Novaes e Robson Ventura de Souza esperam que este trabalho seja mais um instrumento para balizar o cultivo de moluscos de alta qualidade de forma ambientalmente amigável em Santa Catarina. A publicação é dividida em quatro capítulos: Capítulo 1 – Os potenciais impactos ambientais do cultivo de moluscos; Capítulo 2 – As condicionantes ambientais; Capítulo 3 – O que acontece se os maricultores não respeitarem as condicionantes ambientais? E, Capítulo 4 – Os impactos de outras atividades humanas sobre o cultivo de moluscos e o papel dos maricultores como agentes ambientais. Para contato com a Epagri use e-mail: [email protected]; fone (48) 3665-5000 ou site www.epagri.sc.gov.br


Discussão sobre a regularização da piscicultura brasileira: da produção à comercialização

A cadeia produtiva da aquicultura no Brasil está em estruturação de forma a certificar a produção crescente dos últimos anos. A atividade apresenta diferentes particularidades regionais, sendo a despesca e a comercialização, etapas igualmente importantes que influenciam a qualidade do produto, o interesse no consumo e a lucratividade. Dessa forma, compreender a complexidade da ponta final da cadeia são apresentados na publicação “Discussão sobre a regularização da piscicultura brasileira: da produção à comercialização”da Embrapa Pesca e Aquicultura, de autoria de Renata Melon Barroso, Ruy Albuquerque Tenório, Flavia Tavares, Patricia Soares Mochiaro Chicrala e Rolando Wiefels. O documento tem o objetivo de apresentar e discutir os gargalos da regularização da atividade piscícola no País, desde o cultivo até a comercialização, bem como, apresentar algumas sugestões e comparações com as etapas de regularização em outros países. Nele são discutidos os procedimentos para regularizar uma piscicultura, desde os passos iniciais de inscrição como piscicultor, até a obtenção de licenciamento ambiental e outorga de uso da água voltada para empreendimentos piscícolas, com foco na produção intensiva de peixes em tanques-rede. Exemplos internacionais e uma avaliação da legislação brasileira embasam os comentários. A regularização da produção piscícola, na qual são apresentados os controles internos e externos da produção, alinhada à ética e à responsabilidade social, controle de sanidade e cuidados na conservação dos recursos hídricos, faz parte do conteúdo da publicação, que aborda ainda os gargalos da regularização da comercialização, além de comentários sobre as legislações que o produtor precisa seguir para comercializar o seu peixe.

Os capítulos são divididos pelos temas Regularização de projetos aquícolas; Regularização da produção e, Regularização na comercialização. O documento está disponível para download em pdf no endereço https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1058730/1/CNPASA2016doc31.pdf. Já os interessados na versão impressa podem fazer contato na Embrapa Pesca e Aquicultura pelos fones (63) 3229-7800/ 3229-7850 ou www.embrapa.br/fale-conosco/sac/


DVD da Revista Panorama da AqÜicultura versão atualizada

O lançamento do DVD atualizado contendo 96 edições da Panorama da AQÜICULTURA tem previsão para a segunda quinzena de fevereiro, com distribuição exclusiva pela editora. Neste DVD estarão todas as edições publicadas nos últimos 16 anos, incluindo a edição 158, impressa no exemplar que está em suas mãos. A obra concebida por meio do trabalho da equipe da revista vem sendo realizada com a reprodução na íntegra, das edições, tal qual foram impressas. Isso significa que todas as matérias, artigos, seções assinadas, entrevistas, bem como fazem parte desse projeto, as publicidades contidas nas versões impressas da revista Panorama da AQÜICULTURA. De acordo com editor Jomar Carvalho Filho, organizador da obra, a coletânea de edições contida no DVD deve ser degustada como um exercício de reflexão. “Cada texto que poderá ser lido no computador imprime o olhar dos mais diversos especialistas sobre como a aquicultura brasileira, e como essa atividade vem sendo desenvolvida nos últimos anos”. O objetivo do DVD é compilar para essa mídia as informações anteriormente publicadas em papel. Mais do que desvendar o setor nos últimos anos, esse novo DVD traduz o mundo da aquicultura no Brasil e tudo aquilo que a permeia. “Nossa proposta é continuar acrescentando sempre mais e mais edições. Quando incorporamos mais um ano completo de edições, esperamos unir o conhecimento de qualidade ao estímulo à leitura. E essa leitura no computador, proporciona o acesso ao estudo com mais facilidade”, diz Jomar. Os interessados podem fazer uma assinatura combo ou adquirir o DVD em separado (veja anúncio na nossa página 4). O envio pelos Correios se dará em, no máximo, uma semana. Para as empresas, que pretendem distribuir nosso DVD aos seus clientes, oferecemos preços especiais.


Boas práticas de manejo para a aquicultura em viveiros escavados e em reservatórios Circular Técnica 25

A adoção de Boas Práticas de Manejo (BPM) é uma das estratégias mais eficientes para reduzir eventuais impactos ambientais negativos causados pelos sistemas de produção de organismos aquáticos. Sua finalidade é contribuir para a melhoria da qualidade da água e dos índices de desempenho zootécnico, de forma a aumentar a produtividade e a rentabilidade da produção em viveiros escavados e em tanques-rede, e também atender as demandas do novo Código Florestal. Por isso, explica o pesquisador Julio Queiroz da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), foi elaborada a Circular Técnica 25, disponibilizada pela Embrapa, que busca indicar um conjunto de BPM para monitoramento e manejo da qualidade da água em viveiros escavados e reservatórios. As BPM indicadas na Circular Técnica 25 foram atualizadas a partir da síntese de vários trabalhos. Algumas das BPM propostas são resultantes de projetos de pesquisa conduzidos pela Embrapa Meio Ambiente em parceria com outras Unidades no âmbito do Projeto Aquabrasil, assim como com outras instituições de fomento, ensino e pesquisa (Finep, CNPq, APTA – Polo Regional do Leste Paulista). A base desses trabalhos foi um amplo estudo realizado nos Estados Unidos, com apoio do United States Department of Agriculture/Environmental Protection Agency (USDA/EPA), e em outros países, sob a supervisão do professor Claude Boyd da Auburn University, EUA. O objetivo sempre foi avaliar a sustentabilidade da produção de peixes e camarões a fim de identificar e propor BPM para assegurar a competitividade e sustentabilidade da aquicultura, diz Queiroz. Normalmente, as BPM propostas para assegurar o manejo adequado dos viveiros e outros sistemas de produção aquícola incluem o uso correto de fertilizantes, rações, materiais para calagem e terapêuticos e, ainda, medidas de emergência em resposta às baixas concentrações de oxigênio dissolvido que causam grandes mortalidades. É importante observar que em locais onde o meio ambiente está muito degradado – água e solo contaminados por agrotóxicos; bacias hidrográficas com várias áreas sem proteção de cobertura vegetal e avançado processo erosivo, barrancos e ravinas bem acentuados; lagos, reservatórios e viveiros eutrofizados e com alta turbidez – estes locais apresentam muitas restrições relacionadas à qualidade da água e do solo, mas não impossibilitam que a criação de peixes ou de outros organismos aquáticos possa ser realizada com sucesso. Para o pesquisador, um projeto de aquicultura poderia servir como fonte de recuperação de um ambiente degradado se os seus efluentes pudessem ser utilizados para recompor essas áreas com árvores nativas, culturas apropriadas, paisagismo, entre outros. As BPM contribuirão para a conservação dos recursos naturais e para a redução da descarga de resíduos para o meio ambiente promovendo, portanto, a manutenção da qualidade nos corpos de água adjacentes aos sistemas de produção aquícola. A adoção dessas BPM deve ser vista pelos produtores como uma ação proativa que resultará na redução de impactos ambientais negativos, ao contrário de ser entendida como uma despesa extra, explica Queiroz. A Circular Técnica 25 pode ser acessada em https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1056919/boas-praticas-de-manejo-bpm-para-a-aquicultura-em-viveiros-escavados-e-em-reservatorios 


Boas Práticas de Manejo para Piscicultura em Tanques-Rede
Circular Técnica 26

A produção de peixes em tanques-rede no Brasil vem sendo praticada em vários reservatórios e pequenos açudes distribuídos em todo o território nacional. Nesse panorama é comum observar vários projetos de sucesso que estão sendo conduzidos de forma competitiva e sustentável. Entretanto, na visão dos pesquisadores Julio Ferraz de Queiroz (oceanólogo) e Marco Aurélio Rotta (engenheiro agrônomo) ainda há muito que se fazer para atingir o potencial produtivo que o país possui. Este potencial foi identificado por diversos Governos Estaduais e o Governo Federal, que de alguma forma estão investindo para elevar o Brasil ao status de um dos maiores produtores mundiais de pescado. Para isso, é preciso unir os esforços de todos os envolvidos com a cadeia produtiva da aquicultura de modo a conciliar a produção e a preservação dos recursos hídricos a partir do desenvolvimento e adoção de Boas Práticas de Manejo (BPM). O objetivo desta Circular Técnica 26 é indicar um conjunto de BPM para a produção de peixes em tanques-rede de modo a atender as regulamentações impostas pela Lei 12.651, de 25 de maio de 2012, conhecida como Novo Código Florestal, que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa, a adoção de boas práticas agrícolas, como por exemplo, na prevenção dos processos erosivos do solo nas Áreas de Preservação Permanente, de proteção ambiental e da preservação dos recursos hídricos, tendo em vista que o crescimento da atividade poderá ser muito intenso nos próximos anos. As BPM propostas foram organizadas a partir de uma revisão do Documento No 47 – Boas Práticas de Manejo (BPM) para a Produção de Peixes em Tanques-Rede. Além das BPM indicadas no referido documento esta Circular Técnica relaciona um conjunto extra de BPM para controle da erosão e do aporte de sedimentos em reservatórios. A finalidade é prevenir e reduzir baixas concentrações de oxigênio dissolvido, estresse dos peixes e baixa produtividade causada pelo excesso de turbidez. Algumas BPM indicadas nesta Circular Técnica são resultantes de vários projetos de pesquisa conduzidos pela Embrapa Meio Ambiente em parceria com a Auburn University (EUA), e, também com algumas Unidades Descentralizadas da Embrapa e outras instituições de fomento, ensino e pesquisa, tais como a FINEP, CNPq, e APTA – Polo Regional do Leste Paulista. O conteúdo está disponível para download no endereço: http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1060545/1/2016CT03.pdf