Lançamentos Editoriais – Edição 104

Tiápias: Técnicas de cultivo – O caso de uma comunidade carente

O livro “Tilápias, Técnicas de Cultivo – O Caso de uma Comunidade Carente”, de autoria do professor José William Bezerra e Silva, divulga ao mesmo tempo as técnicas usadas na tilapicultura e também um empreendimento de cultivo em viveiro de tilápia, linhagem tailandesa, manejado por uma comunidade carente sob orientação de uma Organização Não Governamental, com a consultoria do autor. A obra contém informações que possibilitam a divulgação dos procedimentos e técnicas adotadas pelo projeto, de modo que possam servir de orientação para empreendimentos congêneres.

O livro contém as técnicas adotadas na tilapicultura e outras informações sobre tilápias e seus sistemas e técnicas de cultivo, no que se refere à importância da criação; aspectos biológicos das espécies; híbridos e linhagens criadas; sistemas de criação (extensivo, semi-intensivo e intensivo); descrição das instalações para cultivos (tanques, viveiros e tanques-rede); espécies e linhagens indicadas e técnicas mais usadas para criação em viveiros e tanques-rede. Descreve também os equipamentos e materiais usados num projeto de criação, bem como as necessidades para o início de uma tilapicultura. A publicação pode ser adquirida diretamente com o autor através do e-mail: [email protected] ou pelos telefones (85) 3258.0262 e 9994.2625. Custa R$ 30,00 mais taxa dos custos de postagem pelo correio.


Cage aquaculture: Regional reviews and global overview

Cage aquaculture: Regional reviews and global overview

Os pesquisadores da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) Matthias Halwart, Doris Soto, junto ao consultor da FAO, Richard Arthur, lançaram a publicação “Cage aquaculture: Regional reviews and global overview”, na qual inclui detalhes sobre densidades, espécies e tecnologias utilizadas na aqüicultura de diversos países. O documento contém nove artigos da FAO relacionados com o uso de tanques-rede na aqüicultura, com uma visão global da atividade. Entre os países analisados a China mereceu um destaque particular. Aparecem também regiões como a Ásia (exceto China), Europa do Norte, o Mediterrâneo, África (sub-Sahara), América Latina e o Caribe, América do Norte e Oceania. O conteúdo dos artigos está embasado na ampla experiência e conhecimentos dos autores, que contaram com a ajuda de muitos especialistas com distintas visões de todo o mundo. No caso da América Latina e do Caribe, o documento destaca que 31 dos 44 países estão relacionados com o cultivo de espécies aquáticas, gerando mais de 200 mil empregos. O desenvolvimento do setor aqüícola na região é mais consistente no Chile e no Brasil, com 72% do total da produção. Estima-se que 70% desse total venha de cultivos em tanques-rede. O estudo afirma também que a maioria dos tanques-rede – mais de 90% dos usados na América Latina e no Caribe estão localizados no Chile, dedicados ao cultivo de salmonídeos. Por isso, o capítulo dedicado a esta parte do continente aborda principalmente o desenvolvimento do salmão e a tilápia. Esta excelente obra pode ser baixada gratuitamente pela internet no endereço

http://www.aqua.cl/programas/pdf/a1290e.pdf (o tamanho do arquivo é de 34 Mb)


Aqüicultura no Brasil: o desafio é crescer

Aqüicultura no Brasil: o desafio é crescer

Em 18 de dezembro, uma solenidade no Palácio do Planalto, com a presença do Ministro da SEAP, Altemir Gregolin e do representante da FAO no Brasil, José Tubino, serviu para o lançamento do livro “Aqüicultura no Brasil – O desafio é crescer”. A obra é fruto de uma parceria entre a FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República (SEAP-PR) e o Grupo Integrado de Aqüicultura e Estudos Ambientais (GIA).

Ministro Altemir Gregolin durante o lançamento do livro Aqüicultura no Brasil: o desafio é crescer, ocorrido em Brasília no dia 18 de dezembro
Ministro Altemir Gregolin durante o lançamento do livro Aqüicultura no Brasil: o desafio é crescer, ocorrido em Brasília no dia 18 de dezembro

A publicação traz um diagnóstico bastante realista da aqüicultura brasileira, apontando suas potencialidades e suas deficiências. Apresenta e analisa profundamente os dados sobre a produção aqüícola ao mesmo tempo que reconhece a imensa fragilidade do sistema de coleta desses dados.

Os autores Antonio Ostrensky, José Roberto Borghetti e Doris Soto identificam os gargalos estruturais do país e seus possíveis efeitos sobre a aqüicultura, mas também sugerem caminhos para a resolução dos problemas identificados. As informações mostram que o atual estágio da aqüicultura brasileira deve ser encarado não apenas com otimismo, mas também com muita cautela.

Antonio Ostrensky, um dos autores do livro, durante o lançamento
Antonio Ostrensky, um dos autores do livro, durante o lançamento

Com otimismo, porque é bastante fácil constatar e discursar sobre as potencialidades naturais, técnicas e econômicas da atividade, bem como o papel que ela pode desempenhar na transformação social de pequenas propriedades e, no caso da maricultura, de comunidades espalhadas por todo o litoral brasileiro. Com cautela, pois é nos momentos de expansão que os problemas começam a surgir com maior intensidade e freqüência, e a sua resolução passa a ser determinante para a longevidade e para o sucesso da atividade. Dentre muitas outras, a recomendação mais importante para o atual estágio da nossa aqüicultura é o fomento ao desenvolvimento de modelos pré-definidos e pré-licenciados de empreendimentos aqüícolas, de acordo com as peculiaridades e potencialidades regionais.

O livro ganhou uma tiragem limitada e será disponibilizado na íntegra no site da SEAP www.presidencia.gov.br/seap