Lançamentos Editoriais – Edição 162

Alevinagem, Recria e Engorda de Pirarucu

O novo livro lançado pela Embrapa Pesca e Aquicultura (TO) possui 152 páginas e é ricamente ilustrada. Os interessados podem fazer download gratuito no site da Unidade. A obra complementa o primeiro livro “Manejo de Plantel de Reprodutores de Pirarucu”, lançado em 2015, que também pode ser baixado sem custo. Segundo uma das autoras do livro e pesquisadora da Embrapa, Adriana Ferreira Lima, a obra visa suprir uma carência de informações sobre o cultivo da espécie. “Durante nossos cursos percebemos que havia falta de publicações sobre o tema, então decidimos lançar esse livro que veio complementar a primeira obra que abordou apenas a reprodução da espécie”, explica ela. Adriana conta que, por ser um peixe que chega a pesar 10 quilos na fase de comercialização, o pirarucu necessita de processamento para chegar ao consumidor, mas faltam indústrias interessadas em investir no pescado. “Há demanda no mercado interno e externo para o peixe, com grandes compradores como Estados Unidos e Europa. Mas não há oferta suficiente, pois faltam empresas para processar essa carne”, pontua. A pesquisadora cita o exemplo de Rondônia, que viu sua produção quadruplicar em 2013, passando para 11.700 toneladas em 2014, quando um grande frigorífico de Mato Grosso se dispôs a comprar o pescado para exportação. “Só que naquele ano houve um problema na comercialização para o mercado externo e essa indústria parou de comprar o mesmo volume de antes”, relata. Com isso, houve uma queda na produção de 28% já no ano seguinte, passando para 8.400 toneladas em 2015. Segundo Adriana, além da falta de frigoríficos, outro gargalo que prejudica a oferta do peixe é a produção de alevinos. “Como a ciência ainda não domina a técnica da reprodução, atualmente é impossível determinar quando e quantos peixinhos vão nascer”, afirma ela. Para a pesquisadora, a indústria deveria puxar a produtividade mesmo com as limitações. “Se o produtor não tiver para quem vender, ele não vai investir. Então cabe à indústria gerar essa demanda para que os produtores possam atendê-la, a exemplo do que aconteceu em Rondônia”, conclui. Alevinagem, Recria e Engorda de Pirarucu é um dos resultados do projeto “Pirarucu da Amazônia”, parceria da Embrapa Pesca e Aquicultura com Sebrae, ex-Ministério da Pesca, CNPq e Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (Fapto). Mais informações podem ser obtidas na Embrapa Pesca e Aquicultura, telefone: (63) 3229-7834, email [email protected] ou www.embrapa.br/fale-conosco/sac/


 

Manual de Ranicultura para o produtor

A FIPERJ – Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro, lança o “Manual de Ranicultura para o produtor”, uma publicação voltada para a cadeia produtiva de rã. O livro foi elaborado por José Teixeira de Seixas Filho, Marcelo Maia Pereira e Silvia Conceição Reis Pereira Mello, profissionais que atuam há longo tempo no segmento da ranicultura desenvolvendo pesquisas e prestando assistência técnica nas diferentes regiões do estado. O manual, que reúne estudos e experiências na produção de rãs Lithobates catesbeianus, contempla informações relevantes para todos os interessados no assunto, uma vez que aborda temas como biologia e reprodução, manejo reprodutivo e alimentar, normas e regulamentos para a instalação de ranários, entre outros. O primeiro capítulo, “Biologia da rã-touro”, traz as características da espécie, as condições ambientais ideais para o seu desenvolvimento, o ciclo de vida, assim como o comportamento reprodutivo. No segundo capítulo, “Normas e regulamentos para instalação de um ranário”, os autores informam o conceito de cadeia produtiva, as condições ambientais adequadas para a implantação do ranário, os pré-requisitos legais, as estruturas físicas adequadas para as diferentes fases da criação e a utilização sustentável dos recursos hídricos. No terceiro capítulo, “Sistemas de criação”, foram apresentados sistemas para a criação de girinos e rãs, com destaque para a técnica de reuso de água e os sistemas anfigranja e inundado. No quarto capítulo, “Controle da produção no ranário: índices zootécnicos, uso de planilhas e software”, os autores apresentam índices zootécnicos da ranicultura e alertam quanto a importância do controle da produção de rãs. O quinto capítulo, “Qualidade e reuso da água”, aborda também a questão do reuso de água, uma forma sustentável de utilização dos recursos hídricos. No sexto capítulo, denominado “Reprodução da rã-touro: desova natural, desova induzida e fertilização artificial”, os autores apresentam as instalações de mantença de matrizes e também aquelas destinadas ao acasalamento e ainda, as técnicas de reprodução com foco na fertilização artificial. No sétimo capítulo, “Manejo no setor de girinos e metamorfose”, foram detalhadas as formas de manejo dos girinos desde a eclosão dos ovos até o clímax da metamorfose. Já no oitavo capítulo, intitulado “Manejo na engorda: inicial, crescimento e terminação”, o detalhamento é direcionado para a fase terrestre ou semi- aquática, fase em que as rãs permanecem até alcançarem o peso de abate. No nono capítulo, denominado “Manejo alimentar na ranicultura”, os autores apresentam diferentes rações, formas de arraçoamento e o cálculo para fornecimento da quantidade adequada de ração para girinos e rãs. Por fim, o décimo capítulo, “Normas e regulamentos para instalação de unidade de processamento”, informa sobre os procedimentos necessários para implantação de uma unidade de processamento, visando atender o serviço de inspeção sanitária e, também, a manutenção da qualidade higiênico-sanitária dos produtos elaborados com carne de rã. O Manual de Ranicultura para o produtor está disponível no site da FIPERJ e pode ser acessado através do link http://www.fiperj.rj.gov.br/index.php/publicacao/index/2e


Genetic Resources of Neotropical Fishes

A importância do melhoramento genético para espécie aquícolas já tem sido percebida pela maioria daqueles que direta ou indiretamente trabalham na indústria da aquicultura. Esta realidade muito presente em outros animais domésticos pode ser vista nos incrementos de produtividade alcançados com a introdução de variedades de tilápias geneticamente melhoradas no Brasil. Desta forma, o conhecimento dos recursos genéticos aquícolas é de suma importância, tendo sido reconhecido pela FAO como essencial para a sustentabilidade da produção aquícola e da pesca, pois tem um papel primordial no aumento da produtividade tanto de espécies aquáticas hoje em produção como outras com potencial e ainda em domesticação. A FAO há tempos tem reconhecido a importância da avaliação e registro dos recursos genéticos de animais de criação terrestre e plantas. Contudo, ainda faltava o reconhecimento da FAO em relação aos recursos genéticos aquáticos. Esta lacuna está sendo corrigida pela publicação em breve do “State of the World’s Aquatic Genetic Resources for Food and Agriculture”. Neste sentido a obra recém-publicada pela Springer “Genetic Resources of Neotropical Fishes” de autoria do Prof. Dr. Alexandre Hilsdorf da Universidade de Mogi das Cruzes e do Prof. Dr. Eric Hallerman da Virgina Tech State University vem a contribuir com a sistematização do conhecimento sobre trabalhos de caracterização genética de espécies e populações de espécies Neotropicais gerado por cientistas do Brasil e outros países da América Central e do Sul. Neste sentido, o livro pretende contribuir com a discussão acadêmica e política para conservação e uso sustentado dos recursos genéticos de espécies Neotropicais para o aprimoramento da produção aquícola no Brasil. Mais informações, em http://www.springer.com/us/book/9783319558363?wt_mc=ThirdParty.SpringerLink.3.EPR653.About_eBook