Mato Grosso do Sul é o "Jardim do Éden" do pescado, afirma ministro Crivella

Ministro espera dobrar a produção do pescado
Foto: Rafael Gaijim/Capital News

9/8/2013

Mato Grosso do Sul tem o “Jardim do Éden” do pescado entre a bacia do Paraná e do Paraguai. Assim o ministro da Pesca, Marcelo Crivella comentou sobre a potencialidade de desenvolvimento da aqüicultura e da piscicultura no Estado.

Crivella esteve em Campo Grande para lançar dois editais de licitação para a cessão onerosa e não onerosa de áreas aquícolas com tanques redes nos reservatórios da Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira na divisa do Estado com São Paulo.

Ele comentou que é uma vergonha para o país tem uma produção tão baixa de pescado.
“Em uma reunião com diversos ministros da pesca pelo mundo eles nos questionam preocupados, quando o Brasil iria acordar, porque não temos como ter um rebanho bovino para alimentar 8 bilhões habitantes no mundo”, comentou Crivella.

E tom irônico ele brincou pedindo que o Estado de Mato Grosso do Sul quintuplique a produção de pescado, mas sem criar ciúmes aos bois sul-mato-grossenses.

O governador André Puccinelli afirmou que várias ações serão tomadas para fortalecer o setor da pesca no Estado com a criação da coordenadoria da pesca, que irá atuar junto do Ministério da Pesca.
Puccinelli explicou que seis universidades estrangeiras já procuraram o governo para participar das pesquisas que serão realizadas no Aquário do Pantanal, que irá pesquisa a fauna pantaneira. Também será inaugurada pelo setor privado uma fábrica ração para peixes além de frigoríficos específicos para o setor.

Parques Aquícolas

Ao todo serão cinco parques aquícolas com 52 áreas não onerosas e 11 onerosas que juntas somam mais de 91 hectares de lâmina d’água com capacidade para produzir mais de 17 mil toneladas/ano de pescado e gerar de forma direta cerca de 274 empregos. As áreas ofertadas serão destinadas aos pequenos, médios e grandes produtores interessados em produzir tilápia, pintado, cachara, pacu, piracanjuba e tambacu.

Nas áreas não onerosas a modalidade de licitação será a concorrência/seleção não onerosa por tempo determinado. Já nas onerosas será a concorrência/maior lance ou oferta e o valor mínimo por hectare em cessão de 20 anos é de R$ 18.168,80 ou RR$ 908,44 por ano. Em ambas, o direto de uso é de 20 anos, podendo ser prorrogado por igual período.

As propostas precisam cumprir com os requisitos estabelecidos no edital que será publicado nesta quinta-feira (08), no Diário Oficial da União. As propostas deverão ser entregues na Superintendência do Ministério da Pesca e Aquicultura, em Campo Grande. O certame acontece após 30 dias contados da publicação do edital.

Por: Ítalo Milhomem
Fonte: Capital News (www.capitalnews.com.br)

http://www.capitalnews.com.br/ver_not.php?id=251600&ed=Agroneg%C3%B3cio&cat=Not%C3%ADcias