Matrinxã Matura mais cedo em Viveiros com Estufas Plásticas

O uso de viveiros cobertos com estufas plásticas é uma prática cada vez mais comum, geralmente utilizada por piscicultores preocupados em aumentar a produtividade, ao mesmo tempo que podem reduzir o período de cultivo.

Dentre as inúmeras vantagens da utilização de estufas plásticas na piscicultura, merece destaque seu uso na formação de reprodutores. Recentemente, resultados bastante animadores foram obtidos por Luiz Bertos, um dos proprietários do Clube de Pesca Recanto dos Peixes, localizado no município de Monte Mor, no sudeste do Estado de São Paulo.

Em abril de 1996 Luiz Bertos povoou dois viveiros com alevinos de matrinxã provenientes do CEPAR – Centro de Pesquisa em Aqüicultura do Vale do Ribeira, do Instituto de Pesca. Os viveiros foram cobertos com estufas plásticas (fotos) cuja estrutura de sustentação foi armada com toras de eucaliptos, recobertas com filme plástico de 200um de espessura. Nas duas extremidades portas e janelas foram colocadas, para auxiliar na ventilação.

Para surpresa de Bertos, os matrinxãs entraram no processo de maturação gonadal após um ano e dez meses de engorda, antecipando em um ano o período necessário a maturação de exemplares na natureza (Bacia Amazônica). Segundo Elizabeth Romagosa do Instituto de Pesca, todos os esforços realizados até o momento visando a formação de plantel de reprodutores na Região do Vale do Ribeira, no CEPTA em Pirassununga e no INPA em Manaus, somente obtiveram êxito após o terceiro ano de engorda.

Para a pesquisadora são resultados bastante animadores que estimulam o desenvolvimento de pesquisas para que a manipulação dos fatores abióticos possa cada vez mais atuar como ferramenta à serviço do produtor.

As estufas simples construídas por Luiz Bertos impediram que a temperatura da água dos viveiros baixassem dos 24ºC nesses últimos dois anos e, contribuíram decisivamente para o êxito dos piscicultores, que já comercializaram os primeiros alevinos provenientes desses reprodutores.