MERCADO DE SALMÃO CHILENO

PREOCUPA E DEIXA EM ALERTA A NORUEGA


A sorte que corre contra alguns fornecedores de salmão chileno, não é mais uma preocupação somente do Chile. Os noruegueses, que ostentam o primeiro lugar na exportação desses produtos têm medo de que o Chile, acusado de dumping por vender seus produtos nos EUA abaixo dos custos reais, perca a batalha, dado que implicaria em tê-los como concorrentes diretos em outros mercados. No comércio mundial de salmão as coisas estão bem repartidas: o Chile domina o mercado nos EUA estimulados por subsídios governamentais e, no Japão, enquanto que a Noruega, cuja salmonicultura se iniciou há mais de 20 anos, abastece o mercado europeu, onde também têm suas próprias negociações no fornecimento.

Até 1990, antes do boom chileno, a Noruega estava participando do mercado americano, porém as pressões locais impuseram uma medida anti-dumping de 23% para o produto fresco. Isso, valorizou imensamente o mercado e logo apareceu o Chile, que junto ao Canadá, se viu favorecido indiretamente até os dias de hoje.

Se o Chile for castigado e perder seu terreno americano, tentará buscar também na Europa sua fatia de mercado como alternativa, onde por hora e não sem dificuldades reina absoluta a Noruega depois de um longo e negociado convênio. Mas essas são apenas especulações. O que acontece na realidade é que a Noruega, cujo prestígio de seu salmão é conseqüência do desenvolvimento nas práticas de cultivo, detém 40% de participação no mercado mundial e o Chile apenas 25%, mas que não param de crescer.

De sabor incomparável, o salmão, que é consumido ao natural, enlatado ou em forma de patê tem os seus pratos mais tradicionais na origem escandinava, russa e alemã, onde geralmente são servidos defumados. Mas, as fronteiras desse peixe, que tanto vive em águas doces ou salgadas já chegou a terras inesperadas. Hoje no Brasil, já é inclusive, servido em sanduíches e saladas.