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De: Paulo Fonseca [email protected] Para: [email protected] Assunto: Robalo em cativeiro Prezados amigos, gostaria de saber se há alguma literatura falando sobre criação de robalos em cativeiro, manejo, reprodução etc.Grato pelas informações.

De: Ricardo C. Martino [email protected] Para: [email protected] Assunto: Re: Robalo em cativeiro Prezado Paulo, há sim. Recentemente, o prof. Vinicius Cerqueira e colaboradores da UFSC publicaram um livro sobre o assunto. Ele é, na minha opinião, a pessoa mais indicada no Brasil para prestar informações sobre o robalo. O e-mail dele é [email protected]. Devem existir também na biblioteca da UFSC, algumas teses sobre o assunto. O André Brugger, caso eu não esteja enganado, trabalhou com o robalo durante o mestrado dele. Eu tenho quase certeza que saiu um artigo sobre os trabalhos dele na Panorama da Aqüicultura ou na INFOFISH. De qualquer forma, o Prof. Vinicius pode te dizer.

De: Phlip Scott [email protected] Para: [email protected] Assunto: Re: Robalo em cativeiro Creio que atualmente, o Prof. Marcos Bastos da UERJ, está orientando trabalho com cultivo de robalo, na região de Angra dos Reis.

De: Oscar B [email protected] Para: [email protected] Assunto: Re: Robalo em cativeiro Paulo, você pode contatar o Dr. Sérgio Ostini, Instituto de Pesca/Ubatuba: (12) 3832-1254 e/ou Dra. Idili, Instituto de Pesca/Cananéia: (13) 6851-1555. Ambos poderão lhe fornecer informações preciosas sobre cultivo de robalo. Abraços

De: Dalcio Ricardo de Andrade [email protected] Para: [email protected] Assunto: Pirarucu e Piraíba Prezados colegas estou muito interessado em informações sobre o processo de indução de desova com o pirarucu e o filhote (piraíba). Gostaria de saber sobre os hormônios indutores usados, o protocolo de indução, quantas doses, intervalo, manejo etc.. Gostaria de saber também quem está trabalhando com estes peixes para futuras trocas de idéias. Antecipadamente. Agradeço.

De: Henrique Mumme Harger da Silva [email protected] Para: [email protected] Assunto: Re: Pirarucu e Piraíba Olá Dalcio, até onde sei a espécie Arapaima gigas, o Pirarucu, ainda está passando por diversos estudos e não se possui ainda a resposta para seus questionamentos. No entanto, tive oportunidade de realizar um estágio em Manaus no INPA e percebi que o manejo desse peixe é bem dificultado, ele parece atingir a maturação sexual apenas aos 5 anos de idade, idade esta em que ele conta com o tamanho aproximado de 1,6 -1,7 metros de comprimento e cerca de 50Kg. Um peixe desse tamanho é difícil de manejar, o gasto com anestésicos ou hormônio seria enorme para tentar reproduzi-lo artificialmente. Soma-se ainda a problemática para determinação do sexo desse peixe, ambos os sexos após atingirem a maturação apresentam coloração avermelhada intensa, no entanto no macho parece ser mais intensa, mesmo assim, é muito difícil dizer com certeza qual é qual! Talvez sejam necessários exames de sangue e determinação de taxas hormonais para um resultado maispreciso. Durante o manejo os funcionários estão expostos ao risco de sofrerem sérias injúrias quando este peixe se debate, como perder um dente ou ser arremessado no ar! A piscicultura envolvendo este peixe vêm sendo feita da seguinte forma: captura de matrizes da natureza; re-alocação em açudes (igarapés represados,etc); alimentação com espécies forrageiras (inclusive o absurdo de se introduzir tilápias como espécie forrageira na Amazônia); reprodução natural coleta de nuvens de alevinos; recria em tanques separados. Veja bem que não se sabe ao certo a taxa de machos para fêmeas no tanque. Essa espécie pode atingir até 16 Kg em um ano e só sobrevive em água com temperatura superior à 20ºC durante todo o ano.

Rossana Venturieri [email protected] Para: [email protected] Assunto: Re: Pirarucu e Piraíba Oi Dalcio, eu estou trabalhando com pirarucu há algum tempo. Dê uma olhada no site www.roventurieri.hpg.com.br, lá tem alguma coisa dos trabalhos que estamos fazendo. O site está em construção, falta atualizar, alguns trabalhos que estavam em andamento agora estão concluídos, mas dá pra ver que os trabalhos com o pirarucu já estão bem adiantados. É bastante coisa, o nosso trabalho básico é o estudo da fisiologia do peixe para aplicação em aqüicultura. Já testamos alguns hormônios, anestésicos, manejo, reprodução natural em viveiros, sexagem etc.; espero publicar isso no segundo semestre, pelo menos, depois dos trabalhos que vamos iniciar agora. O ambiente amazônico é muito especial, o tempo ali se mede de outra forma. Às distâncias também. E temos ainda a circunstância de trabalhar com fazendas particulares, onde a pesquisa é apenas um detalhe. Ás vezes, temos reprodutores em condição de manejo, às vezes não, às vezes perdemos um, dois anos de pesquisa por coisas simples mas que escapam ao controle da gente (ex.alimento que faltou, viveiro que secou,trator/bomba que quebrou e ficou meses pra consertar etc). Com isso, experimentos que deram certo algumas vezes, dão resultados conflitantes nas repetições e a gente precisa testar novamente, nas condições mais semelhantes/estáveis possíveis.

De: Max Soares [email protected] Para: [email protected] Assunto: Tratamento de efluentes Gostaria de saber sobre os efeitos da utilização e posterior descarte da água com metabissulfito de sódio, proveniente das despescas. Gostaria de saber também se existem algumas maneiras de minimização dos possíveis impactos gerados. Tais informações me serão válidas para a composição de um termo de conduta municipal de carcinicultura, vislumbrando os efluentes dos empreendimentos, e de maneira racional e científica tentar minimizar os efeitos.

De: Anita Rademaker Valença [email protected] Para: [email protected] Assunto: Re: Tratamento de efluentes O Bisulfito de sódio e o metabisulfito de sódio são substâncias químicas comumente usadas na indústria como alvejantes, desinfetantes e antioxidantes. Quando o bisulfito de sódio é dissolvido na água, é hidrolisado para formar sulfito ácido de sódio, também chamado bisulfito de sódio. O processo usual na colheita e processamento do camarão é mergulhá-lo em uma solução a 5% de bisulfito de sódio por 2-5 min, os limites usuais na carne para alguns países são 30 ppm (partes por milhão) no Japão, 80 ppm para Comunidade Européia e 100 ppm para os EUA. As soluções de bisulfito de sódio não são completamente consumidas durante o mergulho dos camarões. A solução restante é o refugo que às vezes é descartado no ambiente. Este refugo líquido pode causar impactos negativos nos corpos d’água naturais. A solução de bisulfito de sódio reage com o oxigênio dissolvido na água formando sulfato ácido de sódio, este por sua vez dissocia-se em sódio e íons bisulfito, e estes últimos dissociam-se em sulfato e íons hidrogênio. Os íons hidrogênio vão causar o abaixamento do pH e da alcalinidade total das águas receptoras através da neutralização dos bicarbonatos. Cada miligrama de bisulfito de sódio pode consumir 0,15 mg/l de oxigênio dissolvido e também pode resultar em íons hidrogênio suficientes para reduzir a alcalinidade total em torno de 0,48 mg/l. Um meio seguro de lidar com o refugo líquido de bisulfito de sódio é depositá-lo em lagoas de oxidação ou outros sistemas de tratamento desenhados para tratamento dos viveiros ou efluentes da planta de processamento. O refugo será oxidado e neutralizado nestes sistemas antes de sua descarga final no ambiente. Se não existe nenhum sistema de tratamento uma solução é colocar o refugo em um tanque com aeração mecânica até que todo o bisulfito seja oxidado a bisulfato e a solução ácida resultante neutralizada com hidróxido de cálcio ou hidróxido de sódio, para cada kg de bisulfito usar 0,36 kg de hidróxido de cálcio ou 0,38 kg de hidróxido de sódio, respectivamente. Para saber quando todo o bisulfito foi oxidado basta monitorar o oxigênio dissolvido na água, quando este estabilizar acima de 4 ou 5 mg/l, esta ocorreu. Se não houver aeração mecânica outra solução é deixar a oxidação ocorrer naturalmente, ou seja, deixa a água com refugo em um tanque por um longo período até que o oxigênio se estabilize acima de 4 ou 5 mg/l , e então neutraliza-se o bisulfato resultante com cal hidratada ou outra base. Após oxigenação e neutralização, a água pode ser descartada com segurança no ambiente.

Alexandre Alter Wainberg [email protected] Para: [email protected] Assunto: Re: Tratamento de efluentes Prezada Anita, Gostei muito da sua explicação. Vou guardar. Acrescento abaixo algumas questões práticas: 1- Nas fazendas, o manuseio do meta é muito desorganizado. A solução pode até ter a concentração adequada no início, mas a medida que se introduz o gelo e tira o camarão, muda tudo. A única forma de trabalhar sempre com a concentração correta seria com o uso de algum tipo de kit de medição no campo, que ninguém tem. 2- Freqüentemente cai solução de meta no chão, principalmente quando se retira o camarão com recipientes vazados, feitos justamente para escorrer. Os criadores fazem valetinhas para escorrer para maré, uma vez que se for para o viveiro irá matar o camarão. 3- Atualmente, com as fazendas cada vez mais intensivas, a quantidade de camarão despescado é enorme. Conseqüentemente, também é grande o volume de solução de meta a ser descartado. Em uma despesca de 10 toneladas pode chegar a 3.000 litros. Portanto, quase ninguém leva embora para descartar adequadamente. 4- Simplesmente esperar para o meta “evaporar” pode ser muito cansativo. Já ví descarte com mais de 48 horas de descanso e ainda matar os peixes. Realmente, será muito difícil lidar com o meta em fazendas sem bacia de decantação, onde ele se neutralizaria antes de ir para o meio ambiente.

De: Dalcio Ricardo [email protected] Para: [email protected] Assunto: Solicito informações Necessito com urgência de informações sobre a reprodução natural e artificial de peixes nos diferentes estados e ou regiões do Brasil.Gostaria, dentro do possível, que me fossem enviados dados sobre os seguintes aspectos: a) Quais são os principais peixes reproduzidos no seu Estado no sistema de desova natural (assistida) e artificial; b) Quais as metodologias (resumidas) utilizadas para os processos de desova artificial (indutores, protocolo etc) e natural ( tipo de manejo)destes peixes; c) Existe alguma quantificação, mesmo que aproximada ou estimada da eficiência dos processos de reprodução ou do volume de pós-larvas e ou alevinos produzidos, por espécie ou por grupo de peixes no seu estado/região? d) Quais têm sido os principais problemas, na sua região, com relação ao processo de produção de pós-larvas e alevinos? e) Tem alguém já com protocolo estabelecido e testado para reprodução do filhote (piraíba) e do pirarucu? Poderiam mandar informações sobre a produção de alevinos destes peixes? Bem pessoal, eu sei que são muitas perguntas, mas cada uma que for respondida vai me ajudar muito, caso vocês tenham sugestões de publicações regionais via internet que abordem estes temas por favor, me informem. Um grande abraço a todos os que trabalham em aqüicultura.