Notícias e Negócios Online – Edição 58

De: Meio Ambiente mailto:[email protected]
Para:Lista Panorama L mailto:[email protected]
Assunto: Gesso

Vários autores citam a utilização de gesso agrícola para reduzir a turbidez mineral na água das lagoas de criação de peixe, inclusive Kubitza. Gostaria de saber se alguém tem usado esta metodologia na prática, quais as dosagens experimentadas, e se os resultados são satisfatórios para o sedimento levantado pela carpa hún-gara.Também se possível citar o fornecedor do produto.Obrigado, Ulises


De: Álvaro Graeff mailto:[email protected]
Para: Lista Panorama L mailto:[email protected]
Assunto: Re: Gesso

Ulisses, Turbidez alta em cultivo de carpas é sinal de baixa alimentação ou alimentação insatisfatória para o estagio de vida no momento, por isto ela procura nos sedimentos sua complementação. Álvaro Graeff, Médico Veterinário – Nutrição/Qualidade de Água – Estação de Piscicultura da Epagri


De: Sergio Tamassia mailto:[email protected]
Para: Lista Panorama L mailto:[email protected]
Assunto: Tilapia nos EUA

Aos amigos da Panorama-L, algumas informações/números sobre a tilápia nos USA, que achei interessantes. Produtos de tilápia aceitos no mercado norte-americano: Tilápia Viva – preferencialmente destinada a grupos étnicos específicos. Preços (U$/kg): produtor 2,64 a 3,30; atacado 3,96 a 5,50; varejo 6,60 a 11,00. Tilápia inteira congelada (eviscerada)- aceita principalmente pela comunidade asiática. Preços(U$/kg) : produtor 1,25; atacado 1,25 a 1,65; varejo 3,30 a 4,40. Filé congelado de tilápia – preço sujeito a grandes variações em função da qualidade do produto. Existem hoje 4 categorias de filé sendo produzidos pelos produtores lideres:

1- Filé da categoria “sushi” – US$10,00/kg. Geralmente produzido em Taiwan.

2- Filé da categoria “Alta qualidade” com sabor excelente, com teste de “off flavor”antes da despesca. Vendido em dois tamanhos: 57-87g e 143 -200g. Preços variando entre US$5,25 a US$ 11,00 kg. Principais fornecedores são a América Central e a do Sul.

3- Obtido de peixes pescados ou produzidos em unidades de engorda com unidades produtivas inadequadas. Geralmente não é visto e causa impressão desfavorável no consumidor. Geralmente oriundo da América Central e do Sul.

4- De aspecto físico e paladar pobres.Produzido geralmente na Ásia e vendido a preço muito baixo para mercados orientais na costa Oeste dos USA.

Filé Fresco: Produzido preferencialmente na América Central. Com tamanho de 114 a 171g, ao preço médio de US$ 7,40/kg no atacado e grande aceitação pelos consumidores.


De: Paulo Fonseca mailto:[email protected]
Para: Lista Panorama L mailto:[email protected]
Assunto: Composição e Tratamento

Tenho intenção de fazer evisceração de pescado em minha criação de peixes e, para fazer a coisa certa, procurei a FEEMA, aqui no Rio de Janeiro, a fim de colher informações e me preparar para a atividade em questão.Na FEEMA fui orientado a seguir algumas normas e diretrizes que irão balizar meu projeto. Entretanto, fui questionado quanto a composição química das águas resultantes do processamento, fato considerado de extrema relevância pela FEEMA uma vez que qualquer tratamento deste esgoto só poderá ser implementado conhecendo-se sua composição química.Desta forma, pergunto: alguém conhece a composição química das águas resultantes do processamento de peixes? Existe algum método “barato” de tratar estas águas?(não esquecer que a água usada para o processamento deve ser clorada).Desde já grato por qualquer informação. Um abraço. Paulo Fonseca


De: Sergio Tamassia mailto:[email protected]
Para: Lista Panorama L mailto:[email protected]
Assunto: Re: Composição e Tratamento

Aqui em Santa Catarina, de uma maneira geral, um centro de evisceração de peixes é considerado como uma unidade de abate de suínos, aves.Assim sendo, a água de entrada deve seguir as especificações exigidas pelo serviço de inspeção e na água usada basicamente os principais resíduos serão, sangue, restos de vísceras, óleos e graxas. O que você deverá se preocupar é, portanto, em separar estes, vamos por assim dizer, “macro componentes adicionados” da água, uma vez que o cloro não é o grande problema.Para estes, existem opções de caixa de gordura, filtros, lagoas de estabilização, etc…No CONAMA você encontra as especificações que seu efluente deve apresentar e na Legislação da Inspeção Federal você encontra informações sobre tratamento de efluentes de unidades de abate.Espero ter ajudado um pouco. Na próxima semana tentarei verificar nos meus arquivos o que disponho de legislação e informações sobre este assunto.Uma outra coisa que gostaria de colocar: que tamanho terá esta sua unidade? Será para abastecer o mercado local, o mercado estadual ou o nacional? Em muitos estados já existe uma legislação voltada para permitir e incentivar a implantação de novos empreendimentos. É possível obter-se Inspeção municipal, estadual ou federal.Muitas vezes, este tipo de Inspeção, apesar de restringir a sua área geográfica de vendas, é uma importante ferramenta para a viabilização inicial do empreendimento e, acaba saindo muito mais barato e fácil de implantar. Abraços, Sergio Tamassia


De: Sergio Tamassia mailto:[email protected]
Para: Lista Panorama L mailto:[email protected]
Assunto: Re: Composição e Tratamento

Paulo, de uma maneira genérica, não existem projetos pré-prontos para tratamentos de efluentes, sendo comum a pratica de estruturar os mesmos em função das características e restrições locais, ou seja, a partir dos parâmetros legais e objetivos. No CONAMA 20 estão descritos os paramentos que devem ser obedecidos. Agora em relação a construção das unidades de tratamento, você pode encontrar informações junto ao órgão ambiental do estado. No seu caso, estando no Rio de Janeiro, a ASFEEMA (Associação dos Servidores da FEEMA) ministra uma série de cursos sobre controle de efluentes. Eu tenho aqui uma apostila sobre Controle de Efluentes Líquidos Industriais, que contém muitas informações de como se construir/operacionalizar um sistema de controle de efluentes. Vale a pena tentar contatar este pessoal.Assim sendo, eu acredito que o primeiro passo que você deve dar é ver o que o órgão ambiental vai exigir, que tipo/qualidade de efluentes eles toleram, qual o impacto admissível, etc. Com base nisto, você propõe a unidade de tratamento.A primeira parte, o órgão ambiental tem que lhe informar, pois são os parâmetros que eles utilizam para avaliar a adequação e legalidade do sistema.


De: Meio Ambiente mailto:[email protected]
Para:Lista Panorama L mailto:[email protected]
Assunto: Trairão

Estou precisando de fornecedores de alevinos I e II de traira e trairão. Se possível gostaria de saber os telefones de contato dos referidos fornecedores preferencialmente na região Sul, Sudeste e Centro-Oeste.Existem diversos piscicultores atendidos pela Prefeitura de Jaraguá do Sul que desejam adquirir alevinos de trairão.Alguém pode fornecer nomes e telefones de produtores de alevinos desta espécie? Obrigado, Ulises


De: Sergio Tamassia mailto:[email protected]
Para: Lista Panorama L mailto:[email protected]
Assunto: Re: Trairão

Não tenho informações sobre quem fornece trairão, mas a minha curiosidade é sobre o fato de que existem opiniões contraditórias sobre a eficiência do uso de trairões/trairas para controlar desovas de tilapias. Como não achei nada científico até hoje (o que não significa que não exista, mas sim que eu não tive acesso), recorro aos que já estão trabalhando como assunto para tentar formar uma opinião. O principal argumento que se escuta contra, é que a tilápia cuida dos filhotes em suas primeiras fases (quando são suculentos e tenros).Depois que estes se tornam espinhados, são poucos os peixes que se aventuram a dar uma mordida neles. Um outro grupo de opiniões afirma que as trairas/trairões têm mais a função profilática, ou seja, atacam peixes debilitados que reagem pouco. Para este grupo o principal benefício destes carnívoros é também eliminar peixes em fase inicial de implantação de enfermidades, ou seja, eliminam os indivíduos antes que eles tornem-se virulentos. Assim sendo, em sua experiência do dia a dia, você observou realmente que os trairões controlam as desovas de tilápias? Qual é a diferença de tamanho entre as tilápias e trairões para que estes não comam as tilápias usadas no povoamento? Quais as práticas para retirar-se todos os trairões na despesca e assim evitar o seu ataque para o nos alevinos do próximo povoamento? Por que trairões e não traira?


De: Alberto Carvalho Peret mailto:[email protected]
Para: Lista Panorama L mailto:[email protected]
Assunto: Re: Trairão

Estou acompanhando esta discussão e não poderia deixar de opinar. Concordo plenamente com o Tamassia. As traíras e trairões são comprovadamente ineficientes como controladores populacionais de outras espécies. Sua atividade alimentar é lenta e no ambiente natural a sua presença está associada a de outras espécies com a mesma atividade.O tucunaré tem se demonstrado mais eficiente, na proporção tucunaré/tilápia de 1/9. Existe tese sobre isso. Entretanto, há a necessidade de se verificar a possibilidade de utilização do tucunaré na região sem risco ambiental. A destruição de ictiofauna de ambientes pela presença do tucunaré, é fato comprovado. O seu comportamento predatório não é apenas de se alimentar diretamente dos indivíduos jovens, mas, também, o de atacar os ninhos. O decréscimo no rendimento da produção pesqueira na região Três Marias é um exemplo do prejuízo ambiental causado pela introdução desta espécie. Há necessidade, portanto, de se escolher as espécies de ictiófagos locais até mesmo, quem sabe, para uma composição de predadores com a finalidade de controle populacional de espécies forrageiras como a tilápia. Um outro predador que foi utilizado como controlador de populações de tilápias no nordeste foi a corvina Plagioscion squamosissimus na proporção 2/5. Em todo caso, a utilização de traíras para o fim a que se pretende destinar é realmente pouco eficiente e as experiências de outros locais necessita de cuidados e acompanhamento permanente.Um abraço a todos. Alberto Peret


De: Sergio Tamassia mailto:[email protected]
Para: Lista Panorama L mailto:[email protected]
Assunto: ALEVINO I e II

Caros Panoramautas, recorro a lista para tentar coletar algumas informações sobre um tema que para mim parece estranho. É comum escutarmos referencia a ALEVINO I e ALEVINO II. O que é isto? Até agora em trabalhos e livros que tive a oportunidade de ler nunca vi esta referência.Encontro sim, referências a alevinos de 5g ou alevinos de 10g, ou em cm. Na minha vida profissional tenho visto alevino II desde 4cm até 20cm ou de 0,5g até 50g.Será que esta definição é útil para o desenvolvimento da nossa aqüicultura ou pode dar margem para práticas comerciais não muito condizentes? Quais são as possíveis conseqüências deste tipo de coisa? Sergio Tamassia


De: Dalgoberto Coelho de Araujo mailto:[email protected]
Para: Lista Panorama L mailto:[email protected]
Assunto: Re: ALEVINO I e II

Caro Sérgio, estas variações quanto à classificação de alevinos acontecem muito, acredito, em função das espécies, no entanto sua preocupação tem muito fundamento, acho que o certo dever-se-ia fazer uma classificação por espécie e estabelecer uma regulamentação quanto a isso, só assim seria possível amarrar os parâmetros de preços em relação ao tamanho e/ou ao peso do alevino.


De: Alberto Carvalho Peret mailto:[email protected]
Para: Lista Panorama L mailto:[email protected]
Assunto: Re: ALEVINO I e II

Prezados amigos Panoramautas, estou assistindo esta discussão e concluo que não me parece existir qualquer fundamento biológico nesta classificação (I e II). Não seria mais conveniente atribuir a idade dos alevinos ao invés de classificá-los subjetivamente? Os estágios de desenvolvimento corporal são identificados normalmente quando a análise de uma distribuição de freqüência demonstra degraus (saltos) entre fases, ou quando alguma característica biológica muda completamente. Não me aprece ser o caso. Talvez a única característica que mude, no objeto desta discussão, seja o preço de venda. Para tal, a definição da idade resolve o problema, pois, nos dá uma idéia de como sejam os alevinos que estão sendo discutidos.Um abraço a todos, Alberto Peret


De: Luís André Sampaio mailto:[email protected]
Para: Lista Panorama L mailto:[email protected]
Assunto: Re: ALEVINO I e II

Que os critérios não são biológicos é óbvio. A padronização correta me parece ser em função do tamanho ou peso do alevino, pois até mesmo a idade não é confiável. Exemplo.1: um alevino de sistema intensivo será menor do que um oriundo de sistema extensivo. Exemplo. 2: na região sul, os alevinos produzidos no início da primavera encontram temperaturas mais baixas e crescem mais devagar.Talvez aliar um critério de peso/comprimento x idade fosse mais verdadeiro, mas seria muito burocrático.Estabelecer critérios para definir os tipos de alevinos poderia ser uma medida a ser tomada pelo DPA. Quem sabe o DPA nomeia alguém para fazer uma proposta oficial para as principais espécies cultivadas. O que não podemos é ficar com esta conversa de larva, alevino, alevinão, alevino I, alevino II e assim por diante, sem que ninguém realmente saiba o que está sendo vendido. Luís André Sampaio