NOTÍCIAS & NEGÓCIOS – edição 135

 

EVENTO NO TOCANTINS – A Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins – AGROTINS, o maior evento do segmento da região Amazônica, chega a sua 13ª edição, que ocorrerá de 7 a 11 de maio, no Centro Agrotecnológico de Palmas. A aquicultura esteve presente nas edições anteriores e desta vez não será diferente: em um espaço de 1.200 m² o público participante vai poder conferir além das palestras, à degustação de produtos a base de peixes nativos, e rodadas de negócios entre piscicultores e donos de fábrica de ração e frigoríficos. Nesse ano a rodada de compra e venda de produtos aquícolas contará com a presença de empresários de outros estados. No ano passado a iniciativa possibilitou uma movimentação de R$ 15 milhões em negócios. Uma das novidades dessa edição é que neste ano, com a liberação do lago Luis Eduardo Magalhães para a criação de peixes em tanques-rede, o evento contará com palestras específicas sobre o tema. Outra novidade é que haverá um espaço específico para que as empresas de aquicultura possam expor os seus produtos. A expectativa dos organizadores é de atrair um público de aproximadamente dez mil pessoas durante os cinco dias da feira. Para participar da AGROTINS 2013, os interessados devem procurar a comissão Organizadora da feira na SEAGRO, nos telefones (63) 3218-2136 e 3218-2112, ou através do e-mail: [email protected]

EWOS BR – O vigor do mercado aquícola brasileiro e os bons horizontes que permitem um crescimento sustentável, andam atraindo investidores estrangeiros de muito peso. De olho no mercado nacional de alimentos aquáticos, o Grupo EWOS, um gigante do setor, presente em diversos países, prepara a sua investida, e são grandes as chances da escolha do local para sua primeira unidade fabril recair sobre o Estado do Ceará.

ERRATA – A Instrução Normativa no 9 do IBAMA, que reconhece o tambaqui Colossoma Macropomum como espécie alóctone às águas naturais da Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia, e autoriza o seu uso na atividade de aquicultura em sistema de cultivo em tanques-rede nos reservatórios artificiais localizados ao longo do rio Tocantins, não foi assinada pelo Ministro Crivella e pelo presidente do IBAMA, conforme noticiado na edição anterior. Trata-se de uma Norma do IBAMA tendo sido, portanto, apenas assinada pelo seu presidente Volney Zanardi Júnior. A íntegra da Norma, que também proíbe o uso de híbridos interespecíficos na atividade de aquicultura na área de abrangência da Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia, pode ser baixada em www.panoramadaaquicultura.com.br/ in_09_2012.pdf

EQUIPAMENTOS USADOS – A Fazenda Baixadão localizada em Caconde, interior do estado de São Paulo, divisa com Poços de Caldas – Minas Gerais, está vendendo os seus equipamentos da piscicultura, com cozinha completa. Os equipamentos apesar de usados estão em bom estado de conservação. Para ter acesso à relação e os preços dos equipamentos, visite nosso site: www.fazendabaixadao.com.br – ou entre em contato no telefone: (11) 3027-3104 – falar com Raquel Barbosa.

TRATADOR FLUTUANTE – A Marcsystem (www.marcsystem.ind.br) empresa de Campo Mourão – Paraná, que trabalha há mais de dez anos com desenvolvimento de produtos que facilitem o dia a dia de seus clientes, traz para o mercado aquícola seu novo produto “Tratador flutuante para tanque-rede”, que proporciona menor estresse dos peixes durante a alimentação. Segundo a empresa, com o Tratador Eletrônico Marcsystem, os alevinos e juvenis que receberam 12 tratos ou mais por dia, melhoraram em 50% o ganho de peso. Quando é usado manualmente é possível fazer seis tratos por dia. A empresa acrescenta que com o equipamento programado para tratar várias vezes, o peixe faz uma digestão melhor da ração. “Nosso tratador flutuante tem um ótimo custo/benefício, pois economiza-se em mão de obra e em combustível. Além disso, há um menor desperdício da ração no barco e durante o tratamento, maior ganho de tempo na engorda de alevino e juvenil”, diz Toni Marcelo da Costa.

PERKINSUS – O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), através do Aquacen Saúde Animal, laboratório oficial central de sua Rede Nacional de Laboratórios (RENAQUA), localizado na Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais, identificou, pela primeira vez no Brasil, um protozoário que infecta moluscos denominado Perkinsus marinus. Por tratar-se de uma doença de notificação obrigatória, o comunicado foi enviado à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O Ministério decidiu restringir o trânsito de ostras da Paraíba para outras unidades da federação. O consumo de moluscos não fica comprometido em todo o País. “A doença não acomete seres humanos”, tranquiliza, o coordenador-geral de Sanidade Pesqueira do MPA, Eduardo Cunha. Produtores, entretanto, acharam que o fechamento do comércio de ostras em todo o Estado da Paraíba foi uma medida exagerada, já que o protozoário foi encontrado apenas em um estuário, do rio Paraíba, o mais poluído do estado, e não nos demais.

QUATRO VERDADES – Uma postagem com o assunto “as quatro verdades da aquicultura” feita no fórum da Sociedade Latino Americana de Aquicultura pelo Gerente de Operações da Ocean Farm (Equador), Samir A. Kuri chamou muito a atenção. Apesar de serem conhecidas de muitos, valem a pena serem lembradas: 1. A aquicultura é a atividade agroindustrial de maior crescimento no mundo e já ultrapassa 50% dos produtos aquáticos consumidos. Desde 1970 a atividade se mantém em expansão constante de 8,4% ao ano. 2. Num mundo em que a população cresce de maneira exponencial e com 87% dos estoques pesqueiros explorados ou esgotados, a aquicultura é a única alternativa para aumentar o fornecimento de pescado. 3. A China é o principal produtor de espécies aquáticas e concentra 61% dos produtos cultivados no mundo. No seu conjunto, a Ásia representa 91% da produção mundial. 4. Comparando com os produtos pecuários, a alimentação de peixes é a mais eficiente em termos de conversão. Para cada quilo de ração consumida, a exemplo do salmão do Atlântico, há um ganho de peso de um quilo se a alimentação for feita de maneira eficiente. O frango necessita de 3 a 5 quilos e o boi de 8 quilos para cada quilo de peso engordado.

NOVO COMANDO NO MARKETING – A Poli-Nutri Nutrição Animal começou 2013 com nova liderança na área de marketing. Luiz Antonio dos Santos, com experiência em marketing, comunicação e desenvolvimento de negócios nas áreas de nutrição animal, sobretudo equinos e pet, assumiu as operações de marketing da companhia, ligado à Gerência Nacional de Vendas. O executivo traz experiências vividas na MaltaCleyton do Brasil, Tereos Internacional e Brasimet Bodycote.

FARINHA DE TILÁPIA NA MERENDA ESCOLAR – Uma farinha com elevada fonte de proteína, produzida com tilápias, foi o resultado do projeto desenvolvido pelo curso de Mestrado em Ciência Animal do Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas (CCAAB) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Com a farinha foram feitos biscoitos e sopas, que tiveram avaliação positiva e grande aceitabilidade junto a estudantes do Instituto Federal de Sergipe, público-alvo do teste de degustação dos produtos. As tilápias utilizadas foram as que fugiram do padrão comercial, geradas na aquicultura na Bahia. O aproveitamento dos peixes que não chegam ao peso ideal de comercialização elimina o impacto ambiental causado pelo seu descarte, o que é bom, tanto para o piscicultor quanto para a sociedade. O trabalho recebeu o prêmio na área Tecnologia do Pescado, categoria oral.

NOVO PRESIDENTE NA FIPERJ – A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional realizou no dia 1 de fevereiro a cerimônia de posse de José Bonifácio Ferreira Novellino, como novo presidente da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro – FIPERJ. José Bonifácio Ferreira Novellino é economista formado pela UFF e nasceu em Cabo Frio (RJ), onde foi prefeito por duas vezes. Foi também vice-prefeito de Arraial do Cabo (RJ), gerente regional da CERJ na Região dos Lagos, deputado Estadual pelo PDT e presidente do Procon. O antigo presidente Marco Botelho assumiu a subsecretaria de pesca e aquicultura.

DOAÇÃO – A Maricultura Itapema fez uma doação de mil alevinos de bijupirá (Rachycentron canadum) para o projeto experimental de cultivo desse peixe, coordenado pela Secretaria de Pesca e Aquicultura de Angra dos Reis em parceria com a Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (FIPERJ).

PIRARUCU PERUANO – Em 2012, a exportação do pirarucu peruano registrou um crescimento de 314%, em comparação com o ano anterior, período no qual as remessas aumentaram de US$ 361.711 para US$ 1.498.764, de acordo com a Associação de Exportadores (Adex). O peixe, um dos principais produtos de exportação do Peru, tem os Estados Unidos como o principal mercado representando 82% das exportações (1.242.419 milhão de dólares) seguido pela China, com 9,9% das exportações (147.950 mil dólares), Indonésia, 2,5% (36.917 mil dólares) e Japão, 2,2% das exportações (32.362 mil dólares). O gerente de Servicios e Industrias Extractivas da Adex, Percy Sanchez disse que o pirarucu está se apresentando como um dos principais produtos de exportação do Peru, por ser uma das carnes mais procuradas dos restaurantes gourmet do mundo. “A carne do pirarucu, além de ser deliciosa, é muito maleável e, devido à sua textura suave e ausência de pequenas espinhas, pode ser usada ??em uma grande variedade de pratos”, afirmou, recomendando aos produtores de pirarucu que se associem na promoção dessa espécie nas várias feiras internacionais. 90 por cento do pirarucu exportado é sob a forma de filé e apenas 10 por cento em postas, anéis e apresentações diversas.

UNIDADE DE FLUXO CONTÍNUO – A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) teve projeto aprovado pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), com recursos que somam cerca de R$ 450 mil para implantação de um centro de pesquisas de piscicultura em sistema de fluxo contínuo de água. O centro, cujo objetivo é fortalecer a piscicultura da região do alto e médio São Francisco, poderá realizar estudos de avaliação zootécnica de algumas espécies nativas da bacia do São Francisco que tenham características promissoras para o cultivo intensivo. Serão realizadas pesquisas com espécies nativas e sistemas de produção de tilápia. A expectativa é trabalhar em convênio com a Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal de Viçosa (UFV), dentre outras instituições parceiras. O início da construção do centro está previsto para maio e a obra deve se estender até 2014.

LACQUA 2013 – A Sociedade Mundial de Aquicultura (WAS na sigla em inglês) reúne pesquisadores, produtores e prestadores de serviços da indústria aquícola. A WAS organiza anualmente reuniões mundiais e regionais tanto na Europa, América do Norte e na Ásia. Com o sucesso obtido nos últimos anos com o Capítulo Latino-americano e do Caribe (LACC) foi gerada a sinergia suficiente para a criação de um evento anual na região latino-americana e caribenha. O evento ganhou o nome de LACQUA. O LACQUA 2013 acontecerá na cidade de Villavicencio, na Colômbia, de 9 a 13 de outubro. A organização conta com o apoio da Universidade de los Llanos e, na ocasião, acontecerá paralelamente o Congresso Latino-americano de Peixes Nativos.

MORTALIDADE PRECOCE I – Uma das palestras mais procuradas no encontro de fevereiro da WAS realizado em Nashville, nos EUA, foi a do especialista em doenças de crustáceos cultivados, Dr. Donald Lightner, professor da Universidade do Arizona, que relatou o que o seu laboratório e toda a sua equipe sabem sobre a Síndrome da Mortalidade Precoce (EMS na sigla em inglês). Os primeiros casos aconteceram em 2009 em viveiros de camarão no sudeste da China. Em 2010 a doença surgiu nos viveiros de camarões no Delta do Mekong, no Vietnam e, em 2011 já estava na Malásia e na ilha de Bornéu, Em 2012 já deixou um rastro de prejuízo para os produtores no leste da Tailândia. A EMS afeta o Penaeus vannamei e o P. monodon, e tem duas fases: aguda e terminal. A fase aguda começa com a deterioração do hepatopâncreas. As células vitais vão morrendo e o órgão fica com a metade do seu tamanho normal. À medida que a doença progride para a fase terminal, o hepatopâncreas vai empalidecendo, do amarelo ao branco, com pontos pretos e estrias. Já a fase terminal é caracterizada pela enorme quantidade de Vibrio harveyi e V. alginolyticus. Detalhe: não existe teste molecular para a EMS, o que limita o diagnóstico da histopatologia. Segundo Lightner, trata-se de uma doença idiopática (de causa desconhecida), e não se sabe ainda ao certo se é de origem infecciosa ou tóxica, apesar de todas as indicações apontarem para uma doença infecciosa. Mesmo assim, o pesquisador não acredita que os vibrios sejam o agente primário causador porque eles somente se tornam dominantes como patógenos oportunistas na fase terminal.

MORTALIDADE PRECOCE II – Para os que sempre acham que a culpa está na ração, a equipe da Universidade do Arizona testou uma enorme variedade de alimentos de fazendas afetadas com a EMS e as rações parecem não ter nada a ver com isso, disse Lightner. No início se pensava também que a cipermetrina e pesticidas similares usados para matar vetores da mancha branca eram suspeitos de causar a EMS. Mas Lightner disse que seu laboratório perdeu um bom tempo estudando e fazendo testes em sistemas estáticos de renovação de água, adicionando no solo diferentes concentrações que variaram de poucas partes por milhão até muitas centenas de partes por milhão e “não conseguimos matar camarões nesses bioensaios”, disse o pesquisador.

MORTALIDADE PRECOCE III – Os testes realizados para agentes infecciosos têm sido negativos até o momento. A EMS aparentemente também não é causada por um vírus, e quanto à bactéria, ainda é um pouco cedo para afirmar. E sabemos também que não é causada por parasita. Então, muito do nosso trabalho nesta área tem mostrado resultados negativos até o presente. Para o futuro queremos trabalhar numa área chamada metagenômica onde poderemos comparar populações de bactérias de camarões afetados com camarões não afetados pela EMS. Temos umas poucas bactérias isoladas de camarões com EMS que queremos fazer estudos com desafios no laboratório para ver a possibilidade de alguma delas estarem relacionadas com a doença.

MORTALIDADE PRECOCE IV – Em 2012 a EMS causou perdas de centenas de milhões de dólares à indústria da carcinicultura na China e no Sudeste da Ásia. Se uma cura não for encontrada, os prejuízos podem chegar a um bilhão de dólares ainda este ano. Em sua conferência Lightner comentou ainda que é impossível avaliar as consequências, se a doença se espalhar pelo resto do mundo. Não existem estatísticas precisas sobre o real impacto da EMS sobre a indústria, já que muitas mortalidades provocadas pelo White Spot vírus e outras doenças virais e bacterianas provavelmente foram diagnosticadas erradamente como sendo a EMS. O fato é que o Vietnam parece ter sido o país mais duramente atingido, com mais de 80% das fazendas afetadas. No sudeste da China 60% das fazendas podem estar afetadas e na Malásia 50%. Na Tailândia estima-se que de 20 a 30% das camaroneiras já podem ter sido afetadas. Existe também informe não confirmado de EMS no sudeste da Tailândia perto da fronteira com a Malásia, e na ilha de Sumatra, na Indonésia. O tamanho do problema e da preocupação que a Síndrome da Mortalidade Precoce traz para a indústria mundial do camarão cultivado pode ser avaliada pelas instituições que estão apoiando os estudos da equipe do Dr. Lightner, descrita nos seus agradecimentos. A própria OIE (Escritório Mundial de Epizootia) que o levou ao Vietnam algumas vezes, o Departamento de Saúde Animal do Vietnam, algumas indústrias vietnamitas de ração, a CP Food, uma das maiores indústrias da Tailândia, o Banco Mundial, a GAA Global Aquaculture Alliance e, a FAO.

MORTALIDADE PRECOCE V – Alguns dias depois do evento de Nashville, Donald Lightner fez uma conferência em Guayaquil, Equador, e falou claramente para os produtores equatorianos: a atividade de mais alto risco com respeito à EMS é a importação de camarão vivo em qualquer estágio de vida – náuplio, larva ou reprodutores, apesar da EMS não ter sido detectada ainda nas Américas. Como não existe um teste molecular para o diagnóstico da EMS, até animais SPF devem ser considerados como de grande risco.

CAMARÕES HERMANOS – De nada adiantaram os alertas da Associação Brasileira dos Criadores de Camarão – ABCC, encaminhadas ao MPA por meio de correspondências e farto material bibliográfico que comprovam cientificamente a ocorrência de vírus altamente patógenos nas populações de camarões selvagens da Argentina. Segundo Itamar de Paiva Rocha, presidente da ABCC, o governo brasileiro se fez de mouco e, com base numa apressada Análise de Risco de Importação (ARI) feita pelo MPA, autorizou a entrada no Brasil desses crustáceos. Ainda segundo Itamar, “não resta a menor dúvida de que o Governo Brasileiro, por intermédio do MPA, está cometendo um grave equívoco que atende a interesses alhures, ao desconsiderar uma realidade amplamente conhecida, de que a introdução dos vírus que afetam os crustáceos de vários países teve origem nas importações de camarão de países afetados”.

IMPOSTO ZERO – O setor aquícola, como de resto todos os setores envolvidos com os produtos da cesta básica brasileira, foi pego de surpresa em 8 de março último, com a assinatura da Presidente Dilma Rousseff, da Medida Provisória que desonera produtos da cesta básica, aí incluindo a maior parte do pescado consumido pelo brasileiro, cuja alíquota do PIS-COFINS caiu de 9,25% para zero. Ainda é cedo para as avaliações deste benefício, mas uma coisa é certa: o setor aquícola deve comemorar, e muito!

ERIC ROUTLEDGE – O Ministério da Pesca e Aquicultura e praticamente toda a academia brasileira que se dedica à pesquisa em aquicultura perdem bastante com a saída de Eric Routledge, que nos últimos 10 anos ocupou o cargo de Coordenador Geral de Novas Tecnologias do ministério. O talento e sensibilidade de Eric Routledge permitiu que a academia brasileira avançasse bastante nos últimos anos, trazendo enormes benefícios para o setor. O que se espera é que Eric possa continuar contribuindo à frente da Chefia de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Tocantins, seu novo desafio profissional.

AMAPÁ EM CRISE – A piscicultura no Estado do Amapá passa por um momento de grave crise institucional com o imbróglio em torno da Lei Nº 1.876/2011, do Município de Macapá, que dispõe sobre a regularização e licenciamento da atividade. Ao ser sancionada em 15 de julho de 2011, a Lei permitiu que o Estado, que contava apenas com três empreendimentos aquícolas licenciados, passasse a ter 76, só não atingindo a meta estabelecida pelo então Coordenador Municipal de Aquicultura, Emmanuel Brito, de 150 licenças emitidas ao final de 2012, porque a promotoria de Meio Ambiente do Estado tornou nula a Lei por entender que ela estimula o uso das APPs para a construção de viveiros, o que é veementemente contestado pelo setor produtivo local. O fato é que a emissão das licenças está suspensa, nenhum crédito é fornecido para quem quer produzir pescado cultivado e um horizonte cinzento é o que enxergam os produtores de Macapá e dos municípios de Oiapoque, Laranjal do Jarí, Santana, Mazagão, Ferreira Gomes e Porto Grande, onde a Lei também foi sancionada. Os produtores pedem ajuda e merecem ser ajudados pelas autoridades federais que têm o dever de fomentar a piscicultura no País.

NOVO CLARIAS – Agora é oficial: o MPA informa que o Clarias gariepinus, peixe até então chamado de bagre africano, deve ser chamado a partir de agora de “clarias”. Segundo o pesquisador da APTA Pirassununga, Fábio Sussel, um dos segredos para a qualidade da carne do clarias é uma eficiente sangria, seguido de posterior lavagem em água fria do filé. “Por ser um animal “pulmonado”, apresenta quantidade de sangue bem superior aos demais peixes. Para terem uma ideia, um animal de 6 kg fica em torno de 1 minuto “esguichando” sangue quando é feito um corte na base da nadadeira caudal”, diz Fábio. O peixe que morre sem ser sangrado ficará com gosto forte na carne. O filé, após lavado em água corrente, fica rosado e muito bem apresentável.