NOTÍCIAS & NEGÓCIOS – edição118

AQUACIÊNCIA 2010 – Promovido pela Sociedade Brasileira de Aquicultura e Biologia Aquática (AQUABIO), o AquaCiência 2010, em sua quarta edição, será realizado em Recife, PE, no período de 12 a 15 de setembro, nas dependências do Mar Hotel, na Praia de Boa Viagem, localizado a 400 m da praia de Boa Viagem e a 3 km do aeroporto. O AquaCiência é o principal evento científico da aquicultura brasileira e objetiva discutir os recentes avanços tecnológicos ligados à aquicultura e biologia aquática, como forma de contribuir para aumento da produção de pescado dentro dos princípios da sustentabilidade. O evento contará com a participação de conferencistas nacionais e internacionais, sendo abordados temas relativos às principais cadeias produtivas da aquicultura, além da apresentação de trabalhos científicos. O AquaCiência 2010 seguirá o mesmo estilo das edições anteriores, entretanto devido a limitação de espaço, o número de inscrições está limitado a 800 participantes. Dentre os convidados estrangeiros já estão confirmados os nomes dos Drs. Nigel Preston (CSIRO, Austrália), que falará sobre o “Status da aquicultura mundial e novas tecnologias”, e Peter Bossier (Ghent University, Bélgica), que abordará o tema “Microbiologia aplicada a larvicultura de peixes e crustáceos”. Nesta edição, a organização do AquaCiência está nas mãos do Departamento de Pesca e Aquicultura da UFRPE. Maiores informações em www.aquaciencia2010.com.br

INOVAÇÃO – A Algomix lançou recentemente uma inovação em rações para reversão sexual de tilápias. Segundo o diretor comercial da empresa, Saul  Jorge Zeuckner, trata-se de um processamento diferenciado para a ração, que visa obter um produto com maior digestibilidade e possibilitar melhores resultados de reversão sexual, já que as pós–larvas alimentam-se de maneira mais eficiente, promovendo melhores índices de reversão, melhor ganho de peso e principalmente melhor padronização dos lotes. “A técnica de produção da ração Algomix peixes 50% e 42%, para reversão sexual de tilápias, passa por sete etapas de processamento, incluindo, três moagens separadas, extrusão e cozimento, adicionamento de vitaminas e embalagem”, diz Saul Jorge. “Esse processo novo no Brasil proporciona um resultado fantástico, tornando o produto mais digestível, maior flutuabilidade, e principalmente melhor reversão sexual”, completa. A Rações Algomix investe também em uma formulação diferenciada, colocando matérias primas selecionadas e inovadoras, que permitem ótimos resultados, afirma o diretor.

FENACAM 2010 – Os aquicultores brasileiros têm encontro marcado na FENACAM 2010, que se realizará de 7 a 10 de junho próximo, no Centro de Convenções de Natal – RN. As oportunidades de mercado, os avanços tecnológicos e o desenvolvimento do setor aquícola brasileiro serão assuntos a serem abordados no evento, que terá como tema central “Aquicultura: a alternativa para o aumento da produção de pescados no Brasil” e deve reunir 800 participantes, entre empresários, técnicos, professores, pesquisadores e estudantes. Serão 24 palestrantes nacionais e internacionais e serão apresentados ainda cerca de 100 trabalhos técnicos científicos. Dentro da sétima versão da FENACAM serão realizados o VII Simpósio Internacional de Carcinicultura, o IV Simpósio Internacional de Aquicultura, a VII Feira Internacional de Serviços e Produtos para Aquicultura e o VII Festival Gastronômico de Frutos do Mar. As inscrições podem ser feitas através do site www.fenacam.com.br

WAS 2011 – A cidade de Natal vai receber em 2011 o evento anual da Sociedade Mundial de Aquicultura (WAS), que acontecerá juntamente com a VIII FENACAM. O executivo da FENACAM, Paulo Henrique Nunes, foi a San Diego (EUA) para fazer contatos com empresas americanas, e algumas já sinalizam com o patrocínio para o evento que pela segunda vez acontecerá no Brasil. O Comitê Organizador do WAS 2011 se reunirá durante a FENACAM deste ano. Os brasileiros que fazem parte da organização são: Ricardo C. Martino, Wagner Valenti, Eduardo Ono, Eudes Correia, Patricia Valenti, Luis Andre Sampaio, Eric Routledge, Marcos Rogerio Camara, Alexandre W. Wainberg, Karina Ribeiro e Felipe Ribeiro. A indústria será representada por João Manoel C. Alves, da empresa Guabi.

EUA REDUZEM TAXA – O Departamento de Comércio dos Estados Unidos (DOC) reduziu para 7,05% a taxa antidumping imposta ao camarão nacional exportado para o mercado americano. Em dezembro do ano passado, o DOC anunciou margem de dumping de 10,4% para o camarão vendido pelo Brasil, resultado da média aplicada a duas empresas nacionais investigadas no processo. Os advogados da Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC) pediram revisão das taxas e o pedido foi aceito. Segundo o presidente da ABCC, Itamar Rocha, a redução da sobretaxa vai ajudar os exportadores a recuperar suas perdas e recoloca o Brasil na disputa com os demais países também acusados no processo, mas que receberam taxas bem menores.

PARABÉNS – O Instituto de Pesca comemorou no dia 8 de abril os 41 anos de atividades. As pesquisas são mantidas pelo Governo de São Paulo, por meio da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

CUSTO DE PRODUÇÃO – Acaba de ser lançada a publicação com CD “Planilhas para Cálculo do Custo de Produção de Peixes em Tanques-rede” de Luiz Marques da Silva Ayroza, Jorge de Matos Casaca e Maria Inez Espagnoli G. Martins. A publicação, patrocinada pela Guabi e a Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (FUNDAG), tem por objetivo munir os profissionais e produtores da área de piscicultura, de um instrumento simples e prático para análises técnicas e econômicas que envolvem a criação de peixes em tanques-rede. Para isto, foi elaborado um programa que serve para analisar a rentabilidade de projetos novos e em andamento. O programa é um arquivo denominado Custo de Produção de Peixes em Tanques-rede, desenvolvido com a planilha eletrônica Excel. Apresenta pastas para entrada de dados e execução dos cálculos, dentre elas: informações da propriedade; investimentos nos tanques-rede; investimento na estrutura de fixação; investimento em equipamentos e acessórios; outros investimentos; cálculo do custo de produção; cálculo da receita bruta e indicadores técnicos e econômicos. Além do CD com o programa, o usuário conta com um manual que traz orientações para o correto preenchimento da planilha. Custa R$ 40,00 e informações para compra podem ser obtidas no www.fundag.br ou no tel (19) 3233-8035.

MACROALGAS MARINHAS – O agrônomo Francisco Zuza de Oliveira, 61, novo presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), anuncia que o Ceará produzirá carragenana, substância extraída de macroalgas marinhas utilizada na indústria alimentícia a partir das algas que serão cultivadas ao longo do extenso litoral do Estado, num negócio que poderá empregar cerca de 3 mil pessoas. Serão sete pólos de produção de algas: em Camocim, Acaraú, Trairi, Paracuru, São Gonçalo do Amarante, Aracati e Icapuí, e serão selecionados mil algicultores que constituirão, inicialmente, 20 condomínios, cada um com 50 algicultores. Cada algicultor terá três balsas, nas quais serão penduradas redes que receberão as mudas de algas. Completado o ciclo de produção, de 35 a 45 dias, as algas serão colhidas e depois submetidas ao processo de secagem. Estima-se que cada algicultor produzirá, mensalmente, 4 toneladas de alga úmida que lhe darão uma renda mensal líquida de R$ 700. Hoje, a produção mundial de carreganana é de 1,6 milhão de toneladas. Os principais produtores são as Filipinas, a Indonésia e a Tanzânia. O mercado mundial de carragenana movimentou em 2008 US$ 600 milhões. O Brasil, que produziu no ano passado de 2009 apenas 48 toneladas de carragenana, tem uma demanda anual de 1.276 toneladas, 90% das quais produzidas em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraíba. A Biomar, empresa que produz macroalgas e carragenana no Rio de Janeiro está indo para o Ceará, onde já se comprovou que a produção é maior do que nas águas fluminenses. A unidade industrial da Biomar será instalada em Chorozinho.

BALANÇA 2009 – O resultado da Balança Comercial do Pescado em 2009 foi divulgado pela Coordenação-Geral de Comercialização e Promoção Comercial do Ministério da Pesca e Aquicultura. No acumulado do ano as exportações brasileiras totalizaram US$ 169 milhões, o equivalente a 30 mil toneladas, e as importações foram de US$ 688 milhões, equivalentes a 230 mil toneladas. Em valor o sado negativo foi de US$ 519 milhões, e em peso foi de (-)200 mil toneladas de pescado. Para os analistas do MPA a tendência de déficits a partir de 2006, após cinto anos seguidos de superávits (2001 a 2005) decorre do “aumento das importações de pescado no período, conjugado com a diminuição das exportações do pescado brasileiro, que foram afetadas principalmente pela amplitude da variação do câmbio no período, e pela produção ainda insuficiente”. O caminho pra reverter esse quadro é a produção via aquicultura. E não tem outro.

MÁQUINAS DE MARICULTURA – Maricultores de Florianópolis utilizaram máquinas/protótipos desenvolvidas a partir de um convênio firmado entre o Instituto de Geração de Oportunidades de Florianópolis (IGEOF/PMF) e o SEBRAE/SC, como parte do projeto de mecanização na maricultura promovido pelo Arranjo Produtivo Local – APL ostras. O objetivo é aumentar a produtividade, melhorar a qualidade das ostras produzidas, e tornar o trabalho da maricultura mais qualificado, abrindo demandas para os setores projetistas, oficinas construtoras de máquinas e técnicos. Os equipamentos são compostos por lavadora de ostras, uma classificadora, debulhadora de mexilhões e trituradora de conchas. Para que fossem utilizados pelas associações, as máquinas foram primeiramente cedidas aos maricultores para que fossem avaliadas. Após a fase de testes os maricultores apresentaram ao IGEOF um relatório técnico para adequações e, a partir disso, foi firmado um termo de cooperação técnica entre as partes que permite que os equipamentos sejam utilizados por diversas associações. No decorrer desse processo, alguns produtores já construíram suas próprias máquinas, inspiradas nos protótipos.

OSTRAS NATIVAS I – O Governo Federal aprovou o cultivo de ostras em mais quatro áreas do município de Guaratuba, no litoral do Paraná. Também foram aprovadas duas áreas na baía de Paranaguá. Todas destinadas ao cultivo de ostra nativa. A licitação nacional foi realizada pelo MPA e os resultados foram publicados no Diário Oficial da União do dia 23 de março. Das áreas licitadas em Guaratuba duas ficam no Cabaraquara, uma no Barigui e uma na Ilha da Pescaria. As áreas foram conquistadas pela Aguamar (Associação Guaratubana de Maricultores) e pela Addehguare (Associação de Defesa dos Direitos Humanos e Desenvolvimento dos Moradores Tradicionais de Guaratuba e Região). Os cultivos vão beneficiar 25 famílias.

OSTRAS NATIVAS II – A Prefeitura Municipal de São Francisco do Sul – SC está repovoando a baía da Babitonga com 300 mil sementes de ostras nativas da espécie Crassostrea brasiliana. O trabalho desenvolvido pelas secretarias de Meio Ambiente e de Agricultura e Pesca, em parceria com a Univille, a UFSC e a Colônia de Pescadores Z-02, objetiva impulsionar a maricultura local e conservar os bancos naturais de ostras, explorados ao longo do tempo. As ostras serão cultivadas por 30 novos ostreicultores da Associação de Aquicultores Comunitários de São Francisco do Sul, com apoio técnico das universidades. As sementes foram produzidas em laboratório com matrizes de ostras provenientes da própria baia da Babitonga.

POLI-NUTRI EM LAJEDO – A cidade de Lajedo, em Pernambuco, foi escolhida para sediar a mais nova unidade de distribuição da Poli-Nutri. Com este novo centro de distribuição, a empresa pretende ampliar o acesso às melhores matérias-primas, rações prontas, núcleos e premixes aos clientes de Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia. A escolha do local levou em conta a proximidade com o Porto de Suape para a importação de matérias-primas utilizadas na nutrição animal. Ao estruturar um novo centro de distribuição próximo aos produtores do Nordeste, a Poli-Nutri permitirá o fornecimento de matérias-primas para todos os que enfrentam dificuldade na aquisição de pequenos lotes de ingredientes fundamentais para a composição das formulações destinadas à nutrição animal. A nova unidade reforça a presença de duas décadas da Poli-Nutri na Região Nordeste, consolidada pela instalação da unidade cearense de Eusébio, em operação desde 2006.

CAÇÃO DE ESCAMA – O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) está viabilizando a capacitação de pescadores artesanais para o cultivo e produção do bijupirá nas comunidades pesqueiras de Brasília Teimosa, Piedade e Barra de Jangada, na Região Metropolitana do Recife. O projeto “Cação de Escama” tem investimentos de R$ 1,7 milhão destinados a implementação da infraestrutura e comercialização do peixe. Inicialmente 120 pescadores serão treinados pelo Departamento de Pesca e Aquicultura da Universidade Federal Rural de Pernambuco (Depaq/UFRPE). A primeira fase do projeto, iniciada há um ano, selecionou a área adequada ao cultivo com o licenciamento ambiental e recrutou os responsáveis pela implantação do projeto. Os equipamentos, que passaram por licitação pública, foram adquiridos de uma empresa chilena e custaram cerca de R$ 600 mil. A estrutura conta com gaiolas, cabos, âncoras, sistema de redes e uma lancha para o transporte da equipe. De acordo com Santiago Hamilton, membro do Depaq/UFRPE e coordenador do projeto, o objetivo é incentivar a produção dessa espécie e fazer com que os pescadores desenvolvam um sistema de rodízio para aprender o cultivo. Quatro gaiolas serão instaladas em alto-mar a cerca de oito quilômetros em linha reta da costa do Recife, em frente à praia de Boa Viagem. Cada compartimento terá capacidade de 1,2 mil metros cúbicos e a estimativa de produção é de 10 quilos/metro cúbico. O projeto conta com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Odebrecht e Instituto Agronômico de Pernambuco (Ipa).