Notícias & Negócios – edição 123

WAS EM NATAL – O World Aquaculture Society (WAS), o maior encontro da aquicultura mundial, que reúne uma feira de negócios e congressos de diversos segmentos será realizado esse ano no Brasil, entre os dias 06 e 10 de junho, junto com a VIII
FENACAM – Feira Nacional do Camarão, evento tradicional do setor no Brasil, e que acontece anualmente em Natal – RN. Para que tudo dê certo no WAS 2011 o comitê organizador do evento já esteve no Centro de Convenções de Natal, para vistoriar o espaço de 4 mil m² de feira, onde cerca de 120 empresas do Brasil e de outros países, já reservaram estandes para expor seus produtos e serviços voltados para o mercado da aquicultura. No Centro de Convenções um espaço será dedicado à apresentação de trabalhos técnico-científicos, envolvendo um auditório para as palestras do VIII Simpósio Internacional de Carcinicultura e mais doze salas para a realização de workshops. O programa técnico vai debater os diversos aspectos do tema escolhido para o WAS 2011/FENACAM: “Aquicultura para um mundo em transformação”. De acordo com Wagner Valenti e Ronaldo Cavalli, membros do Comitê Científico, foram mais de 1.100 resumos submetidos. Estão sendo esperados 4,5 mil congressistas vindos de todo o mundo. Dentre os palestrantes confirmados para o evento, merece destaque George Chamberline, presidente da Aliança Global de Aquicultura e produtor de camarão na Malásia. Os participantes brasileiros devem fazer as inscrições através do site: www.fenacam.com.br e os estrangeiros pelo site: www.was.org. O ingresso para o evento inclui entrada para todas as sessões, workshops e a feira de negócios, além de entrada para a solenidade de abertura e as recepções. Estudantes terão ainda a entrada gratuita para a festa dos estudantes. Mas, atenção: após o dia 1 de maio não serão mais aceitas inscrições via internet.

SEM FRONTEIRAS – A Guabi, uma das maiores empresas de nutrição para aquicultura doou para a ONG “Aquaculture without Frontiers – AwF” (www.aquaculturewithoutfrontiers.org), 30kg de filés de camarão (caldas) para serem rifados durante o evento. De acordo com o técnico responsável pela área de aquicultura, João Manoel C. Alves, a Guabi não pode ficar alheia ao trabalho que vem sendo realizado por esta ONG em comunidades carentes ligadas a aquicultura em diversos países. As rifas, que custarão R$ 10,00 cada, serão vendidas durante o WAS/FENACAM 2011 pelo Comitê de Estudantes do evento.

NOVA TECNOLOGIA – Cientistas do Institute for Agri-Food and Land Use da Queen’s University, em Belfast, Irlanda, desenvolveram uma nova tecnologia que avalia de forma rápida e segura se moluscos estão livres de toxinas e seguros para consumo. O novo monitoramento das toxinas potencialmente perigosas em moluscos é mais rápido e confiável do que os métodos usados até então. O método tradicionalmente usado precisa de dois dias de análise, enquanto o novo teste, que usa um bio-sensor para detectar diminutas quantidades de proteína, precisa de apenas 30 minutos para fornecer resultados confiáveis. De acordo com o coordenador do projeto, o professor Chris Elliott, diretor do Instituto, “as toxinas excretadas pelas algas, e que estão concentradas em mariscos, são uma grande ameaça para a saúde dos consumidores, e podem levar a grandes perdas econômicas na aquicultura”. Para Elliott, há evidências crescentes de que as alterações climáticas podem causar episódios tóxicos em todo o mundo, que resultam no fechamento das áreas afetadas de cultivo de mexilhões, ostras, mariscos e vieiras. O teste está sendo desenvolvido como parte de projeto BioCop, que está sendo conduzido pela Queen’s University, e inclui a participação de 32 parceiros internacionais de pesquisa e da Comissão Europeia.

ÁGUAS DE CHAPECÓ 
– A nova estação de piscicultura de Chapecó, que está sendo construída próximo à barragem Foz do Chapecó, e será voltada para o desenvolvimento da piscicultura na região, é resultado de um convênio firmado pela Fundação Universitária do Desenvolvimento do Oeste (Fundeste), com o Ministério da Pesca e Aquicultura. Com investimento de R$ 2,94 milhões, essa unidade terá 40 mil m2 de área alagada, às margens do rio Uruguai. Atualmente já estão concluídos 25 viveiros que serão destinados ao desenvolvimento de tecnologia. Outros 45 viveiros serão construídos para que sejam utilizados na reprodução e larvicultura. A conclusão das obras das instalações do laboratório de reprodução, bem como escritório, auditório, e alojamento para 24 pessoas, está prevista para março, enquanto o término total das obras da estação de piscicultura está previsto para junho de 2011, embora o convênio com o Ministério da Pesca e Aquicultura tenha seu prazo até dezembro de 2011. Dos R$ 2,94 milhões de investimentos previstos no convênio, R$ 2,30 milhões são advindos do MPA enquanto que a contrapartida de R$ 643,3 mil é de responsabilidade da Fundeste.

NUTRIAD EM NOVO ENDEREÇO – Dando continuidade ao seu plano de desenvolvimento para o mercado brasileiro, a Nutriad Nutrição Animal (www.nutriad.net) empresa belga presente em 80 países, anuncia mudança de endereço. Segundo o diretor geral da empresa Marcelo Manjabosco Nunes o novo escritório oferecerá melhor infra-estrutura, novas salas de reunião e instalações amplas e modernas, condizentes com o crescimento da Nutriad aqui no Brasil. “A ideia é criar um ambiente onde a comunicação e transparência sejam valorizadas,” comenta Marcelo. Anote aí: Nutriad Nutrição Animal Ltda – Av. Dr. José Bonifácio Coutinho Nogueira, n° 214, Cj. 242 – Cond. Spot Galleria – B. Jardim Madalena, Campinas, SP CEP: 13091-611. Os números de telefone (19 3206-0199), fax (19 3207-0770) e o e-mail [email protected] continuam inalterados, assim como todos outros dados cadastrais da empresa.

TAMBAQUICULTURA SUSTENTÁVEL – O cultivo do tambaqui de tamanho pequeno, conhecido como curumim, possibilitou a mudança da conduta extrativista para a produtiva nas seis comunidades da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé, fato que se deu a partir da implementação do projeto da pesquisadora e professora do Departamento de Ciências Pesqueiras da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Ana Cristina Belarmino de Oliveira. Segundo Ana Cristina, a experiência foi inédita, pois, até então, coletava-se em campo e pesquisava-se em laboratório, sem nenhum relacionamento com as comunidades rurais. “A partir da integração com esse público, percebi que a pesquisa só é realmente produtiva quando se consegue interagir com quem precisa do conhecimento e das informações geradas”, afirmou a professora. Nesse sentido, a pesquisa intitulada “Aspectos socioeconômicos do cultivo comunitário do tambaqui (Colossoma macropomum) em tanques-redes, como alternativa produtiva sustentável da reserva RDS do Tupé”, visou avaliar os aspectos socioeconômicos do cultivo da espécie amazônica numa Unidade Familiar de Produção (UFP). “Experimentos para determinar a densidade e a viabilidade econômica, dentre outras ações acadêmicas, serviram de indicativos que possibilitaram mensurar a quantidade de tanques necessários para viabilizar economicamente a criação da espécie em uma determinada comunidade”, explicou a professora, que conseguiu a aprovação de sete projetos para o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica, congregando estudantes das escolas comunitárias.

ARENALES NO GUINNES – O Laboratório Veterinário Homeopático Fauna & Flora Arenales (www.arenales.com.br), de Presidente Prudente, São Paulo, entrará para o Livro dos Recordes Guinnes do Rank Brasil como a primeira empresa a fabricar em escala industrial medicamentos homeopáticos destinados a animais, maior número de remédios fabricados e mais ampla empresa do setor. “Entrar para o Guinnes Brasil será apenas o primeiro passo da nossa caminhada, pois depois da audição do Rank Brasil, pretendemos entrar efetivamente para o Livro dos Recordes Mundial”, diz entusiasmada, Maria do Carmo Arenales a fundadora e diretora geral do laboratório.

INTERESSE POR MACROALGA – Representantes da FMC Agricultural Products, uma empresa que pesquisa e desenvolve tecnologias para indústria de medicamentos, alimentícia, têxtil, de baterias, de construção, de vidro, cerâmica, de plástico, além do setor agrícola, visitaram Florianópolis para conhecer a pesquisa de produção da macroalga vermelha em Santa Catarina, desenvolvido pela Epagri/Cedap e UFSC. Para o diretor de pesquisa da Epagri, Luiz Antonio Palladini, o interesse da multinacional reforça a importância da pesquisa, que é viabilizar inovações buscando novas alternativas para os produtores. O interesse da FMC está na carragenana, matéria-prima extraída da alga, utilizada como espessante e estabilizante. O Estado de Santa Catarina espera liberação ambiental do Ibama para o cultivo da macroalga, atualmente concedida apenas a algumas áreas do litoral de SP e RJ. Segundo o pesquisador da Epagri/Cedap Alex Alves dos Santos, a partir da licença concedida, Santa Catarina tem a perspectiva de iniciar uma nova cadeia produtiva e de dar aos maricultores uma nova alternativa de trabalho e renda. “Ter um comprador para essa produção, como é o interesse da FMC, é uma garantia a mais para o produtor”, disse Alex.

10 MIL OSTRAS POR DIA – Uma unidade de depuração de moluscos com capacidade para beneficiar até 10 mil ostras vai garantir qualidade ao produto produzido no Estado de Alagoas. A unidade construída com apoio da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID) é a única no Brasil e foi instalada no município de Coruripe, no litoral Sul do Estado. De acordo com o superintendente da Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (SEAGRI), Edson Maruta, a unidade tem o Selo de Inspeção Estadual (SIE) e está pleiteando o Selo de Inspeção Federal (SIF), para que possa enviar um produto seguro e sem risco nenhum para a saúde humana a todos os estados do Brasil. A depuradora de ostras recebeu 300 mil dólares de investimentos da AECID, entidade que faz parte do governo espanhol e é vinculada ao Ministério de Relações Exteriores. O projeto tem como parceiros, além do governo do Estado e da AECID, a Prefeitura de Coruripe, o Instituto Ambiental Brasil Sustentável (IABS) e o Sebrae/AL.

PARABÉNS! – A Engepesca Ltda. (www.engepesca.com.br), pioneira no ramo de telas para aquicultura comemora esse ano o seu 25o aniversário. A empresa que ajudou na construção do sucesso da aquicultura em nosso país tem no comando o engenheiro de pesca Philip Conolly, que durante todo esse período reuniu forças e enfrentou desafios para sempre oferecer ao setor novos produtos destinados à captura e manuseio. O atendimento com qualidade e agilidade somado à responsabilidade técnica sempre foi o principal foco de atenção da Engepesca, assim como a diversificação dos seus produtos. Philip revela que a fórmula para conquistar e manter clientes é se antecipar ao mercado, se baseando em informações sobre onde está o aquicultor e o que ele necessita. “O relacionamento com o cliente e com o fornecedor é muito importante”, afirma. A Engepesca foi fundada em 1986, na cidade de Itajaí, Santa Catarina, com o objetivo de projetar e construir redes de primeira linha para a aquicultura, pesca industrial e projetos especiais. Hoje, ao completar 25 anos de mercado, a empresa é ponto de referência para aquicultores de todas as regiões do Brasil, seja por seus produtos, projetos ou serviços. Como planos para o futuro, Philip conta que sua meta é sempre a expansão da sua clientela, que hoje soma cerca de 7500 pessoas em todo Brasil e no exterior, além de que quer preparar as gerações futuras para dar continuidade ao trabalho iniciado por ele.

CAMARÃO ORGÂNICO – A Nutrimar Pescados, localizada em Aracaú (CE), preocupada em agregar valor ao seu produto, dedica ao cultivo orgânico 10% da sua produção total de 8 mil toneladas de camarões anuais. “A valorização dos orgânicos é de pelo menos 40% mais que os convencionais”, diz Ribeiro, um dos sócios da empresa, que pleiteia desde 2009 no Instituto de Propriedade Industrial (INPI) o selo de Denominação de Origem Comprovada (DOC). “Acreditamos que temos capacidade para produzir camarões de forma sustentável e ao mesmo tempo estimular a economia local. Isso não é extrativismo”, explica. A Nutrimar acompanha, orienta e compra a produção total de 32 produtores locais, mas o cultivo orgânico está centralizado na fazenda própria. Os orgânicos são produzidos exclusivamente para exportação, mas a popularização do camarão entre os brasileiros pode acelerar o processo de inserção do produto orgânico no mercado doméstico.

FLEXIBILIZAÇÃO AMBIENTAL – O Estado do Ceará quer incentivar a criação intensiva de camarão em áreas de salinas, áreas de salgados, áreas de apicuns, áreas de restinga, em toda e qualquer área adjacente aos manguezais, rios, lagoas e dunas, respeitando as Áreas de Preservação Permanente (APP´s). Para isso está em debate na Assembleia Legislativa um projeto-de-lei que discute a instalação de empreendimentos nessas áreas, mas que proíbe o cultivo em áreas de manguezais e em Áreas de Preservação Permanente, respeitando todos os limites da legislação ambiental.