Notícias & Negócios – Edição 13

AMBICIOSO – Será implantado na Estação Experimental de Piscicultura de Pindamonhangaba do Instituto de Pesca – SP, o Centro de Carcinicultura do Vale do Paraíba. O projeto já está pronto e a verba já foi arrumada. Lá serão implantados 6 ha de viveiros utilizando os sistemas mono, bi, tri e polifásico e contará com laboratório de larvicultura (o segundo do Instituto de Pesca), fábrica de ração, unidade de processamento e conservação, auditório para cursos, alojamentos para estagiários, etc. Os objetivos são: funcionar como pólo difusor de tecnologia ( o segundo pólo do estado, sendo o outro no Vale do Ribeira pertencente a iniciativa privada), formar mão-de-obra especializada através de uma fazenda-escola, fornecer orientação aos produtores, fornecer pós-larvas, ração e espaço para estocagem, além de auxiliar na comercialização.

MEXILHÕES – O Laboratório de Mexilhões da Universidade Federal de Santa Catarina, à frente os Profs. Jaime Fernando Ferreira e Aimê Rachel M. Magalhães, realizou em conjunto com o Projeto Larus da mesma universidade, um vídeo de 18 minutos de duração onde o cultivo é visto na prática além de mostrar aspectos da biologia dos mexilhões. Os interessados poderão obter uma cópia da fita bastando que escrevam para o Projeto Larus da UFSC. End: Campus Universitário – Trindade, Caixa Postal 476, Cep 89049, Florianópolis, SC. É necessário enviar uma fita virgem. Para maiores informações ligar para (0482) 31-9302.

BRASILEIROS NO CHILE – O Chile parece estar cada vez mais estreitando seus laços com o Brasil. Recentemente, de 7 a 10 de setembro último, os pesquisadores Dalton J. Carneiro, Alberto M. Miyasaka (ambos da UNESP), Elisabete M. Viegas, Emílio Contreras Guzmán, Silney N. Martins (UNICAMP), Manoel Pereira Filho (INPA), Airton Luiz Vieira (IPESCA) e Priscila Vieira (U. F. Viçosa) participaram do V Simpósio Internacional de Alimentação e Nutrição de Peixes. Os trabalhos científicos apresentados no Simpósio foram predominantemente sobre Salmonídeos. Os pesquisadores brasileiros, entretanto, despertaram interesse da comunidade mundial presente, com dados de peixes tropicais nativos do País, entre os quais o pacú e o tambaqui.

CHINESES NO PARANÁ – O Paraná está sendo visitado por uma missão chinesa da Província de Shejiang localizada ao Sul do Estado de Xangai, com costa para o Pacífico. Esta província possui 65% de seu território ocupado por montanhas e mesmo assim ocupa o terceiro lugar na produção aqüícola chinesa. A população é de 43 milhões de habitantes, com consumo de 35 kg de pescados/pessoa/ano. A sua área total alagada é de 3.270.000 ha, com 2.240.000 ha bons para piscicultura, mas “somente” 240.000 ha são utilizados para esta finalidade. Em 1991 produziram 4 bilhões de alevinos. Os peixes são estocados com 15 cm e normalmente é utilizado 15.000 peixes/ha. A produtividade é, em média, 6.300 kg/ha/ano nos viveiros, 750 kg/ha/ano nos lagos e rios, 1.500 kg/ha/ano nas regiões montanhosas e 225 kg/ha/ano nas represas. O cultivo em tanques rede soma hoje 133 ha. Os aeradores são utilizados em 80 a 90% das propriedades e o consorciamento com gado, suíno e aves é uma regra. Com uma mesma espécie de peixes é possível fazer aproximadamente 500 diferentes pratos, o que aumenta o consumo. Os chineses de Shejiang, estão fazendo uma joint-venture com uma empresa de Paranaguá e com o Governo do Estado do Paraná., e trarão consigo tecnologia e equipamentos.

MATRINCHÃ – Encontra-se em desenvolvimento no CEPTA, Pirassununga – SP, um estudo pioneiro sobre o crescimento do matrinchã (Brycon cephalus). Os exemplares, objeto da pesquisa, foram produzidos naquele Centro, por hipofisação, em dezembro de 1991. Como se sabe a propagação artificial desta espécie ainda é problemática no que se refere a sobrevivência de larvas devido ao canibalismo, e estudos deverão ser realizados de forma exaustiva no sentido de aumentar a oferta de alevinos. Teste de engorda com rações elaboradas com fonte protéica de origem animal (farinha de peixe) e vegetal (farelo de soja) estão sendo conduzidos. Os resultados finais serão conhecidos em dezembro após um ano de experimento e, peixes estocados na densidade de 1 peixe para cada 2 m2, alcançarão seguramente peso médio superior a 1 kg. Este trabalho também visa gerar conhecimentos que possam ser aplicados a sua congênere piracanjuba, extinta no Rio Mogi Guassu e que o CEPTA pretende em breve atuar na reintrodução na Bacia Mogiana.

BANESPA – Durante o VII SIMBRAQ, o BANESPA, através de sua Diretoria de Operações de Desenvolvimento, reafirmou estar cumprindo as metas do Fórum Paulista de Desenvolvimento, estimulando a aqüicultura com programas de longo prazo, principalmente no Vale da Ribeira e Pontal do Paranapanema. De acordo com o Dr. Sinézio Jorge Filho, Diretor do DIROD, já foram analisados e aprovados diversos projetos num montante de 20 milhões de dólares; atualmente encontra-se em análise projetos de aqüicultura que atingem 15 milhões de dólares, preferencialmente de pequenos produtores rurais, viabilizando assim pequenas propriedades através da diversificação. Além de ser uma alternativa, os projetos estão demonstrando que a aqüicultura está apresentando níveis de rentabilidade superiores a outras atividades agropecuárias. Esta situação deverá se manter devido a grande demanda existente proporcionada pelo crescimento populacional associado a uma tendência de hábitos alimentares. Maiores informações poderão ser obtidas no Departamento de Operações de Desenvolvimeto pelo tel (011) 253-4233 r. 362, 366 e 367.

LANÇAMENTO – A Capiatã Aqüicultura Comércio e Exportação Ltda., de Alagoas, tradicional produtora de camarão M. rosenbergii, anuncia a todo o mercado brasileiro o lançamento de seu mais novo produto, a Nilótica. Este é o nome comercial escolhido pela empresa para a Tilápia Vermelha. A produção atual da Capiatã é de 8 toneladas de tilápia/mês, devendo alcançar as 15 t mensais já em março próximo. O peixe inteiro pesa, em média, 400 g após ser eviscerado, e o produto final é processado com congelamento rápido individual. A Nilótica da Capiatã, embalada em sacos plásticos contendo 3 peixes cada, chega ao mercado com o pioneirismo de ser o primeiro peixe cultivado no Brasil a ser colocado no mercado com características de produto acabado desde o planejamento inicial de cultivo passando pela embalagem final aprovada com SIF, e indo até a estratégia de mercado.

VALE DO ITAJAÍ – A FUNPIVI – Fundação de Piscicultura Integrada do Vale do Itajaí – SC, sediada na cidade de Timbó, continua seu trabalho de incentivar a piscicultura no Sul do País. Atualmente está conveniada com a FURB – Fundação Universidade Regional de Blumenau, Prefeitura Municipal de Timbó e a empresa Húngara, TEHAG. Seu atual diretor é Engº. de Pesca Pedro Custódio Braga que conta com uma equipe de 14 funcionários, que atendem as setores de peixes e de marrecos. Pedra espera que a FUNPIVI possa, cada vez mais, se integrar e atender os piscicultores do Sul do país.