Notícias & Negócios – Edição 145

LICENÇAS SUSPENSAS – O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) suspendeu as licenças para importação do panga que vem do Vietnã. As licenças já emitidas podem ser usadas até a sua validade. Segundo a coordenação geral de sanidade pesqueira do MAPA, o país não cumpriu com o envio de um plano de adequação às normas sanitárias brasileiras, além de outras exigências. O setor pesqueiro brasileiro tem brigado por uma carga tributária maior para o pescado que entra no Brasil. O peixe vietnamita chega em filés, pronto para a venda e com uma carga tributária de 4%, enquanto que os empresários brasileiros pagam carga tributária de 40%. Na opinião do presidente do Sindicato dos Armadores e das Indústrias de Pesca de Itajaí e Região (Sindipi), Giovani Monteiro, o setor não tem interesse em evitar a entrada do panga, até porque a produção nacional não atende a necessidade de pescado do consumidor, mas é preciso que a competição seja mais leal.

AQUACULTURE EUROPE 2014 – A conferência anual da European Aquaculture Society (EAS) foi realizada de 14 a 17 de outubro em San Sebastian-Donostia, país Basco, Espanha, e o tema foi “valor agregado” (Adding value). Foram 1.436 participantes de 59 diferentes países, com destaques para a Espanha (389), França (151) e Noruega (115). Do Brasil 39 pessoas participaram. Segundo Rodrigo Roubach, do Ministério da Pesca e Aquicultura, da América Latina, apenas quatro países incluindo o Brasil, tinham representantes no evento. A conferência deste ano contou com uma programação bem ampla, com 31 sessões técnicas com apresentação de trabalhos orais, além dos painéis. Entre os brasileiros, cinco fizeram apresentações orais em diferentes sessões e 29 apresentaram suas pesquisas na forma de painéis. Uma inovação do evento foram as palestras das sessões plenárias que mostravam a aquicultura por diferentes e pouco usuais pontos de vista. Mereceu destaque a palestra de Mikel Gallo, chef da gastronomia local, que apresentou as perspectivas da aquicultura através da gastronomia. Gallo, que é dono do Restaurant Ni neu, muito conhecido na região, foi também responsável pelos pratos servidos no jantar da recepção do presidente da EAS. As sessões técnicas cobriram os mais variados campos da aquicultura, como a nutrição (clássica, novos ingredientes e aditivos, alternativas tecnológicas para óleo e farinha de pescado, interação entre nutrição e saúde); genética e biotecnologia; saúde e imunologia; drogas e agentes terapêuticos; reprodução e manejo de reprodutores; larvicultura de peixes; fisiologia e morfologia; manejo da comunidade microbiológica; aquicultura integrada multitrófica; cultivo em bioflocos; sistemas de recirculação; economia e gerenciamento; avaliação e mitigação de interações ambientais; educação e transferência de tecnologia; aquicultura orgânica; políticas e regulamentações para aquicultura; além de muitas outras sessões com temas específicos.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE – A Biorigin, especializada no desenvolvimento e produção de ingredientes naturais para alimentação humana e nutrição animal, apresentou expressivos números em seu mais recente Relatório de Sustentabilidade. O anúncio de investimento de US$ 120 milhões para o plano de expansão da unidade produtiva, que permitirá aumentar a receita líquida e a geração de caixa até 2017, é um dos destaques da publicação. Outro destaque foi o resultado da pesquisa de satisfação. Com grau de confiança de 95%, o índice geral de satisfação dos clientes foi de 75,9%, e com a qualidade dos produtos de 91,3%. Para realização deste trabalho, foram ouvidos clientes do Brasil e do exterior, dos segmentos de Nutrição Animal e Alimentação Humana. O Diretor-presidente Antonio José Zillo afirma que o foco da empresa é no crescimento econômico sustentável e na necessidade de gerar valor para os acionistas. “Soubemos identificar oportunidades e encontrar soluções para os desafios, mantendo a empresa em um patamar competitivo. Nosso forte é fazer os negócios crescerem respeitando as pessoas e preservando o meio ambiente”. O relatório está disponível no site da Biorigin (www.biorigin.net).

MULTIPLICANDO CONHECIMENTOS – “Piscicultura de água doce – Multiplicando conhecimentos”, é uma publicação da Embrapa Pesca e Aquicultura, que tem como objetivo colaborar para a construção e fortalecimento do setor da piscicultura no Brasil. O leitor encontrará um conteúdo elaborado com linguagem objetiva, com muitas informações, recomendações e instruções técnicas, todas elas baseadas em conhecimento técnico-científico sobre a piscicultura de água doce no País. As mais de 400 páginas muito bem ilustradas, são divididas em 12 capítulos que trazem ao leitor um histórico das diversas espécies de peixes, sejam elas nativas, exóticas ou ornamentais. Os autores classificam os sistemas de produção, informam sobre como se dá a implantação de uma piscicultura, ensinam como monitorar a água de cultivo, discorrem sobre a alimentação dos peixes e seus muitos tipos de ração, e muitos outros temas indispensáveis para o conhecimento e bom funcionamento de uma piscicultura. Dessa forma, a publicação é recomendada não apenas para os profissionais de assistência técnica e extensão rural, pesqueira e aquícola, mas também a consultores, estudantes, produtores rurais e líderes comunitários atuantes em cooperativas e associações. “Piscicultura de água doce – Multiplicando conhecimentos” pode ser adquirido na Livraria Embrapa. Os pedidos podem ser feitos acessando: www.embrapa.br/livraria. Mais informações pelo fone (61) 3448-4236.

TRÍPLICE RECONHECIMENTO – A Piscis, empresa de base biotecnológica que atua no processamento dos resíduos da piscicultura, mais especificamente das vísceras de tilápia através da extração do óleo, recebeu o “Prêmio IstoÉ Empresas Conscientes”, criado pela revista para identificar e reconhecer companhias que buscam uma nova forma de fazer negócios. A empresa foi reconhecida como 2º lugar na categoria “Modelo de Negócio de Impacto”, 4º lugar na categoria “Meio Ambiente” e 3º lugar no ranking geral da premiação. Formada pelos sócios André Siqueira (economista, doutor em biotecnologia), Lívia Barreto (bióloga e química) e Eden Dantas (engenheiro agrônomo), a Piscis está localizada em Jaguaribara – CE, onde atua desde 2007 no açude Castanhão, junto aos produtores de tilápia, na redução dos impactos ambientais, dando destino correto às vísceras, evitando assim que toneladas sejam jogadas em seu entorno, tornando um poluente comprometedor. Além desse importante prêmio, a Piscis angariou também o Prêmio Finep de Inovação Tecnológica, considerado o mais importante instrumento de estímulo e reconhecimento à inovação no País. O prmio foi criado em 1998 para reconhecer e divulgar esforços inovadores realizados por empresas, instituições sem fins lucrativos e pessoas físicas, desenvolvidos no Brasil e já inseridos no mercado interno ou externo, a fim de tornar o País competitivo e plenamente desenvolvido por meio da inovação. Por fim, a empresa também levou o “Prêmio Troféu Empreender”, concedido pelo grupo de comunicação “O Povo” e a “Fundação Demócrito Rocha”, conferido aos micro, pequenos, e empreendedores individuais do Estado do Ceará, que se destacaram pela criatividade, inovação e gestão do negócio.

FINALMENTE – A partir de 1º de fevereiro de 2015, não mais os produtores rurais, mas as distribuidoras de energia serão as responsáveis pela aquisição e instalação de equipamentos de medição necessários para a aplicação dos descontos concedidos ao uso de energia elétrica. A decisão é da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e foi motivada por solicitação da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG) no Conselho de Consumidores da Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG). Para usufruir do benefício deve-se fazer sua solicitação formal à concessionária, que avaliará a necessidade de instalação dos equipamentos na propriedade. O produtor deve ter pelo menos 80% da carga sendo utilizada exclusivamente para a aquicultura ou irrigação. O desconto na tarifa de energia elétrica conquistado legalmente pelos produtores rurais esbarrava nas dificuldades práticas para adquirir o medidor especialmente voltado ao registro do consumo dessas cargas, representando uma barreira para que os pequenos e médios produtores tivessem acesso ao benefício.

MONITORANDO A QUALIDADE DA ÁGUA – A CMS Científica traz para o Brasil a mais nova linha de medidores compactos LAQUAtwin fabricados pela Horiba. Com os medidores compactos o usuário é capaz de medir com precisão e instantaneamente diversos parâmetros importantes para seus cultivos aquáticos: nitrato, sódio, potássio, salinidade, pH, condutividade e cálcio. Além dos medidores compactos portáteis, a CMS oferece também diversas outras linhas de produtos. Mais informações pelo telefone (19) 3812-9222 ou no site www.cmscientifica.com.br ou ainda pelo e-mail [email protected]

NOTA MÁXIMA – O Curso Superior de Engenharia de Aquicultura da Universidade Federal do Rio Grande do Norte obteve o conceito 5 na última avaliação do MEC. A Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior – CONAES, entendeu que a instituição atende com louvor a todos os referenciais de qualidade, tanto na avaliação didático pedagógica, quanto nas avaliações do corpo docente e da infraestrutura. Portanto, a direção da escola, professores e alunos, estão de parabéns por mais essa conquista.

NOVA LINHA PRATIGI – A Pratigi Alimentos apresenta ao mercado os seus três novos produtos para tilápias. Os alimentos Equilibrium, Tilápia Crescimento e Tilápia Engorda estão sendo comercializados como produtos Super Premium e se diferem pelos benefícios proporcionados de acordo com o sistema de manejo adotado pelo aquicultor. Segundo a empresa, a Equilibrium é destinada para criação em sistema hiperintensivo, e tanto a Tilápia Crescimento como a Tilápia Engorda são apropriadas para sistemas superintensivos.

EQUIPAMENTOS PARA AQUICULTURA – A Weemac, empresa catarinense localizada no município de Massaranduba, fabrica equipamentos para aquicultura que buscam auxiliar o piscicultor a obter melhores resultados na sua criação. Os produtos, como aeradores, alimentadores flutuantes, alimentadores para tratores e esteiras para despesca são desenvolvidos por profissionais especializados para atingir o máximo de eficiência no seu segmento, diz o Gerente Industrial, Elton Kasmirski . “A Weemac tem por objetivo atender seus clientes e parceiros de forma ética, com qualidade e compromisso no que faz”, completa Kasmirski. É possível conhecer toda a linha de produtos no site www.weemac.com.br

GRUPO INVIVO COMPRA TOTAL ALIMENTOS – A InVivo Nutrição e Saúde Animal, uma empresa do Grupo InVivo, anunciou a aquisição da Total Alimentos, empresa brasileira que também atua no mercado de alimentação para animais. O investimento, no entanto, não foi revelado, mas a compra confirma o plano estratégico global da empresa, que pretende continuar investindo R$ 100 milhões no país até 2016. De acordo com o Presidente da InVivo no Brasil, Nilton Perez, a aquisição da Total Alimentos coloca a InVivo como uma das principais empresas de pet food do Brasil e a torna ainda maior no mercado de nutrição animal, fazendo seu faturamento saltar de 700 milhões de reais para 1,2 bilhões de reais, e somará aproximadamente 2.500 funcionários. Esta é a 5ª aquisição da InVivo nos últimos sete anos (Zoofort, Cargill Nutrição Animal-Purina, Vitagri, maltaCleyton). No que se refere à gestão da Total Alimentos, a InVivo conduzirá o novo negócio de forma independente de suas outras atividades no Brasil, onde já atua com marcas Socil, Presence (antiga Purina), maltaCleyton e InVivo Mix.

CRESCIMENTO MESMO NA SECA – A aquicultura ornamental é a atividade principal de cerca de 450 famílias na Zona da Mata de Minas Gerais, muitas delas, assistidas pelo Sebrae, em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), através das Clínicas Tecnológicas, um programa que orienta sobre o manejo da água e a nutrição dos animais, garantindo aos piscicultores qualidade do produto, lucratividade no negócio e respeito ambiental. Segundo o Sebrae, a região é responsável por 70% da produção nacional de peixes ornamentais. O grupo de piscicultores da Associação dos Aquicultores do Vale do Glória reúne 104 pessoas, faz compras coletivas de forma a reduzir seus custos de produção e já fizeram um empréstimo no Banco do Brasil, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que beneficiou 100 piscicultores com R$ 10 mil para cada. Apesar da seca, a atividade deve crescer este ano12% a 15%, na opinião dos aquicultores, que despacham semanalmente espadas, bettas, paulistinhas, carpas e muitas outras espécies para as cidades de Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. A produção está distribuída na área rural de São Francisco do Glória, Patrocínio do Muriaé, Barão do Monte Alto, Eugenópolis, Vieiras, São Francisco do Glória, Miradouro e Muriaé. Outras associações foram criadas em cidades vizinhas, reduzindo a informalidade na região. “A organização dos grupos é um primeiro passo para a organização do setor, o que facilita, entre outros pontos, conhecer melhor as demandas dos produtores”, destaca Jefferson Santos, analista do Sebrae Minas, entidade que assiste boa parte dos criadores de lá.

DESINFETANTE PARA PISCICULTURA – Cientistas iranianos do Aquaculture Knowledge and Industry Coordination Center produziram um medicamento à base de ervas que pode ser utilizado como desinfetante na piscicultura. Segundo afirmou o chefe do centro de aquicultura Mostafa Sharif-Rohani, o medicamento chamado “Avisheet” foi produzido com base no “tomilho” Thymus vulgaris e pode ser usado no lugar do verde malaquita, que é cancerígeno e que, apesar de proibido, é ainda muito usado na aquicultura comercial.

CRESCIMENTO AZUL – Seis países da região da Ásia-Pacífico, os maiores consumidores de produtos de peixe do mundo, se uniram para desenvolver um plano de trabalho para a intensificação sustentável da aquicultura. Representantes dos governos de Bangladesh, Indonésia, Filipinas, Sri Lanka, Timor-Leste e Vietnã estão trabalhando junto a especialistas da FAO no desenvolvimento do “Crescimento Azul”, uma iniciativa para aumentar a produção da aquicultura ambientalmente sustentável. “O crescimento do produto interno bruto e rápida urbanização na Ásia e no Pacífico resultaram na mudança nos hábitos alimentares da população regional e em uma demanda crescente por alimentos ricos em proteínas. Essas mudanças sócio-econômicas, a crescente urbanização e o aumento da classe média na Ásia-Pacífico, que pode triplicar até 2020 (em relação a 2009) e em seis vezes até 2030, aumentarão exponencialmente a demanda por consumo de peixe, especialmente na China, Índia e Indonésia”, disse Hiroyuki Konuma, Diretor Geral da FAO para a Ásia e Pacífico. Konuma prevê ainda que a produção aquícola na Ásia precisará de um aumento de mais de 60% ??para atender o consumo projetado para 2030. A região já responde por 90% da produção aquícola mundial e 50% do atual consumo mundial.

SECA SEVERA – O Açude Castanhão, maior reservatório hídrico do Ceará está com apenas 30% da sua capacidade, muito diferente de há cinco anos, quando atingiu 97,8% do potencial de armazenamento. Na área de comportas a água recuou da parede cerca de 150 metros. O Castanhão é o principal responsável pelo abastecimento da região metropolitana de Fortaleza, além de manter a produção no perímetro irrigado Jaguaribe Apodi, no Vale do Jaguaribe. O baixo volume do açude já causou grandes perdas na piscicultura, responsável por 50% da produção de tilápia do Ceará. Segundo o presidente da Associação dos Criadores de Tilápia da Barragem Castanhão (Acritica), Francisco Edivando Feitosa Almeida, os piscicultores estão se deslocando na medida em que o nível da água vai baixando, e hoje estamos a um quilômetro de onde inicia o nosso parque aquícola, disse. No Ceará, o governo estadual vem adotando uma série de ações com o objetivo de atenuar os efeitos causados pela estiagem, dentre elas a suspensão de novas outorgas para irrigação de culturas temporárias, a instalação de adutoras de engate rápido, a perfuração de poços e a distribuição de água através dos carros-pipa.