NOTÍCIAS & NEGÓCIOS – Edição 153

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DESCONTO PARA ASSINANTES – A Panorama da AQÜICULTURA e a USP/ESALQ firmaram um convênio para que os leitores da revista tenham direito a 10% de desconto na matricula do curso online de Atualização em Gestão do Pescado. O benefício válido para o curso que está em vigor, estará disponível no ato da matrícula, apenas para os leitores que são assinantes da revista. Para isso, basta que o assinante ao se matricular, envie mensagem para a secretaria do curso através do e-mail [email protected], avisando da sua assinatura. Ao fazer a sua inscrição, o aluno acompanhará as aulas ao vivo, online, pela Internet, sem sair de sua casa e faz a interação com o professor via chat, durante a aula. O curso é dividido em três módulos, tem carga horária de 180 horas, nove meses de duração, e aulas às sextas-feiras das 19h às 22h30. O aluno que não puder assistir a aula ao vivo, terá acesso a todo o material gravado para assistir quando for mais conveniente, de acordo com a sua flexibilidade. A próxima turma se inicia dia 1 de abril. O Pecege recomenda que o aluno possua Internet com velocidade mínima de 5 Mb para acompanhar as aulas na modalidade online. Mais informações em http://bit.ly/curso-gestão-pescado

FERRAZ NO EXTERIOR – O ano de 2015 foi de grande importância para a Ferraz, que expandiu sua presença para mais de 30 países no mundo, o que representa um crescimento de 20% em comparação ao ano de 2014. A empresa instalou fábricas na África, Oriente Médio, América Latina e Caribe, e participou de importantes feiras internacionais, como a Agrena, no Oriente Médio e a AquaMe no Egito, com o intuito de levar sua tecnologia para o exterior e criar novas parcerias. Na América Latina a Ferraz consolidou novos clientes no Paraguai, com destaque para o Complejo Sky, localizado para quem projetou uma linha completa para produção de ração laminada com capacidade de produção de 3 toneladas/ hora, além de uma linha completa de ração extrusada, com capacidade de produção de 6 toneladas/hora para o cliente Trociuk. Foram feitos bons negócios também na Venezuela, Equador e Perú. Para 2016, a Ferraz planeja aumentar ainda mais a fatia referente às exportações em sua venda total, e, para isso, vai fortalecer a parceria com os representantes locais, aumentar a equipe de vendedores e de técnicos capacitados para atender o mercado externo.

CASTANHÃO I – Por falta de água, produtores de tilápia do município cearense de Jaguaribara, no Açude Castanhão, migraram para o reservatório da barragem de Boa Esperança, em Guadalupe, no Piauí. O açude Castanhão, maior reservatório do Ceará, continua a sofrer as consequências da estiagem prolongada que já causou enorme prejuízo. Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), as chuvas em fevereiro ficaram 51,1% abaixo da média. Com capacidade para armazenar 7,5 bilhões de metros cúbicos, hoje está apenas com 9,9% da sua capacidade. É o nível mais baixo desde a inundação da área. Alguns piscicultores também migraram para os reservatórios do rio São Francisco no Estado de Pernambuco.

CASTANHÃO II – Todos os cessionários dos parques aquícolas do açude Castanhão têm que responder ao relatório anual de produção referente aos anos de 2013, 2014 e 2015. O relatório é individual e deve ser respondido com dados de produção, considerando as despescas e compras efetuadas do dia 1 de janeiro ao 31 de dezembro de cada ano. O cessionário que não enviar o Relatório Anual de Produção terá o contrato de cessão rescindido. O cessionário que não receber a correspondência no endereço fornecido deverá entrar em contato por meio do telefone (61) 3218-2245 ou e-mail [email protected], para providenciar a entrega dos seus relatórios.

FIPERJ CONTINUA FIRME – A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) rejeitou o projeto de lei 1.292/15, de autoria do Executivo, que pretendia extinguir algumas instituições, entre elas a Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj). Portanto, o órgão segue firme no seu objetivo de contribuir com o desenvolvimento da aquicultura no Estado por meio de ações de pesquisa e assistência técnica ao setor produtivo.

HOMEOPATIA AUMENTA IMUNIDADE DOS PEIXES – Por meio da homeopatia veterinária é possível aumentar a imunidade dos peixes de modo que parasitas e doenças oportunistas não os ataquem. Diferente dos medicamentos alopáticos, os homeopáticos passam por um processo de dinamização, transformando a matéria prima em energia. Essa energia medicamentosa incrementa a imunidade de modo que os peixes fiquem menos expostos às doenças. A homeopatia veterinária produz uma ativação das mitocôndrias (organela celular responsável pela geração de energia). Desta forma, há também uma melhora da digestão. A Arenales (www.arenales.com.br) oferece aos piscicultores o produto “Fator Pró Digestão Aquicultura®”, um medicamento específico para melhorar a digestão, havendo um melhor aproveitamento dos nutrientes dos alimentos de quaisquer espécies de água doce ou marinha. A Arenales oferece também outros Fatores Homeopáticos, que são medicamentos desenvolvidos para o controle do estresse de manejo, reprodução, transporte e alterações físico/químicas da água; para incremento da reprodução; para o controle de infecções e, para o controle de endo e ectoparasitos. Os Fatores Homeopáticos podem ser diluídos e misturados na ração dos peixes, facilitando o manejo. Atualmente a Arenales Homeopatianimal exporta os Fatores Homeopáticos para diversos países, como Estados Unidos, México, Bolivia, Paraguai, Argentina e França.

OSTRAS NO PARÁ SÃO REGULARIZADAS – Ostreicultores ligados à Rede Nossa Pérola, coordenada pelo Sebrae no Pará, receberam regularização ambiental por meio da Dispensa de Licença Ambiental (D.L.A.), emitida pela Secretaria Executiva de Meio Ambiente (Sema/PA). As beneficiadas são as comunidades de Pereru e Pereru de Fátima, em São Caetano de Odivelas; Lauro Sodré e São João da Ponta, em Curuçá; Nazaré do Seco, em Maracanã; Santo Antônio de Urindeua, em Salinas; e Nova Olinda, em Augusto Corrêa. Atualmente, o Pará produz 1,3 milhão de ostras de cultivo por ano. Além da produção de ostras nos tamanhos baby, média e master, o Pará já produz sementes de ostras, como é o caso da Vila de Lauro Sodré, em Curuçá, que se destaca na produção de sementes, fornecendo material para produtores da região e até mesmo para outros estados do Brasil. A Vila de Lauro Sodré, em Curuçá, abriga nove famílias produzindo 50 mil ostras por ano. São geradas ainda 2 milhões de sementes por ano, que são compradas por produtores da região e até de outros estados, como Bahia, Rio Grande do Norte e Maranhão.

EXPLORAÇÕES SUSTENTÁVEIS – A Aquaculture Stewardship Council (ASC) e a Marine Stewardship Council (MSC), os dois principais programas de certificação de pescado, se uniram para desenvolver e introduzir, dentro dos próximos dois anos, o primeiro padrão sustentável para explorações de algas marinhas. O padrão global conjunto será baseado nas Diretrizes de Rotulagem Ambiental da FAO e nos Códigos de Boas Práticas, publicado pela Aliança de Credenciamento e Rotulagem Social e Ambiental (ISEAL), bem como em outros conhecimentos científicos relevantes, práticas atuais da indústria e em recomendações das partes interessadas. O novo padrão estará disponível tanto para a colheita em meio selvagem quanto para o cultivo de algas marinhas. O Padrão de Alga Marinha visa garantir a saúde do ecossistema aquático, a sustentabilidade dos negócios e os benefícios para as comunidades locais, fornecendo um modelo de referência para aperfeiçoamento das operações sustentáveis.

SALMÃO SUPERA O CAMARÃO – De acordo com a FAO (Organização de Agricultura e Alimentos da ONU), pela primeira vez o salmão superou o camarão como produto mais comerciado no segmento pescado, respondendo por 17% do valor total desse comércio. O camarão, espécie mais vendida por décadas, manteve a participação de 15%. A volatilidade na produção e preços causada por doenças reduziu sua participação no comércio internacional. Ainda de acordo com a FAO, a demanda crescente nos mercados internos de países exportadores também resultou em queda nas exportações. O salmão é considerado muito versátil e pode ser consumido enlatado, defumado e processado de várias maneiras. Já o camarão enfrenta mais problemas em termos de volatilidade de produção. Além disso, nos últimos anos, o comércio internacional de camarões de água salgada e água doce vem sendo prejudicado por doenças, que afetaram muitos países asiáticos, com destaque para a EMS, síndrome da mortalidade prematura. Em 2015, a produção se recuperou pela primeira vez em três anos, o que resultou em queda de preços da ordem de 15% a 20%. Já o comércio do salmão vem sendo estimulado pela crescente demanda e preços mais altos nos Estados Unidos e Europa, especialmente para os peixes produzidos na Noruega, o maior produtor e exportador mundial. Em contraste, o Chile, segundo maior produtor mundial de salmão, vem enfrentando queda de preços e alta nos custos de produção. As expectativas de um crescimento firme na demanda atraíram novos interessados ao setor de piscicultura. A Mitsubishi, do Japão, adquiriu a Cermaq, produtora norueguesa de salmão, por US$ 1,4 bilhão em 2014, e no ano passado a trading de commodities norte-americana Cargill adquiriu a EWOS, companhia norueguesa de ração para peixes, por US$ 1,5 bilhão. Ainda segundo a FAO, o consumo mundial per capita de pescado cresceu de 18,7 para 20 quilos entre 2011 e 2015.

EXPORTAÇÃO DE TILÁPIAS – Dados do Ministério da Indústria e Comércio (MDIC) mostram que, até 2012, o Brasil não exportava filés de tilápias. O primeiro registro com a exportação de 11 toneladas e faturamento bruto de US$ 80.103,00 ocorreu nesse ano. Nos dois anos seguintes ocorreu exportação de filés, que oscilou entre 51 e 61 toneladas, atingindo 131 toneladas e faturamento bruto de US$ 1.041.084,00 em 2015. No ano passado, o Brasil exportou uma média mensal de 11 toneladas de filés frescos e resfriados, principalmente para os Estados Unidos. No mês de janeiro de 2016, a exportação de filés de tilápia resfriados para os Estados Unidos aumentou em mais de 400%, tendo alcançado o patamar das 58 toneladas, com receita bruta de US$ 471.709,00. Baseadas nestes números, as exportações brasileiras de filés frescos e resfriados de tilápia poderão chegar a 700 toneladas e alcançar a receita bruta de US$ 5,6 milhões em 2016.

METAS PARA O AUMENTO DA COMPETITIVIDADE – A Comissão Nacional de Aquicultura da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou sua primeira reunião de 2016 para traçar metas e ações prioritárias. As demandas apresentadas visam especialmente o aumento da competitividade do produto nacional em relação ao pescado importado. “É preciso simplificar o licenciamento ambiental e a estrutura das indústrias. Somente dessa forma vamos começar a crescer na atividade”, frisou o presidente da Comissão, Eduardo Ono, explicando que hoje o processo de obtenção do documento legal para exercício da atividade é muito burocrático e discricionário, impedindo o produtor de ter acesso ao crédito rural. “Os aquicultores não conseguem fazer um planejamento em longo prazo e deixam de vender seu produto para as indústrias que, em alguns casos, só compram peixes de estabelecimentos com o licenciamento, o que, por fim, aumenta a ilegalidade no setor”, diz. Outro desafio prioritário para a Comissão é a definição de linhas para a pesquisa e o desenvolvimento na área de aquicultura. “Também queremos a implantação de um consórcio de pesquisa e desenvolvimento no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) com participação do setor produtivo, universidades, da Embrapa Pesca e Aquicultura, CNPq e Capes”, frisou Ono. Na reunião, foi apresentado aos participantes pelo analista de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Marcelo Landau, o Sistema Drawback para insumos na aquicultura, um regime que consiste na desoneração tributária sobre insumos para utilização em produtos exportados. O mecanismo reduz os custos de produção de produtos exportáveis, tornando-os mais competitivos no mercado internacional, garante Landau. O coordenador explicou que existem três modalidades de drawback: a suspensão, isenção e restituição de tributos, porém as mais utilizadas são de suspensão e isenção. “A suspensão é caracterizada pela aquisição de insumos no mercado interno ou importação e suspende os pagamentos do Imposto de Importação (II), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS/Cofins e Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante (Afrmm)”. E a de isenção baseia-se na importação de mercadoria para reposição de matéria-prima nacional utilizada em processo de industrialização de produto exportado.

PIRARUCU AUMENTA PESO EM ATÉ 20% – Um trabalho de pesquisa desenvolvido em parceria entre a Embrapa, o Sebrae e o Mapa, dentro do projeto Pirarucu da Amazônia, indica que o pirarucu criado em viveiros fertilizados pode aumentar de peso em aproximadamente 20%. O estudo constata ainda que além do ganho de peso a conversão alimentar foi mais eficiente. A fertilização de viveiros de recria possibilitou peixes com peso médio de 0,90 kg, ao passo que, em viveiros em que não houve fertilização, esse peso ficou em 0,75 kg. O estudo afirma que a fertilização dos viveiros permite que se obtenha juvenis em 95 dias, um prazo oito dias menor que a média normal de recria da espécie. Com relação à eficiência na conversão alimentar, os resultados indicam que ela passou de 1,61 em viveiros não fertilizados para 1,31 em viveiros que receberam fertilização. Quanto à nutrição dos peixes a pesquisa avalia que algumas marcas de rações utilizadas na alevinagem e na engorda do pirarucu foram avaliadas quanto ao perfil de aminoácidos essenciais. A maioria apresentou deficiência em lisina, um aminoácido muito importante para o crescimento dos peixes, revela Ana Paula Rodrigues, pesquisadora da Embrapa na área de nutrição. A pesquisa avaliou três marcas de ração utilizadas na fase de engorda do pirarucu. De acordo com a pesquisadora, todas apresentaram os níveis declarados de proteína bruta, em torno de 40%, dos quais 87,5% são aproveitadas pelo pirarucu.