NOTÍCIAS & NEGÓCIOS – edição 158

ALIANÇA ESTRATÉGICA – No momento em que empresas do mundo inteiro estão formando parcerias para responder às futuras demandas globais de nutrição, a Alltech e a Guabi viram a oportunidade de criar uma aliança para potencializar o desenvolvimento de soluções para o agronegócio.

Como antecipamos na nossa última edição, foi formalizada, no início de janeiro, a aquisição de 51% da Guabi Nutrição e Saúde Animal, uma das empresas do grupo Guabi, pela Alltech do Brasil Agroindustrial, coroando um trabalho de mais de 25 anos.

A Alltech e a Guabi atuam no mesmo setor, mas em atividades independentes e complementares. Segundo sua assessoria de comunicação, a Guabi é reconhecida por produzir qualidade e construir relacionamentos de longo prazo, e está em todo o território nacional. Já, a Alltech, é referência mundial, tem presença global, primazia em pesquisa científica e soluções de alto valor agregado.

Ambas são formadas por pessoas que se orientam pela ciência na busca das melhores soluções para os clientes. As operações permanecem independentes. A marca Guabi continua com a sua tradição e produtos de valor agregado, e sua matriz permanece em Campinas (SP). Já a Alltech do Brasil continua em Araucária (PR) atendendo o mercado com seu atual portfólio.

HANNA DE OLHO NA CARCINICULTURA – Os mais recentes avanços nas pesquisas voltadas para o crescimento, sobrevivência e aumento de produtividade dos cultivos de camarões, apontam o balanço iônico da água como um dos principais manejos para se alcançar as melhores condições de saúde dos animais frente aos desafios.

Com o intuito de auxiliar no controle e monitoramento rotineiro dos cultivos, a Hanna Instruments projetou uma linha de produtos para atender as análises mais importantes da carcinicultura, tais como pH, oxigênio dissolvido, alcalinidade, amônia, cálcio, fósforo, cálcio, magnésio, potássio, cloretos, sulfatos, nitrito, dKH, entre outros. “São equipamentos desenvolvidos e fabricados segundo os padrões da ISO 9001:2008, o que garante a alta qualidade de nossos medidores.

Se o mercado da aquicultura exige precisão e durabilidade, nós temos os instrumentos adequados para isso” diz o engenheiro agrônomo Pablo Correa. A Hanna Instruments é uma empresa reconhecida mundialmente pelas vendas de equipamentos eletroanalíticos para análises em diversos setores e aplicações. Foi fundada em 1978, e atualmente conta com quatro plantas industriais e mais de 60 escritórios de vendas e serviços ao redor do mundo. O catálogo de produtos e mais informações podem ser obtidos no www.hannainst.com.br

DECLARAÇÃO DE CONFORMIDADE – Foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo, do dia 20 de dezembro, pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, a Resolução SAA nº 77, que estabelece os procedimentos para a emissão da Declaração de Conformidade da Atividade de Aquicultura (DCAA). A Resolução tem por objetivo atender ao artigo 7° do Decreto nº 62.243/2016, que dispõe sobre as regras e procedimentos para o licenciamento ambiental da aquicultura no Estado.

A publicação da SAA nº 77 foi considerada pelo diretor do Instituto de Pesca (IP) Luiz Ayroza, um importante passo para a simplificação das atividades, uma vez que os pequenos produtores precisam da obtenção da DCAA para instalar e operar seus empreendimentos. Para obter a Declaração de Conformidade o produtor deve cadastrar-se no site da Secretaria de Agricultura. Na impossibilidade do cadastro ser feito pela via eletrônica, o interessado poderá utilizar a Casa da Agricultura de sua região.

PIRARUCU NOS CÉUS – A Latam Airlines incluiu a carne do pirarucu no novo cardápio gastronômico de bordo que é servido nos voos internacionais. A proposta de oferecer refeições elaboradas com o peixe amazônico reflete o comprometimento da empresa em unir a cultura gastronômica à experiência turística.

O pirarucu é vendido pela Peixes da Amazônia S.A. para a LSG Sky Chefs, empresa responsável pelas refeições servidas pela Latam e diversas outras empresas aéreas. Atualmente o volume mensal de peixe comercializado para a LSG Sky Chefs é de 1.400 quilos de peixe. Segundo o diretor da Peixes da Amazônia, Fábio Vaz, fazer parte do cardápio da Latam é uma grande vitrine para o pirarucu acreano, um peixe que vem conquistando o paladar dos consumidores e gosto dos chefs.

NOVAS LICENÇAS PARA A PISCICULTURA – O ministro Blairo Maggi entregou no dia 9 de dezembro, ao governador Pedro Taques, as autorizações para os piscicultores mato-grossenses. A solenidade, em Cuiabá se deu na sede do Governo do Estado. A medida atende ao pedido da Cooperativa de Pescadores e Aquicultores do Mato Grosso (Coopeamat), que havia apresentado ao MAPA um projeto aquícola nas águas do Lago do Manso.

O ministro afirmou que os piscicultores mato-grossenses podem esperar novas autorizações para a região do Manso ainda no primeiro semestre de 2017. Para o presidente da Associação dos Aquicultores de Mato Grosso (Aquamat), Jules Bortoli, a documentação em dia pode significar um aumento de sete mil ton de peixes na região. Pedro Taques lembrou que há 14 anos o estado espera pelas licenças dos piscicultores. O Mato Grosso é hoje o terceiro maior produtor de peixe com 47,4 mil toneladas. De acordo com o Ministério da Agricultura, a produção de peixes na região do Manso pode chegar a aproximadamente 17 mil toneladas anuais.

MONITORAMENTO DA PESCA E AQUICULTURA – O diretor de departamento do Instituto de Pesca (SP), Luiz Ayroza, espera consolidar em 2017 o Programa de Monitoramento da Pesca e da Aquicultura Continentais no Estado de São Paulo, que objetiva gerar dados e informações básicas para a administração e fomento desses setores.

Para ele, o programa é uma prioridade, uma vez que os últimos dados são de 2009. “A lacuna de informações sobre o desenvolvimento das atividades dificulta a implementação de políticas públicas voltadas para esses setores”, diz Ayroza. O diretor do IP explica que o monitoramento continental permitirá aferir os aspectos socioeconômicos e ambientais da pesca e da aquicultura, acompanhando a presença de espécies aquáticas alóctones e exóticas e de híbridos que têm o cultivo permitido nos rios e reservatórios do Estado.

O IP pretende intensificar as ações iniciadas em 2016, junto ao Instituto Florestal, para o fomento da aquicultura marinha no Estado de São Paulo, com destaque para as Áreas de Proteção Ambiental (APA) Marinhas do litoral Sul, Centro e Norte. Prevê-se ainda a implantação de uma Unidade de Pesquisa para estudos com a macroalga Kappaphycus alvarezii, em Ubatuba, com a intenção de fomentar a exploração comercial dessa espécie. Para viabilizar as pesquisas o Instituto de Pesca ampliará as parcerias com a iniciativa privada.

FERRAZ AMPLIA VENDAS – A Ferraz Máquinas, empresa paulista líder no mercado nacional na produção de equipamentos para indústria de nutrição animal, tem se destacado pelas vendas nas Regiões Norte e Centro-Oeste.

“Nosso cliente Zaltana Pescados, o maior frigorífico de peixes de Rondônia, investiu em um novo complexo industrial, com ampliação do frigorífico, laboratório de alevinagem e a instalação de uma fábrica de rações para peixes, diz o diretor da empresa, José Luiz Ferraz. “A fábrica foi toda montada com os nossos equipamentos e tem capacidade de 20 ton/hora na linha farelada e 12 ton/hora na linha de extrusada, com ampliação para linha de alevinos e vai produzir não só ração para o consumo próprio de seus peixes, mas também, aproximadamente 60% da produção será destinada à comercialização”, completa José Luiz.

Além desta fábrica em Rondônia, a Ferraz Máquinas, está com obras em Mato Grosso, Roraima e Acre, provando que sua presença no país aumentou em 2016. A Ferraz pretende  expandir ainda mais as suas atividades em 2017, não só dentro do país como também em suas exportações, que eram 12% em ano e alcançaram 20% em 2016.

FENAPIS – Está em fase adiantada de preparação o X Workshop de Sanidade em Piscicultura, o tradicional evento que nasceu no Laboratório de Patologia de Organismos Aquáticos da UNESP de Jaboticabal, SP, e que a cada ano ganha mais força e importância no cenário da piscicultura brasileira.

A décima edição do Workshop de Sanidade conta com o apoio da Revista Panorama da AQÜICULTURA e vai acontecer de 5 a 7 de julho no Centro de Convenções da Unesp, junto com a II Feira Nacional de Piscicultura (FENAPIS), um espaço reservado para que as empresas possam receber seus clientes e oferecer produtos e serviços para os piscicultores de vários estados que costuma prestigiar o evento. Para mais informações sobre a feira e sobre o evento, e reserva de estande o contato é com a Daniela Nomura Varandas no telefone (16) 99731-1435.

RIGOR TAMBÉM PARA OS IMPORTADOS – Uma importante demanda feita pela Comissão Nacional de Aquicultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), foi atendida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que mudou sua abordagem para a fiscalização da qualidade do pescado importado, fato que já impediu a entrada no país de pelo menos mil toneladas de produto de baixa qualidade e inadequado para o consumo.

Segundo Eduardo Ono, presidente da Comissão Nacional de Aquicultura da CNA, “ao invés de fiscalizar cinco mil pontos de vendas espalhados pelo país, sugerimos ao MAPA concentrar seu trabalho nos seis portos de desembarque de pescado importado”. Para a CNA, a inexistência de fiscalização e controle sanitário do pescado importado pelo Brasil trouxe graves consequências tanto para os produtores quanto para o consumidor já que o produto chega ao mercado com qualidade inferior ao nacional.

Uma prática muito comum denunciada pelo CNA é a adulteração do peixe com acréscimo de água e aditivos. Esse tipo de irregularidade vem crescendo no pescado importado e afetando o produtor e a indústria nacional. Outra frente de batalha está aberta e diz respeito aos resíduos de medicamentos no pescado importado, já que as análises ainda não estão sendo feitas pelas autoridades sanitárias.

Este serviço, que ainda não foi adotado no país devido, deveria entrar em vigor a partir de 2017, “mas o Governo nos informou que, por escassez de verba, o início do processo foi adiado”, disse Eduardo Ono. As importações de pescado de países asiáticos, que representam quase a totalidade das cargas adulteradas e rechaçadas pela fiscalização brasileira, em 2016, deverão atingir 200 mil toneladas. “A expectativa é que para 2017 começaremos a sentir a redução nas compras externas de pescado, reflexo da nova postura do Governo e da capacidade da produção aquícola do Brasil” disse o presidente da Comissão Nacional de Aquicultura da CNA.

AQUISHOW EM MAIO – A oitava edição do Aquishow, acontecerá entre os dias 30 de maio e 1 de junho, na Estância Turística de Santa Fé do Sul – SP. A organização do evento, a ser realizado no Complexo Roberto Rollemberg, será de responsabilidade da Associação de Piscicultores de Águas Paulistas e Águas da União – PeixeSP e, como de praxe contará com palestras e debates de temas relacionados à atividade, e com visitas técnicas na região.

Segundo Emerson Esteves, presidente da PeixeSP, foi firmada uma parceria entre setor produtivo e Prefeitura Municipal de Santa Fé do Sul para que a realização do Aquishow 2017 seja impecável.

Foi formada também uma comissão organizadora mista, composta por representantes do setor produtivo, fábricas de ração, medicamentos, equipamentos, PeixeBR, Compesca, Instituto de Pesca , Apta e Cati, além do Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento Sustentável da Piscicultura da Região de Santa Fé do Sul (Cimdespi).

A ideia é promover palestras que agreguem conhecimento e tecnologia ao dia a dia da piscicultura, disse Emerson, que também garante a presença de agentes financiadores para que as empresas expositoras possam negociar mais facilmente seus produtos. A revista Panorama da AQÜICULTURA estará presente. Mais informações sobre o Aquishow 2017 no site www.aquishow.org.br ou pelos telefones: (17) 99181-3543 Emerson ou (17) 99616-6638 Marilza.

II SIMBOA – Vale anotar na agenda, pois já é certo que o II Simpósio Internacional de Moléculas Bioativas e Bioprocessos de Organismos Aquáticos (SIMBOA) acontecerá em junho, em Natal – RN.

Está faltando apenas a confirmação da data. Até então inédito no Brasil, o primeiro SIMBOA, realizado em 2015, teve como temática central as propostas para que os setores pesqueiro e aquícola também possam gerar matérias primas, insumos e produtos para outros segmentos industriais, e não apenas atenda o consumo humano e animal.

Os principais temas discutidos no primeiro encontro abordaram as matérias primas negligenciadas pelas indústrias pesqueira e aquícola; a obtenção e as aplicações das moléculas bioativas dos organismos aquáticos; a indústria da aquicultura e a sua sustentabilidade; os cultivos de organismos aquáticos voltados para a produção de moléculas bioativas; os modelos fisiológicos moleculares e estudos comportamentais aplicados a aquicultura; processos biotecnológicos aplicados ao pescado; probióticos e processos biotecnológicos em cultivos heterotróficos e, empreendedorismo e inovação associados a organismos aquáticos. Os bons resultados da primeira edição do evento fazem com que seja grande a expectativa para a realização do II SIMBOA.