Notícias & Negócios – edição 64

NOVO FONE PANORÂMICO – A partir de junho o telefone da Revista Panorama da AQÜICULTURA passará a ser (21) 2553-1107 e o fax (21) 2553-3487, isto é, será o mesmo número atual, acrescido do número 2. NOVO FONE DELICIOUS – O telefone da fábrica da Delicious Fish Rações mudou. A empresa comunica aos seus clientes o novo número. Anote. Agora o telefone da fábrica localizada em Primavera Sorriso em Mato Grosso é (65) 584-1000.

MUDANÇA DE DATA – O Workshop Plataforma do Agronegócio da Truticultura, anteriormente programado para ser realizado em maio, em Teresópolis-RJ, foi adiado para os dias 6, 7 e 8 de junho. O evento será promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, do Ministério da Ciência e Tecnologia e Departamento de Pesca e Aqüicultura – DPA, da Secretaria de Apoio Rural e Cooperativismo, do Ministério da Agricultura e do Abastecimento, tendo por objetivo o estabelecimento de ações voltadas para o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva da truta. Os interessados em participar do workshop devem enviar, através do fax (61) 224-5049 ou e-mail: [email protected], as seguintes informações: nome, instituição, cargo/função, endereço, telefone e e-mail.

PROTOCOLO – Um protocolo de cooperação técnica assinado entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário, à frente o INCRA, e o Ministério da Agricultura e Abastecimento, foi assinado como objetivo de fomentar a aqüicultura familiar nos âmbitos dos projetos de assentamento de reforma agrária como forma de aumentar a renda do produtor. Muitas fichas estão sendo apostadas no sucesso desse empreendimento. O protocolo foi assinado e sacramentado pelos Ministros Jungman e Pratini de Moraes, ladeados pelo Presidente do INCRA, Francisco Costa Muniz e o Secretário Executivo do MA, Marcos Fortes de Almeida. A importância do tema para esses ministérios faz com que seja um dos mais discutidos dentro do Departamento de Pesca e Aqüicultura – MA.

AMÉRICA – San Diego na Califórnia, foi a cidade escolhida para sediar o “Aquacultura América 2002”, tradicional evento da aqüicultura dos Estados Unidos, que se realizará de 27 a 30 de janeiro do próximo ano. Conhecida mundialmente pelos seus inúmeros atrativos como o Sea World, Zôo, Wild Animal Park e lindas praias, a cidade americana já foi palco do Aquaculture’95, que sucedeu-se com grande sucesso de público, reunindo muitas associações e grupos de trabalho. No América 2002, além das palestras, encontros e seminários estão sendo esperados cerca de 200 estandes de equipamentos para aqüicultura, que se reuniram na exposição que estará acontecendo paralela ao evento. A NAA – National Aquaculture Association, que vem organizando as sessões desses encontros ao longo dos anos, estará recebendo inscrição e sugestões de trabalhos até o dia 30 de junho. Mais informações sobre o evento podem ser obtidas pelo e-mail: [email protected].

PALESTRAS PARA COMEMORAR – Como parte das comemorações do 25o aniversário da unidade de pesquisa de Ubatuba do Instituto de Pesca, foi programada uma série de palestras que se realizará, uma a cada mês, até outubro, com os seguintes temas: Estatística pesqueira: manejo de recursos demersais (16/05); Algas marinhas – cultivo e processamento (20/06); Criação de camarões marinhos em gaiolas (18/07); Criação de tilápia vermelha em tanques-rede no ambiente marinho (15/08); Processamento de pescado – técnicas de manipulação e conservação (19/09) e Desenvolvimento ordenado da mitilicultura no litoral norte de São Paulo (17/10). A unidade de pesquisa, agora chamada de Pólo Especializado de Desenvolvimento Tecnológico do Agronegócio do Pescado Marinho, realizará as palestras no Auditório do Aquário de Ubatuba e mais informações podem ser obtidas no Instituto de Pesca de Ubatuba fone (12) 432 – 1254.

CRIANÇAS – O Núcleo de Pesca e Aqüicultura de Ubatuba do Instituto de Pesca da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo desenvolve desde 1994, com crianças da rede particular de ensino (cooperativa de ensino) e com a Prefeitura de Ubatuba (projeto assistencial) o projeto “Maricultura – Ecossistema em Estudo”. O projeto tem duração de um ano letivo e é desenvolvido no próprio Núcleo do Instituto de Pesca -SAA e nas Praias da Barra Seca e do Engenho. O projeto baseia-se nos pressupostos da teoria sócio-construtivista e os objetivos são: dar noções iniciais da metodologia científica através da observação, levantamento de hipóteses e estabelecimento de conclusões; dar noções práticas da atividade da maricultura – Cultivo de mexilhões, algas, peixes e camarão; estudar um ecossistema criado artificialmente através da atividade da maricultura; inserir conhecimentos do meio ambiente marinho e de preservação ambiental; observar e identificar os organismos epibiontes e acompanhantes no desenvolvimento dos mexilhões; estudar a biologia e a morfologia – reprodução, alimentação e crescimento dos mexilhões e, observar “in locu” a maricultura implantada nas comunidades locais, como atividade econômica e auto-sustentada. As crianças visitam mensalmente o Núcleo de Pesca e Aqüicultura de Ubatuba do Instituto de Pesca e logo na primeira aula já manejam as cordas de mexilhões. A cada visita mensal é retirada uma para estudo dos parâmetros zootécnicos e biológicos (crescimento, produtividade, entre outros). Bimensalmente as turmas fazem um acompanhamento paralelo do desenvolvimento do mexilhão Perna perna nos cultivos implantados por pescadores locais. Em sala de aula as crianças recebem informações complementares as obtidas no campo. Ao final do ano letivo é realizada uma exposição dos trabalhos (desenhos) e os mexilhões cultivados são degustados por seus produtores mirins e convidados. O trabalho é desenvolvido pela psicóloga Odete M. Prado, pela pedagoga Nilce Conceição – Cooperativa Educacional de Ubatuba e pela oceanóloga Valéria Cress Gelli do Instituto de Pesca. Mais informações sobre o projeto podem ser obtidas através do e-mail: [email protected] ou Caixa Postal 28, CEP.11680-000, Ubatuba- SP.

TILÁPIA EM ARACAJÚ – Com o tema “Criação Sustentável e Preservação Ambiental”, a ASAS – Associação dos Aqüicultores do Estado de Sergipe junto a Câmara Setorial de Aqüicultura do Estado de Sergipe, está organizando o 1o ENCT – Encontro Nacional de Criadores de Tilápias, que será realizado no Centro de Convenções de Sergipe no período de 12 a 14 de julho. O evento, que conta com o apoio oficial do Governo do Estado, Prefeitura de Aracajú, Ministério da Agricultura, Codevasf, Banco do Brasil e Embrapa, compreenderá a discussão da cadeia produtiva da Tilápia, além de enfatizar a preservação ambiental. O 1o ENCT será enriquecido com a exposição de equipamentos e serviços que se destinam a piscicultura e ainda com o 1o Festival do Peixe do Baixo São Francisco. Os organizadores estão programando também algumas visitas técnicas na região. Informações adicionais poderão ser obtidas com a Emprev Eventos (79) 259-4602 fax: (79) 214-3545.

LARVAS – Aproximadamente oito milhões de náuplios de camarão foram importados pelo Equador com o propósito de fazer frente às conseqüências drásticas advindas da doença da mancha branca neste país. Segundo a Infopesca, as larvas provenientes dos Estados Unidos, Panamá, Honduras e Colômbia, passaram com êxito nos exames sanitários a que foram submetidos no Instituto Nacional da Pesca do Equador. As importações fazem parte do processo de retomada da carcinicultura equatoriana, onde cerca de 70% dos viveiros já passaram por profundos manejos de limpeza e desinfecção. Os produtores equatorianos estão sendo orientados para que tomem medidas de manejo alimentar e sanitário que lhe assegurem uma real recuperação do setor, abatido por este flagelo viral.

CARANGUEJOS-UÇÁ – Quem teve a oportunidade de assistir no último dia 26 de abril na TV Band News a uma reportagem sobre a liberação das sementes de caranguejo em mangues no Estado do Rio de Janeiro, foi testemunha do belo trabalho desenvolvido, entre outros, por Antonio Ostrensky, no Paraná. Em um ano de trabalho o projeto de produção de juvenis de caranguejos em larga escala, que começou como um desafio profissional da equipe envolvida, terminou por proporcionar grande conhecimento sobre a biologia do caranguejo-uçá, pouco pesquisado até então. Os pesquisadores conseguiram manipular esse ciclo em laboratório, de modo que se alcançasse uma produção de 2 milhões de megalopa II, estágio que antecede o de juvenil. Vale ressaltar que a muda para juvenil só ocorre em ambiente com substrato natural, ou seja, lama. Parte dessa produção foi liberada em áreas impactadas de um manguezal localizado na Refinaria Duque de Caxias e o restante na APA de Guapimirim – RJ, local onde foi feita a reportagem. Segundo Ostrensky, o trabalho evidenciou, dentre outras coisas,  como a legislação ambiental às vezes é feita sem nenhum critério técnico, apesar de todos os contratempos sociais que causa. Os estudos da equipe mostraram que o atual defeso que é feito em relação a espécie, é absolutamente inócuo, apesar de ser adotado no verão,  época de maior consumo e quando  a comercialização do caranguejo é mais importante para as comunidades de catadores. Ostrensky acrescenta que o trabalho está apenas começando e acredita que a viabilização comercial dos cultivos ainda está distante. O caranguejo leva de 5 a 6 anos para atingir o tamanho comercial, enquanto uma safra de camarões pode ser obtida em 90 dias. No entanto, se nada for feito, há uma tendência de diminuição progressiva do tamanho dos caranguejos disponíveis no mercado e, por isso, os pesquisadores julgam que o projeto abre, a curto prazo, possibilidades de aproveitamento no auxílio à recuperação de áreas degradadas bem como no estabelecimento de um manejo integrado desse recurso. Os que se interessarem pela pesquisa poderão entrar em contato com Antonio Ostrensky, no Grupo Integrado de Aqüicultura e Estudos Ambientais, pelo E-mail: [email protected].  

GREENPEACE – Em abril na cidade de Toronto, o grupo de ativistas ambientalistas Greenpeace, que sempre se opôs à engenharia genética, voltou agora, suas baterias para os peixes geneticamente modificados. O grupo se manifestou contra a comercialização de peixes criados em laboratório por fazendeiros canadenses e para denunciar a prática, cobriu com uma enorme bandeira o teto de uma indústria de peixes. Outra providência tomada pelo Greenpeace foi pedir ao órgão que controla alimentos e drogas nos Estados Unidos, FDA – Food and Drug Administration, que negue a permissão para o comércio dos peixes geneticamente modificados. Os ativistas também solicitaram ao ministro da Pesca canadense, Herb Dhaliwal, que seja proibida esta prática, porém empresas norte-americanas que têm subsidiárias canadenses pesquisando peixes geneticamente modificados e, que pediram permissão ao FDA para também comercializá-los, alegam que a postura do grupo não faz nenhum sentido, já que os peixes não representem qualquer risco para o meio ambiente. O Greenpeace rebate a afirmação dessas empresas alegando que não há estudos suficientes para que se afirme isso e que as empresas não oferecem nenhuma garantia de que os peixes modificados não poderão vir a destruir alguma outra espécie.

BAHIA PESCA – Nos dias 6 e 7 de junho próximo, será realizado no Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães, em Ilhéus – Bahia, o Seminário Regional de Aqüicultura. O encontro, que pretende atrair um público de 350 pessoas, tem como objetivo principal aprofundar o conhecimento da piscicultura, para aumentar a competência técnica dos projetos consolidados nas regiões Sul e Sudeste do Estado. Promovido pela Bahia Pesca, empresa da Secretaria da Agricultura, o evento pretende oferecer informações técnicas e exemplos práticos para aqueles que desejem se atualizar em assuntos como cultivo e comercialização de pescado até o planejamento e marketing do produto. Mais informações pelos telefones (71) 247-3296 e (71) 331-3798 ou e-mail: [email protected]

MONODON – Um Penaeus monodon macho de 62 g foi capturado na última semana de abril a 60m de profundidade durante um arrasto de camarões próximo a foz do Rio Guarupi, Estado do Maranhão, perto da fronteira do Pará. O Penaeus monodon também conhecido como “Tiger shrimp” é uma espécie exótica ao litoral brasileiro, ocorrendo naturalmente na costa Oriental do Indo-Pacífico, Leste e Sudoeste da África, do Paquistão ao Japão, Malásia e Norte da Austrália. A espécie que pertence a família Penaeidae é o camarão marinho mais cultivado no mundo, podendo as matrizes alcançar até 200 g de peso. Este é o segundo relato oficial da ocorrência do Penaeus monodon na costa Maranhense. Em abril de 1987, uma fêmea de 160 g foi capturada em Tutóia, Maranhão e reportada por Fausto Filho. O P. monodon foi introduzido no Nordeste brasileiro nos anos 80 para fins de cultivo, juntamente com outras espécies exóticas. Segundo Alberto Nunes, da Agribrands do Brasil, o estabelecimento de uma pequena população desta espécie na costa Maranhense não pode ser descartado.