Notícias & Negócios On Line_edição 57

De:Marcelo Pedreira mailto:[email protected]
Para: Lista Panorama Lmailto:[email protected]
Assunto: Larvicultura de peixes

Estou tentando fazer um levantamento de estruturas utilizadas para a larvicultura e alevinagem de peixes. Ainda não tive acesso a um livro que abordasse o assunto de modo claro e organizado. Gostaria que me indicassem um livro ou nome de revista que abordasse o assunto.

De:SergioTamassia mailto:[email protected]
Para: Lista Panorama-L mailto:[email protected]
Assunto: Re: Larvicultura de peixes

Existem diversos trabalhos que apresentam sistemas para a produção em massa de alevinos. Neles você encontrará métodos, técnicas, equipamentos, infraestrutura, etc… que são necessárias para operacionalizar tais sistemas. Segue algumas referências:
– Hepher, B. & Y. Pruginin. 1981. Commercial Fish Farming: with special reference to fish culture in Israel. John Wiley.
– Horvart, L., G. Tamas, & I. Tolg. 1984. Special Methods in Pond Fish Husbandry. Halver Corporation.
– Jhingran, V. G. & R. S. V. Pullin. 1985. A hatchery Manual for the Common, Chinese and Indian Major Carps. ICLARM Studies and Reviews 11.
– Kafuku, T. & H. Ikenoue. 1983. Modern Methods of Aquaculture in Japan. Elsevier. Development in Aquaculture and Fisheries Science, 11
– Leitritz, E. & R. C. Lewis. 1976. Trout and Salmon Culture. Dept. of Fish and Game, State of California. Fish Bulletin 164.
– Tamassia, S. T. J. Carpa comum (Cyprinus carpio): produção de alevinos. Florianópolis: EPAGRI, 1996. 75p. (EPAGRI. Boletim Técnico, 76)
– Tucker, G.S. & E. H. Robinson. 1990. Channel Catfish Farming Handbook. Van Nostrand Reinhold.
– Woynarovich, E. & L. Horvath. 1983. Propagação artificial de peixes de águas tropicais: manual de extensão. Brasilia: FAO/CODEVASF/CNPq.

De: Lionel Dabbadie < [email protected]>
Para: Lista Panorama-L mailto:[email protected]
Assunto: Re: Larvicultura de peixes

Para completar a excelente lista do Sergio, alguns autores franceses que tratam desse assunto (mas não de maneira exclusiva):
– Lazard J., Morissens P., Parrel P., Aglinglo C., Ali I., Roche P., 1990. Méthodes artisanales d’aquaculture du tilapia en Afrique. CIRAD (Publ.), Montpellier, França : 82 p.
-Billard R., 1995. Les carpes : biologie et élevage. INRA (Publ.), Paris, França : 387 p.
-Também alguns artigos nos ISTAs I, II, III e IV (Graças à revista Panorama da Aqüicultura, o V° vai acontecer no Rio em setembro: pode ser uma ocasião para conversar com muitos pesquisadores estrangeiros e realizar um intercambio para conhecer os sucessos e fracassos da piscicultura em outras regiões do mundo) :
-Pullin RSV, Lazard J., Legendre M., Amon Kothias J.B., Pauly D., 1996: Le troisième symposium international sur le tilapia en aquaculture. ICLARM, CIRAD, ORSTOM, CRO (Publ.), Manila, Filipinnas : 630 p. (também em inglês). -Pouomogne V., 1998. Principes de pisciculture appliqués en milieu tropical africain. PUA, Yaoundé, Camarão : 236 p.
-Bernacsek G.M., Powles H., 1992. Recherche sur les systèmes aquacoles en Afrique. CRDI (Publ.), Ottawa, Canada : 426 p.
-Billard R., 1980. Pisciculture en étang. INRA (Publ.), Paris, França : 434 p. Velho mas em português.
-Bard J. De Kimpe P., Lemasson J., Lessent P., 1974. Manual de piscicultura para a América e a África tropicais. CIRAD (CTFT) Publ., Montpellier, França : 183 p. Esses e outros podem ser consultados em Palmas -TO, na Secretaria da Agricultura.

De: Matheus Carvalho mailto:[email protected]
Para: Lista Panorama-L mailto:[email protected]
Assunto: Livros

Gostaria que alguém me orientasse onde e como eu poderia conseguir bons livros sobre aquicultura em geral. De preferência que não fossem muito caros, se é que isso é possível. Obrigado.

De: Wagner Valenti mailto:[email protected]
Para: Lista Panorama-L mailto:[email protected]
Assunto: Re: Livros

Você poderá obter livros na Livraria da FUNEP, Fone: 0800-553326, Fax: (16) 323- 852, e-mail: [email protected]. Eu, particularmente, trabalho com carcinicultura e posso lhe indicar os seguintes: “Cultivo de Camarões em Águas Interiores.” Boletim Técnico do CAUNESP n o. 2, 81p. 1996. R$ 10,00 e “Carcinicultura de Água Doce: Tecnologia para a Produção de Camarões.” IBAMA/FAPESP. 383p. 1998. R$ 35,00. Há também vídeos técnicos.

De: Nelson Carvalho mailto:[email protected]
Para: Lista Panorama-L mailto:[email protected]
Assunto: Distrito Federal

Estou começando a acreditar que a aqüicultura só terá sucesso nas mãos de grandes grupos. Aqui no Distrito Federal está havendo um esvaziamento de produtores que se envolveram com a piscicultura. Como prevíamos, passada a onda dos pesque-pagues que, como em outras regiões, motivou a entrada de vários produtores na atividade, não estamos conseguindo estabelecer um modelo de produção que seja atraente ao produtor. Temos uma unidade de processamento inaugurada há 15 meses com SIF e capacidade para 5 ton/ dia. A unidade funcionou por 5 meses e está parada por FALTA DE PEIXE! O preço que a indústria pode pagar (no máximo a R$ 1,30/kg) não atrai o produtor e os modelos de produção conhecidos não geram resultados compensadores ao produtor. Elaboramos uma planilha Excel (quem desejar recebê-la peço me contatar pelo email: [email protected]) com a finalidade de simular resultados de projetos de engorda de tilápia. Já fizemos várias simulações utilizando as mais diversas relações entre biomassa e conversão alimentar (nos baseamos em trabalhos de vários pesquisadores) e preço de ração. O aproveitamento integral da tilapia (couro, resíduos etc) no processamento industrial poderia melhorar esse preço. Faço uma pergunta: em que lugar do Brasil a tilápia está dando resultados? Só vejo empolgação em regiões onde a atividade é novidade, caso do vale do São Francisco e em Paulo Afonso onde a expectativa dos produtores é vender o peixe a R$ 2,00 ou 3,00 o quilo. Esse preço só acontece em pequena escala em mercados restritos. Nelson Carvalho – Presidente da Associação de Aqüicultores do Distrito Federal.

De: Sergio Tamassia mailto:[email protected]
Para: Lista Panorama-L mailto:[email protected]
Assunto: Re: Distrito Federal

O que você descreve é uma das características mais normais e de ocorrência em todas as situações de implantação e desenvolvimento de qualquer ramo de atividade. O que não pode ocorrer é desanimo na primeira dificuldade, e este é o principal e verdadeiro papel de um líder de uma associação – NÃO DEIXAR A PETECA CAIR. Vocês já venceram uma etapa, a “coisa” já existe. Passo seguinte: sente com aqueles produtores que ainda estão motivados e atuando, re-planeje, determine novos objetivos e saia em busca deles. Você verá que muitos daqueles produtores que mostraram fraqueza e falta de determinação logo estarão voltando. Quanto as suas colocações…“Estou começando a acreditar que a aquicultura só terá sucesso nas mãos de grandes grupos”, acredito que seja mais fruto de um desabafo do que de uma reflexão criteriosa. Sem duvida é muito mais fácil trabalhar com grandes produtores, mas existem exemplos de atividades conduzidas com sucesso por pequenos produtores. E pode acreditar, os benefícios sociais serão mais intensos, pois com certeza teremos menos pessoas fora do seu lugar (homem do campo no campo…). O que temos que considerar é que quando se trabalha com pequenos produtores o empreendimento deve começar pequeno e geralmente atender o mercado regional. Você já avaliou o beneficio se conseguirmos fazer com que uma certa quantidade de dinheiro dê um giro adicional pela região? Mas ele pode crescer, veja o caso das atuais empresas como SADIA, PERDIGÃO, etc. Posso lhe assegurar que, aqui no Alto Vale do Itajaí -SC, após o “oba oba” inicial que ocorreu há uns 10 anos atrás, foi possível estabelecer um planejamento que levou em conta as características sociais, econômicas e culturais da região, ou seja, se cultiva o que é possível cultivar eficientemente, e não o que se “quer criar”. Em função disto, estamos observando a piscicultura se firmar gradual, mas firmemente, como uma importante fonte de renda adicional para os produtores rurais (grandes, médios ou pequenos). Por aqui as dificuldades de mercado é a falta de peixe, com o frigorífico (pagando R$ 1,00) convivendo lado a lado com os pesque-pagues (pagando R$ 1,30 kg). E por quê falta peixe? A resposta é que faltam produtores aptos a produzir estes peixes de uma maneira adequada. Por aqui, com apoio das Associações Municipais e Regional de Piscicultores, procura-se incorporar novos produtores ao sistema produtivo somente quando estes já atenderam a pelo menos um curso técnico de piscicultura e tenham infraestruturas físicas adequadas para o cultivo (controle total da água, alimentação, aeração, etc.). Ou seja, já vai longe o tempo em que qualquer um podia ser piscicultor ou que qualquer poça de água era um local adequado e suficiente para criar-se peixes. No SIMBRAq de Recife apresentamos 2 resumos de estudo de casos sobre os modelos de sistema de produção, na pág 114 e 247 do livro de resumos. Se alguém tiver interesse nos textos completo posso enviar via e-mail. 

De: Carmem Maura mailto:[email protected]
Para: Lista Panorama-L mailto:[email protected]
Assunto: Cultivo em taque-rede

Gostaria de saber o e-mail de alguém que esteja trabalhando com tanque-rede na CESP ou grupos de pesquisa, no Brasil. Recentemente defendi tese nessa área, mas como trabalho com tanques-rede e gaiolas, preciso ter conhecimentos de outros cultivos e pesquisas.

De: Peixes do Lago Azul mailto:[email protected]
Pa
ra: Lista Panorama-L mailto:[email protected]
Assunto: Re: Cultivo em taque-rede

Tive oportunidade de fazer várias visitas a esses tanques-rede da CESP na UH de nova Avanhandava e mantive contato lá com o Sr Miguel, tel (18) 642- 7022. O meu interesse era por que também estava instalando uma criação em área próxima a da CESP, aonde venho obtendo ótimos resultados com um manejo parecido com o deles.

De: Alvaro Graeff mailto:[email protected]
Para: Lista Panorama-L mailto:[email protected]
Assunto: Re: Cultivo em taque-rede

Estou desenvolvendo um projeto em tanque rede (PVAD) com a finalidade de investigar qual a melhor densidade total de peixes e a densidade de Carpas comum e tilápias possíveis neste confinamento em parceria com a Perdigão Agroindustrial, que tem interesse em observar sua ração para este fim.

De: Augusto Arnold mailto:[email protected]
Para: Lista Panorama-L mailto:[email protected]
Assunto: Impermeabilização

Fiz três tanques escavados na minha propriedade, cada um medindo 10m x 35m, mas após a construção percebi que as terras do fundo e das laterais são com uma terra muito arenosa e logo abaixo desta camada de areia existe um sumidouro de pedras onde água escoa e, em conseqüência, o tanque não enche. Gostaria de saber se alguém conhece algo que eu possa usar para conter a infiltração.

De: Francisco Medeiros mailto:[email protected]
Para: Lista Panorama-L mailto:[email protected]
Assunto:Re: Impermeabilização

Você pode fazer um revestimento com manta de pvc. Outra alternativa é fazer um revestimento com solo-cimento. Nas empresas de material de construção têm manual de como fazer o solo cimento.

De: Dalgoberto Araújo mailto:[email protected]
Para: Lista Panorama-L mailto:[email protected]
Assunto: Re: Impermeabilização

Além das opções do revestimento de PVC e solo cimento, você pode fazer a impermeabilização colocando uma camada de aproximadamente 25 cm de argila, que devera ser umedecida e socada com malho manual ou mecânico (pé de carneiro), em qualquer livro de construção de barragens tem a descrição do procedimento, colocar uma camada inicial de 10cm umedecer, não ensopar, e malhar, outra de 10 cm, proceder da mesma forma e em seguida a última de 5 cm, para garantir também pode usar estrume fresco de gado, ele penetra e melhora a impermeabilização, além de adubar.

De: Nicolas Romero mailto:[email protected]
Para: Lista Panorama-L mailto:[email protected]
Assunto: Re: Impermeabilização  

Aqui na Argentina, além das técnicas citadas por Francisco, usamos uma velha metodologia de campo: Ao construir o tanque retire e deixe a parte a terra orgânica. Logo que estiver pronto faça uma camada de 20-30 cm com esta terra. Encha com água até aproximadamente 50 cm e introduza gado (cavalos, cabras, ovelhas, búfalos, etc..) e faça-os caminhar dentro d’água. Repetir a operação 2 ou 3 dias. Normalmente dá bons resultados. Sorte.

De: Jose Carlos Gastelu [email protected]
Para: Lista Panorama-L mailto:[email protected]
Assunto: Re: Impermeabilização

É conhecido que antes de fazer o movimento de terra é fundamental analisar amostras de até 1 metro o mais de profundidade a fim de conhecer o perfil do terreno determinado, além de outras análises. Porém às vezes só contamos com essa área e pronto, ou se faz ou se muda de atividade. Bem, no Peru vi vários desses casos, e a maneira como resolveram foi bastante simples. Neste caso se coloca casca de arroz no viveiro, com uma pequena quantidade de água neste, e se repete quantas vezes seja necessário até impermeabilizar o viveiro. Obviamente, usam grandes quantidades da casca do arroz. Não sou agrônomo, talvez alguém da lista conheça melhor os detalhes, porém sei que as cascas de arroz têm alta quantidade de silicatos e vão fechando e impermeabilizando o fundo dos viveiros. Isto é um fato empírico utilizado pelos produtores da região de Tarapoto em San Martin – Peru. Que eu saiba não há nada escrito a respeito.