Novos avanços na ranicultura

Por: Dorival Fontanello,
Ricardo Wirz e Claudia Maris 
Instituto de Pesca – SP


A equipe técnica do Programa Ranicultura do Instituto de Pesca da Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo, após analisar os sistemas de engorda existentes no Brasil, quais sejam: confinamento (U. F. Uberlândia), anfigranja (U. F. Viçosa), tanque-ilha (utilizado pelos criadores) e gaiolas (Instituto de Pesca) decidiu, através de uma metodologia técnico-científica, comparar o desenvolvimento ponderal da rã-touro e o custo operacional dos quatro cistemas, simultaneamente, a fim de oferecer subsídios aos criadores.

Este procedimento, baseia-se no fato de que tecnicamente a fase de engorda de rãs metamorfoseadas representa o ponto de estrangulamento das produções comerciais. O objetivo da pesquisa é definir qual dos quatro sistemas de engorda proporciona melhor ganho de peso às rãs, com menor custo, e repassar aos criadores todas as informações recolhidas durante as pesquisas. Objetiva também dar aos ranicultores informações técnicas oriundas de projetos científicos, conduzidos com o máximo de rigor, a fim de que os mesmos não sofram com outros tipos de afirmativas que apenas denigrem a ranicultura.

O tempo previsto para a fase de levantamento dos dados é de oito meses, não devendo ultrapassar nove. O Instituto de Pesca espera, desta maneira, colaborar com os ranicultores e demais interessados com informações mais proveitosas para todos. O experimento está sendo conduzido em nosso Ranário Experimental, em Pindamonhangaba – SP, e encontra-se aberto para visitação e acompanhamento do público interessado. Maiores informações pelos tels: (011) 864-6300 R 37 ou (0122) 42-3921.