O ano de 1992 foi muito bom para a ARERJ

A Associação dos Ranicultores do Estado do Rio de Janeiro fechou o ano de 1992 com um saldo bastante positivo a despeito das dificuldades que normalmente as associações brasileiras tem encontrado para alcançarem seus objetivos. Em recente relatório, ao longo do ano que passou, a ARERJ promoveu dias de campo em ranários de seus associados, bem como apresentações de vídeos técnicos e palestras para que a indústria de insumos quedá suporte a ranicultura, principalmente fabricantes de estufas, pudesse mostrar aos associados seus produtos.

Outra realização da ARERJ foi o VII ENAR – Encontro Nacional de Ranicultura que permitiu aos associados uma maior troca de informações entre ranicultores e profissionais de áreas afins além de ter aberto espaço para discussão de temas relacionados com a atividade. Também, durante o VII ENAR, foram realizados vários eventos paralelos como curso, exposição de produtos ligados a atividade e um festival gastronômico.

Entre outros eventos a ARERJ esteve presente em exposições, feiras, simpÔsios e seminários ao longo do ano e promoveu ainda três cursos. A assistência zootécnica da Associação, no mesmo período, realizou seis visitas técnicas aos seus associados.

O fortalecimento da Central de Aquisição de Ração possibilitou aos associados, no ano passado, a compra de 69.925 Kg (2.797 sacos) de Ração WEG e 11.400 Kg (285 sacos) de Ração Guabi para rã.

Para 1993 a ARERJ está empenhada em concretizar a implantação do seu Abatedouro frigorífico que conta com a ajuda de técnicos da SEBRAE para auxiliar no estudo da viabilização econômica do projeto. Em recente reunião o principal tema foi a forma de pagamento do financiamento que, provavelmente, será feito através da cotização entre os associados.

Mas não é só de boas notícias que vive a ranicultura brasileira. Recentemente o Ranário Fujioka de Goiânia sofreu uma grande perda em seu plantei. O ranário vem a ser o maior do estado exportando rãs para os EUA e girinos para alguns países da Europa. Os exames das causas que mataram aproximadademnte 50% dos animais mostraram a presença de Streptococcus. Os motivos da epidemia ainda estão sendo discutidos e o ocorrido pode servir como um alerta para todos os produtores para os procedimentos de manejo profilático, nutricional e reprodutivo do ranário. Sobre esse tema está sendo programado pela ARERJ um curso para o mês de maio com os professores Samuel Lopes e Claudio Angelo Agostino da Universidade de Viçosa e, de 1 a 3 de abril próximo, a Associação realizará o 240 Curso Básico de Ranicultura abranjendo os aspectos gerais da biologia das rãs, instalações, manejo, abate e comercialização. O telefone da ARERJ é (021) 232-5318.