Peixes Ornamentais Reprodução em Aqüicultura

Por: Manuel Vazquez Vidal Junior 
Universidade do Norte Fluminense
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Dos quase quatro mil produtores de peixes ornamentais existentes no Brasil, a maioria faz dessa modalidade de cultivo a principal atividade econômica da propriedade. Além da evolução no número de aqüicultores brasileiros percebe-se, atualmente também, que é cada vez mais raro encontrar produtores que cultivam de forma extensiva ou semi-intensiva os peixes ornamentais. Apesar disso, muitas espécies de alto valor agregado ainda são importadas para abastecer o mercado nacional, pois o aqüicultor brasileiro não dispõe de tecnologia para sua reprodução induzida, como é o caso dos labeos, botias, pangassius, bala shark, comedor de algas siamês e outros. Neste caso, a boa notícia é que alguns centros de pesquisa em parceria com os aqüicultores desenvolveram tecnologias eficientes que já estão em campo. Espera-se, com isso, que o aqüicultor de ornamentais no Brasil se torne mais competitivo, possibilitando a sua participação até, quem sabe, no mercado externo. Este artigo aborda os aspectos gerais da reprodução dos peixes ornamentais, uma das etapas do cultivo que mais desperta o interesse dos produtores por significar bons rendimentos, especialmente no caso dos peixes mais raros.

Até a década de 40 a aqüicultura brasileira de peixes ornamentais esteve restrita a poucas propriedades do Estado do Rio de Janeiro e mais tarde começou a ser praticada, também, no interior de São Paulo. No final da década de 70 a produção passou a ser praticada também em Muriaé-MG, onde ocorreu uma rápida expansão, fazendo com que na década de 80 esta microrregião mineira passasse a ser o maior e mais importante pólo de produção de peixes ornamentais por aqüicultura do país. As práticas, bem como as espécies adotadas para cultivo nesta época, entretanto, pouco diferiram das observadas anteriormente. Os cultivos praticados eram extensivos ou semi-intensivos, não havia preocupação com a qualidade genética dos espécimes (expressa na coloração e conformação dos peixes) e, os peixes utilizados ainda eram os das famílias dos ciprinídeos e poecilídeos. Apenas alguns poucos produtores se dedicavam ao cultivo de ciclídeos como o ramirezi e o acara bandeira, ou de caracídeos como o mato grosso e o tetra. Merece destacar, no entanto, que dentre produtores de kinguyo e koi do interior de São Paulo e os produtores urbanos de guppy e de betta, já havia uma grande preocupação com o melhoramento genético das linhagens produzidas. Práticas modernas de cultivo como o sistema super-intensivo já eram adotadas por esses produtores, que utilizavam recursos tecnológicos oriundos da aquariofilia.

Foi somente na década de noventa que a aqüicultura brasileira de peixes ornamentais deu um salto. Até então, o país pouco participava do mercado externo, exceto pela expressiva e decadente exportação de peixes ornamentais frutos do extrativismo na Bacia Amazônica. Com a abertura do mercado aos peixes importados do sudoeste asiático, o aqüicultor brasileiro que já não possuía competitividade para atuar no mercado externo, percebeu que também o mercado interno estava ameaçado. Além das espécies não produzidas no Brasil, eram importadas também as mesmas espécies produzidas aqui, com um agravante: os peixes asiáticos que possuíam características de cor e conformação superiores aos nacionais eram oferecidos a preços competitivos.

Se por um lado a falta de tecnologia na época fez com que diversos aqüicultores desistissem do mercado, por outro, revelou-se a necessidade da evolução do processo produtivo de ornamentais, fazendo com que uma significativa fração das espécies importadas passasse a ser produzida aqui no Brasil. Hoje, a aqüicultura ornamental outrora centralizada na região sudeste cresce com rapidez e fôlego na Região Nordeste, impulsionada por suas características climáticas favoráveis ao cultivo de peixes tropicais.

Reprodução

A reprodução dos peixes ornamentais desperta interesse mesmo em pessoas que não pretendem se dedicar à atividade produtiva. Isso se explica pela beleza e exotismo da reprodução natural de algumas espécies, e também pela mistura de uma complexa tecnologia com uma extrema simplicidade, características da reprodução induzida em laboratórios.

Algumas espécies ornamentais possuem estratégias de reprodução tão complexas que despertam a curiosidade dos aquaristas, que, com suas observações, contribuem para o desenvolvimento das técnicas de manejo destas desovas.

É preciso compreender que o desenvolvimento de novas linhagens é um dos principais objetivos da atividade, pois é a que representa a possibilidade de maiores lucros e, talvez por esta razão, é rara a figura do vendedor de alevinos de peixes ornamentais.

Manejo da desova natural

Diversas espécies de peixes ornamentais desovam naturalmente em tanques ou aquários, e apesar dos produtores obterem algum lucro com esta reprodução natural, isso não significa que a taxa de sobrevivência da prole não possa ser aumentada com técnicas simples de manejo. A adoção destas medidas visa prover uma alimentação adequada nas fases iniciais de vida, e um ambiente com o menor número de predadores possível, que em certos casos são representados pelos próprios pais, resultando em maior lucratividade e competitividade. A seguir, veremos alguns exemplos práticos e viáveis.

Espécies com ovos adesivos

Como exemplo trataremos da reprodução do kinguyo. Esta espécie tem sua desova estimulada quando ocorre o fim da estação fria e existe disponibilidade de substratos. Para que aumente a viabilidade dos ovos, é importante estocar um número de machos superior ao de fêmeas. Sugere-se dois machos para cada fêmea. O substrato para desova pode ser o aguapé ou fibras que fiquem amarradas, simulando raízes. Coloca-se o substrato de forma concentrada, em dois ou três lugares, e verifica-se, diariamente, a presença de ovos. O substrato com ovos deve ser transferido para tanques adubados e ricos em plâncton, mas sem predadores, onde ocorrerá a eclosão e o desenvolvimento das larvas.

Outra técnica interessante é a separação dos lotes por sexo e o cultivo em temperatura entre 23 e 26 ºC. Nesta condição os animais farão diversas desovas durante o ano. Basta ao criador pegar as fêmeas mais preparadas e extrair os óvulos e o sêmen dos machos, sem uso de hormônios (mais detalhes deste processo serão descritos na parte sobre desova induzida).

Como as fêmeas não desovam simultaneamente, deve-se repor o substrato. O período de desova no sudeste começa em agosto e se estende até dezembro. Como é importante a utilização de cruzamentos específicos para produção de boas linhagens, aconselha-se o uso de tanques pequenos. Desta forma, pode-se fazer cruzamentos dirigidos sem muito desperdício de espaço.

Para a desova dos barbos e do paulistinha pode-se adotar a mesma técnica e no caso da carpa e do kinguyo, podemos ainda utilizar a indução hormonal visando ter uma desova mais controlada.

Espécies com cuidado parental

No caso das espécies com cuidado parental é preciso avaliar se realmente há a possibilidade de aumentar a viabilidade dos ovos e larvas. Em muitos casos, a resposta é não. Então, por que manejar estas desovas? O manejo da desova nestes casos permitirá que o reprodutor ou matriz possa reduzir o intervalo de desova, possibilitando um maior número de crias por ano. Como exemplo tomaremos um casal de acará bandeira. Caso deixemos o casal tomar conta da prole, o intervalo de desova será de mais de 25 dias, em geral de 30 a 40 dias, mas se a desova for retirada e incubada em separado, a fêmea fará nova desova dentro de 7 a 10 dias.

No caso do acará disco, as pós-larvas se alimentam do muco dos pais, mas podem ser alimentadas com sucedâneos. Mesmo assim, a incubação artificial é controversa, pois a mortalidade dos alevinos é elevada e a redução do intervalo de desova não é tão significativa.

No caso dos peixes que incubam os ovos e larvas na boca, como o auratus, devemos retirar os ovos da boca da fêmea com auxílio de jatos de água de uma pisseta, e deixá-los em incubadoras semelhantes ao modelo MacDonald para ovos densos.

A aquariofilia foi introduzida no Brasil em meados da década de 20 na cidade do Rio de Janeiro. Filho de um comerciante de peixes ornamentais no Japão, o imigrante Sigeiti Takase veio para o Brasil, trazendo consigo algumas espécies asiáticas de peixes ornamentais que, mediante reprodução em cativeiro, forneceram o material para o comércio de peixes ornamentais que ele viria fundar. Assim começa a produção de peixes ornamentais por aqüicultura no Brasil. Nesta fase inicial o cultivo se concentrava em ciprinídeos com ênfase no kinguyo, na koi e nos barbos, totalizando quase 50 espécies.
A aqüicultura com peixes ornamentais no Brasil não é recente, se comparada a outras atividades aqüícolas desenvolvidas em nosso país, porém vale lembrar que em outros países essa atividade é bem mais antiga.
Escritos chineses indicam que há mais de três milênios os kinguyos são utilizados para ornamentação, bem como existem pinturas que indicam que os maias, os romanos e os antigos egípcios utilizavam peixes para ornamentação. Estes fatos, entretanto, não confirmam a prática da aqüicultura com peixes ornamentais, segundo os conceitos de hoje e, apenas no século III começou a aqüicultura de uma espécie ornamental, o kinguyo, após o domínio de sua técnica de reprodução. Esta mesma espécie, na idade média, passou a ser selecionada em função da conformação do corpo e das nadadeiras, originando diversas raças.

Tanto para os ovos aderidos a um substrato, quanto para os que estão soltos, podemos usar dois tipos de incubadoras, a de fluxo contínuo e a sem fluxo de água. Na segunda opção, o uso de aeração é imprescindível. Quando o fluxo é contínuo deve-se fazer duas ou três interrupções neste fluxo ao longo da incubação para aplicação de antifúngicos. Na incubadora sem renovação de água o uso do antifúngico deve ser contínuo.

Propagação artificial

As técnicas de propagação artificial foram desenvolvidas para propiciar a reprodução dos peixes migradores em ambientes lênticos, mas podem ser adotadas também para aumentar o controle sobre a desova de peixes não migradores, além do aumento da taxa de sobrevivência de ovos e larvas. Essas técnicas consistem em processos que induzem a maturação final dos óvulos e o aumento da produção de espermatozóides. Algumas delas se baseiam no manejo do ambiente e outras se utilizam de substâncias indutoras, geralmente hormônios naturais ou sintéticos. Neste caso, é importante ponderar se os processos artificiais resultaram em maior lucratividade que a apresentada pelo manejo da reprodução natural, não apenas por aumentar o controle sobre o processo produtivo, mas principalmente por propiciar a reprodução de espécies mais valorizadas.

Técnicas de indução

As técnicas que se baseiam no manejo do ambiente podem estar relacionadas à manipulação da temperatura, do foto-período e também da condutividade elétrica da água. Existem técnicas que simulam, fisicamente, a piracema e outras que estão relacionadas ao uso de substratos para desova.

O aumento da temperatura da água e do comprimento do dia estimula a liberação de hormônios que promovem a maturação. Esta técnica é utilizada com espécies ornamentais que apresentam desova parcelada e sua aplicação em peixes migratórios tem sido alvo de estudos.

No caso da coridora, a manipulação da temperatura ocorre de forma inversa: os peixes são submetidos a um período em baixa temperatura para estimular a desova. Nesse caso específico esse período é curto e se assemelha a um choque térmico. A água do tanque de cultivo tem sua temperatura reduzida à 18 ºC por meia hora e depois é elevada até 28ºC. A desova, em geral, ocorre em 24 a 72 horas.

A desova de peixes como o acará disco, que prefere águas com baixa condutividade elétrica, pode ser estimulada pela simples redução nos valores deste parâmetro. Para tal, utiliza-se fontes de água natural com condutividade elétrica baixa ou mesmo água destilada misturada à água dos aquários de desova.

Uso de hormônios

O uso de hormônios para estimular a desova em peixes ornamentais vem sendo praticado desde o final da década de setenta, sendo que no Brasil, no início da década de oitenta, já havia aqüicultores que utilizavam esta técnica na desova do beijador e do kinguyo.

Diversos hormônios passaram a ser utilizados na indução à reprodução em peixes ornamentais e apresentam vantagens e desvantagens em relação ao uso de hipófises. Uma vantagem é que com o uso de hormônios pode-se estabelecer a dose correta, enquanto as hipófises possuem concentração de hormônios variável.

A técnica mais utilizada em peixes de corte reofílicos e que apresenta os melhores resultados é a do uso de duas doses. A primeira dose é chamada de preparatória. Após um período de 8 a 14 horas aplica-se outra dose, esta mais elevada e chamada de definitiva. Essa mesma técnica pode ser utilizada para algumas espécies de peixes ornamentais, mas precisa ser adaptada quando lidamos com espécies que apresentam mais de dois picos de maturação ovocitária. No caso dos labeos bicolor e frenatus, da botia lohachata e do bala shark, deve-se utilizar na segunda dose uma de 2,5 a 4,0 mg/Kg de peso da fêmea.

Matriz de Bala Shark
Matriz de Bala Shark

Os principais hormônios utilizados são o hCG, que é a gonadotrofina coriônica humana e o LH-RH, que é o fator liberador do hormônio luteinizante. Este último, em geral, é utilizado associado a um inibidor de dopamina, sendo esta a técnica padrão para desova em pangassius.

Fêmea de Pangassius
Fêmea de Pangassius

O hCG é um hormônio natural humano que atua sobre os ovários promovendo o aumento da produção do hormônio luteinizante (LH) e folículo estimulante (FSH), que irão atuar diretamente no óvulo. Já o LH-RH promove a liberação do hormônio luteinizante. Outro hormônio que vem sendo utilizado é a gonadodrofina sintética.

O uso de implantes de GnRH (hormônio liberador de gonadotropina) também vem sendo testado em peixes ornamentais, porém, ainda não é uma técnica bem estabelecida.

A forma de cálculo das doses de hormônios ou de hipófise para peixes ornamentais é a mesma que utilizamos para peixes de corte: simples regras de três. A dificuldade maior está na manipulação dos animais, já que muitas vezes o peso das matrizes não excede 15 gramas e por serem animais sensíveis, seu manuseio deve ser o mais suave possível. Deve-se utilizar não mais que 0,1 ml de solução (indutor + veículo) para peixes de até 20g.

É importante observar que apesar de pequenos e delicados os peixes ornamentais podem ser muito agressivos, principalmente os machos após a indução hormonal, por isso devem permanecer em recipientes individuais, principalmente no caso de labeos, botias e pangassius.

Obtenção dos óvulos e do sêmen

Para que seja possível obter os óvulos e o sêmen para realizar a fecundação e a posterior incubação dos ovos, deve-se coletar os óvulos logo após a ovulação.

O intervalo entre a segunda dose e a desova é inversamente proporcional à temperatura da água. Quanto mais quente a água, dentro da faixa de conforto térmico para a espécie, mais rápido irá ocorrer a maturação dos óvulos e a desova.

Com o labeo a desova ocorre com 200 horas-grau após a segunda dose, já para o comedor de algas siamês, esse intervalo é de apenas 170 horas-grau.

Comedor de Algas Siamês
Comedor de Algas Siamês

Após a ovulação os óvulos começam a perder sua viabilidade mesmo antes da desova. Uma hora após a ovulação, apenas metade dos óvulos ainda é fértil. O ideal é pegar a fêmea no momento em que ela ovula.

Existem alguns sinais que ajudam a identificar o momento da ovulação. As fêmeas ficam mais calmas e, em algumas espécies, nadam em sentido de carrossel quando na presença de machos. Porém, diversas espécies não apresentam sinais perceptíveis e, neste caso, o produtor deverá, periodicamente, tentar a extrusão. Para tal, o produtor pode capturar a fêmea e apalpar seu abdome, pois quando estiver ovulando os óvulos sairão com facilidade. A apalpação de teste deve começar uma hora antes do tempo previsto no cálculo de horas-grau.

Para realizar a extrusão manual dos óvulos deve-se pegar a fêmea com um puçá e secar com toalha macia. Isso nem sempre é fácil de ser feito em um peixe pequeno, é preciso muito cuidado e calma para evitar machucar o animal. Os óvulos, quando maduros, saem facilmente com uma leve compressão abdominal. Eles devem ser colhidos em uma bacia seca e, sobre eles, é vertido o sêmen dos machos.

Extrusão do Mystus
Extrusão do Mystus

O material é homogeneizado com auxílio de uma colher ou de uma pena, com cuidado para não romper a membrana dos óvulos. Apenas após a homogeneização se adiciona água suficiente para cobrir a massa de ovos, para que os espermatozóides, antes inativos, possam adquirir mobilidade e fecundar os óvulos.

Assim como ocorre nos peixes de corte, quando os óvulos entram em contato com a água antes de serem misturados aos espermatozóides, desfecha-se um processo de hidratação e a micrópila (orifício na parede do óvulo) se fecha, não permitindo mais a entrada do espermatozóide.

Com ornamentais de pequeno porte o processo de extrusão dos óvulos requer certa habilidade manual, entretanto o principal entrave tem sido a coleta de sêmen.

Peixes de 8 a 15 g de peso raramente ejaculam um volume superior a 0,2 ml. Caso a extrusão seja feita da forma tradicional, a maior parte desse material ficará aderido ao corpo do peixe, principalmente à nadadeira. Portanto, aconselha-se pipetar o sêmen enquanto ele ainda está sendo extrusado.

Ovos de Mystus hidratando
Ovos de Mystus hidratando

Devido a esta dificuldade e aos constantes casos de acidentes envolvendo queda dos reprodutores e umedecimento precoce dos gametas, optou-se por desenvolver uma metodologia onde após a indução hormonal, os peixes são colocados em uma incubadora cilíndrico-cônica, de 60 litros ou mais de capacidade, na qual adaptou-se uma tela que restringe o acesso dos animais apenas à parte superior. Neste ambiente ocorrerá a desova naturalmente. Esta tela permitirá que no momento da desova os ovos passem, impedindo que as matrizes os ataquem. Posteriormente, basta retirar as matrizes e a tela e aumentar o fluxo de água para incubar os ovos. Com esta técnica tem-se obtido um índice de sucesso superior a 70% e taxas de fecundação variando entre 62 e 96%. É importante lembrar que esta técnica não funciona para espécies de ovos adesivos.

Botia macrantus
Botia macrantus

Devido a falta de tecnologia de reprodução a espécie (foto) Botia macracantus (é mais conhecida como Boti macracanta) não é produzida em larga escala mesmo no exterior, porém no Brasil, já se começa a obter os primeiros resultados positivos com esta espécie. Os peixes vendidos na fase de juvenil com aproximadamente 70 dias de vida, apresentam preço de mercado variando entre cinco e quinze reais, valores bem superiores aos alcançados pela média dos outros peixes cultivados no Brasil, normalmente cotados a menos de dois reais a unidade.
Também os peixes nativos, principalmente os loricarídeos, são animais muito valorizados no mercado internacional. Porém, apenas poucas espécies são produzidas por aqüicultura. A massificação dessas tecnologias poderá permitir ao Brasil participar do mercado externo de peixes ornamentais, também, como exportador de peixes oriundos da aqüicultura.