Pesquisador dá as dicas…

O Chefe da Estação de Aqüicultura Estuarina da FIPERJ – Biólogo Augusto da Costa Pereira – alerta os criadores de Macrobrachium rosenbergii para alguns cuidados básicos quando da compra de pós-larvas de Camarões da Malásia

Reprodutores – Os reprodutores devem ser provenientes de plantéis saudáveis. O bom manejo é fundamental, incluindo a qualidade de água e alimentação. Esta, deve ser balanceada de acordo com as exigências nutricionais, pois influi diretamente no padrão de qualidade das pós-larvas.

Pós-larvas – Matéria-prima da atividade camaroneira, as pós-larvas são de fundamental importância para o sucesso das demais etapas da criação. Se uma coloração branco opaco for observada, é sinal de que há acúmulo de ácido lático em sua musculatura, causada por estresse. Isso, na maioria das vezes, é resultado de manejo incorreto nas fases de coleta e embalagem, em densidades inadequadas. A carapaça também merece uma atenção especial do criador, pois é a porta de entrada para agentes patogênicos.

Mortalidade – A quantidade de animais mortos nas embalagens de transporte pode indicar erro de manejo no momento da embalagem ou problemas de ordem orgânica, oriundos da larvicultura e podendo comprometer o restante do lote. As pós-larvas deste lote que sobrevivem até o local de engorda devem levar o produtor a ter dúvidas quanto ao desempenho do animal durante a fase de engorda.

Lotes Homogêneos – Indicam ao criador que as larvas são provavelmente de mesma origem e estão em bom estado. Não devem estar presentes nas embalagens’ , larvas de Macrocrachium ainda não metamorfoseadas em pós-larvas. Isto é fácil de constatar, basta observar se há animais nadando com o ventre para cima e na direção da cauda. Finalmente, Augusto sugere que o criador se mantenha atualizado visitando as instalações dos laboratórios produtores e que sempre estabeleçam contato com outros compradores para juntos exigirem compromissos de responsabilidade quanto as condições sanitárias das empresas. e instituições responsáveis.