Presença de toxina diarreica em ostras compromete venda do molusco em Santa Catarina

Responsável por 95% das ostras comercializadas no Brasil, Estado teve áreas de captura fechadas Florianópolis, Palhoça e Porto Belo

A dois dias da abertura da Fena Ostra, em Florianópolis, a venda do molusco que dá nome à continua parcialmente proibida na Capital, em Palhoça e Porto Belo. A decisão foi tomada pela secretaria de Agricultura e Pesca de Santa Catarina, devido à presença de uma toxina nesses animais. Foi na última quarta-feira (29) que os primeiros testes identificaram a presença da diarreica nos mexilhões.

Santa Catarina é referência em produção do molusco e é responsável por 95% de todas as ostras comercializadas no Brasil. O Estado tem 39 áreas, que vão de Palhoça ao litoral e São Francisco Sul, mas quatro delas estão fechadas para comercialização de mexilhões e ostras. Isso porque toxina em questão foi encontrada em Porto Belo (Perequê, Ilha João da Cunha e Araça), Florianópolis (Freguesia do Ribeirão, Costeira do Ribeirão e Caieira da Barra do Sul) e Palhoça (Praia do Pontal Praia do Cedro).

De acordo com o responsável técnico da Cidasc, Pedro Mansur, a toxina diarreica é produzida algas que chegam ao litoral com a maré vermelha. “Essa alga é consumida pelo molusco, que essa toxina – não faz mal nenhum pra ele. Mas as pessoas, quando consomem esse molusco, podem sentir alguns efeitos no organismo, como diarreia, vômito e desidratação”, explicou.

A maré vermelha, conhecida por causa da coloração na água deixada pelas algas, acontece principalmente durante as altas temperaturas e o sol forte. No caso de Santa Catarina, a toxina diarreica deu positiva durante uma análise de rotina. “A cada 15 dias a Cidasc faz uma coleta água e uma coleta de moluscos, tanto de mexilhões quanto de ostras”, informou Airton Spies, secretário da Agricultura de Santa Catarina. A partir disso, é elaborado um laudo com os problemas identificados e a são feitas as possíveis interdições.

Para liberar a venda dessas áreas de produção são necessários dois laudos consecutivos com resultados negativo para a presença da toxina nos moluscos. Um primeiro laudo, atestando situação própria em tais áreas, já foi emitido. Para um segundo laudo, as amostras também recolhidas, mas o resultado final do laboratório só deve sair nesta quarta (5). Se ele for negativo a presença da toxina, todas as 39 áreas de produção de Santa Catarina voltarão a ser liberadas.

Os especialistas dizem que, depois disso, os moluscos podem ser consumidos com segurança. são animais filtradores, então estão sempre filtrando água como uma forma de se alimentar”, garantiu o técnico da Cidasc. “A filtração é que garante essa depuração deles no ambiente e acabam eliminando a toxina do organismo”, concluiu Pedro.

Até a liberação, os produtores não devem ter prejuizo, segundo o secretário de Agricultura. ocorre porque não é preciso descartar nada, apenas atrasar a retirada dos molucos do mar. maricultores já compreenderam esse sistema e protegem até o produtor”, revelou.

Fonte: https://ndonline.com.br/florianopolis/noticias/presenca-de-toxina-diarreica-em-ostras-compromete-venda-do-molusco-em-santa-catarina