Recife sedia evento para planejar Aqüicultura

 

A Rede de Inovação e Prospecção Tecnológica para o Agronegócio (RIPA), realizou em Recife – PE, durante os dias 25 e 26 de agosto, a “Oficina de Aqüicultura”, um evento que reuniu especialistas das mais diversas áreas da aqüicultura, vindos de todo o país, em torno dos principais gargalos do setor, que merecem atenção especial das agências financiadoras de pesquisa.

Segundo o coordenador executivo da RIPA, e pesquisador da Embrapa Instrumentação Agropecuária (São Carlos, SP), Paulo Estevão Cruvinel, a Rede RIPA foi criada em 2004 pelo Comitê Gestor do Fundo Setorial de Agronegócio (CT-Agro) do Ministério da Ciência e Tecnologia. Seu propósito é de subsidiá-lo, bem como às agências de fomento, Ministérios, instituições de pesquisa, setor produtivo e terceiro setor, no estabelecimento de prioridades e na promoção de estudos, projetos e iniciativas que pressuponham decisões de natureza estratégica e competitiva, baseadas na inovação tecnológica. O projeto RIPA é financiado com recursos do Fundo Setorial do Agronegócio (CT-Agro), via Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A RIPA tem como parceiros a Embrapa, Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), empresa Listen Local Information System, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Oficina de Aqüicultura

As atividades contaram com a participação do ex-ministro da Agricultura e membro do Comitê Gestor da RIPA, Alisson Paolinelli, e dos pesquisadores do ITEP, Walter Maia e Glauber Carvalho, além do professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Antonio Ostrensky Neto, responsável pelo Estudo Setorial para o Desenvolvimento Sustentável da Aqüicultura no Brasil.

Os 120 especialistas presentes à Oficina de Aqüicultura foram distribuídos em seis grupos de trabalho: carcinicultura marinha; piscicultura marinha; piscicultura continental; cadeias em estruturação (algocultura, carcinicultura de água doce, malacocultura, peixes ornamentais e ranicultura); recursos hídricos com foco em manejo e sustentabilidade na aqüicultura; e, logística e infra-estrutura de produção.

Um fato bastante curioso marcou o início das atividades de cada um dos grupos: o tema licenciamento ambiental foi comum a todos os grupos que o apontaram como principal gargalo.

As conclusões de cada um dos grupos foram apresentadas ao final do evento, e serão em breve compiladas e disponibilizadas no Portal RIPA no endereço www.ripa.com.br