Santa Catarina produz 4.600 toneladas de mexilhões em 1996

Um retrato recente da mitilicultura e da ostreicultura catarinense foi apresentado por Astor Grumam da EPAGRI e seus colaboradores, no IX Simpósio Brasileiro de Aqüicultura (Simbraq), realizado em Sete Lagoas.

Gruman apresentou um curioso painel, compacto e contundente em sua crítica àqueles, que segundo ele, ainda não perceberam a “missão reservada ao Brasil no atendimento dos requerimentos mundiais de pescados”.

Após observar que o Brasil é possivelmente o país que detém o recorde mundial de siglas, organismos oficiais e entidades que “interferem” ou “representam” os interesses da pesca e da aqüicultura nacional, Gruman acrescentou que é nítida a fragilidade do setor devido a falta de representação política e a deficiente estrutura organizacional.

Na EPAGRI em Santra Catarina, onde é responsável pela aqüicultura e pesca, Gruman já conta com um cadastro de 557 produtores de moluscos em atividade num quadro onde se pode notar um nítido progresso na atividade (gráfico), com quase 5.000 toneladas produzidas este ano, mudando o perfil econômico de centenas de famílias. Acrescenta ainda que foi, justamente por acreditar que a eficiência das estruturas de apoio aos produtores é fundamental para o desenvolvimento, que o Estado de Santa Catarina foi pioneiro na iniciativa de integrar os órgãos envolvidos e a colocá-los juntos olhando na mesma direção.