UFSC seleciona engenheira de aquicultura para o seu curso

Criado em 1998, o Curso de Engenharia de Aquicultura da Universidade Federal de Santa Catarina foi o pioneiro no país. Ao longo desses 24 anos o curso contou com professores com formações profissionais diferentes, como médicos veterinários, biólogos, oceanólogos, estatísticos, agrônomos, engenheiros civis, entre outras. Mas, curiosamente, nunca teve entre seus docentes um engenheiro ou engenheira de aquicultura, situação que só mudou no final de 2021 com a realização de um concurso público, que selecionou Flávia Lucena Zacchi.

Graduada e pós-graduada em Engenharia de Aquicultura, Flávia Zacchi assume a partir de março a cadeira de malacocultura (criação de moluscos), a mesma que por muitos anos foi ocupada pela professora Aimé Rachel Magenta Magalhães, que recentemente se aposentou depois de ter deixado um valioso legado para a aquicultura brasileira, em especial para o Estado de Santa Catarina, pelo seu protagonismo na produção de moluscos bivalves.

Segundo Flávia as expectativas com o novo trabalho são altas. “Aqui na grande Florianópolis, onde a produção de moluscos bivalves é tão expressiva, o trabalho que é feito há anos na UFSC tem muito a contribuir”, diz Flávia, que sempre se dedicou às biotecnologias. “No meu doutorado fui para a Itália e trabalhei com genomas e transcriptomas. Ainda temos muito a estudar sobre isso para que possamos acompanhar a aquicultura mundial. Aqui no Brasil estamos um pouco atrasados, mas mundialmente a tecnologia para moluscos bivalves também está muito aquém, se a gente comparar com o que é desenvolvido para peixes, por exemplo”.  Flávia diz que em sua formação sempre manteve o olhar no uso da biotecnologia aplicada na produção. “Mesmo em âmbito mundial muito ainda está sendo desenvolvido e espero trazer um pouco da expertise que tenho com biotecnologia, bioinformática e genética, para aplicar diretamente na produção. Não é uma área nova para a aquicultura como um todo, mas para moluscos é nova, por isso acho que tem bastante coisa a ser feita. Se estudarmos mais a parte biológica e fisiológica veremos muita coisa interessante que poderá ser aplicada na cadeia produtiva”, conclui Flávia.